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Zack Snyder: o intermediário entre cinema e HQ

Por Edu Fernandes
 
É cada vez mais comum vermos personagens dos quadrinhos ganharem vida na tela grande. Com uma demanda tão abundante por adaptações, não é de se surpreender que existam profissionais especializados em transformar os enredos das HQs em longas-metragens.
Um dos nomes mais badalados nessa intermediação de linguagem é Zack Snyder. O cineasta assina o roteiro de 300: A Ascensão do Império (Warner), que chega aos cinemas brasileiros no dia 7 de março. Ele acumula em seu currículo muitas outras adaptações do tipo.
Baseado na graphic novel Xerxes, de Frank Miller, 300: A Ascensão do Império acompanha Temístocles (Sullivan Stapleton, de Caça aos Gângsteres). O comandante das forças atenienses luta para evitar o avanço marítimo dos persas, que tentam dominar as cidades-estados gregas. O comando da frota persa é de Artemísia (Eva Green, de Sombras da Noite), uma manipuladora responsável pela transformação de Xerxes (Rodrigo Santoro, de O Último Desafio) em um deus-rei.
Dirigida por Noam Murro (Vivendo e Aprendendo), a produção segue a estética estabelecida por Snyder em 2007, quando dirigiu 300 (Warner). O visual é fiel à obra de Miller, e a movimentação dos personagens e da câmera lembra a série de games God of War (Sony).
 
Zack Snyder (de boné) é fotografado no set de 300
Essa aproximação com o videogame se dá pelo uso da técnica de bullet time, quando a ação fica mais lenta e o olhar passeia pela batalha. Essa ferramenta popularizou-se depois de ser usada em Matrix (Warner) e está presente nos filmes de Zack. No entanto, o longa do cineasta que mais se aproxima dos videogames é Sucker Punch – Mundo Surreal (Warner), que não é baseado em outra obra anterior.
300 narra a batalha dos gregos contra os persas por terra. O exército de Xerxes tenta invadir a Grécia, mas encontra a resistência de um pequeno grupo de valorosos soldados espartanos liderados por Leônidas (Gerard Butler). Os acontecimentos narrados nos dois filmes se desenrolam de maneira simultânea, de forma que quem assistir a ambos poderá encaixar os eventos em uma única linha do tempo.
 
Cena de Watchmen: O Filme
Depois de 300, Snyder voltou-se para um projeto ainda mais ambicioso em 2009: levar para o cinema Watchmen (DC Comics), graphic novel de Alan Moore. Watchmen: O Filme (Warner) conquistou seu público, apesar da ira dos fãs que queriam o desfecho dos quadrinhos no cinema.
Os uniformes do grupo de heróis têm o mesmo visual da HQ, com o acréscimo de que, no longa, é possível ver a máscara de Rorschach (Jackie Earle Haley) mudar de imagem sem parar. Outro elemento proporcionado pela linguagem cinematográfica é a trilha sonora selecionada para acompanhar as cenas. O tom das canções destoa da ação na tela, o que cria uma atmosfera irônica.
Em 2013, Zack Snyder segue sua escalada de adaptações ousadas e leva para o cinema o mais popular super-herói dos quadrinhos. O Homem de Aço (Warner) tinha a missão de apagar a má-impressão deixada por Superman, o Retorno (Warner), dirigido por Bryan Singer em 2006.
 
Cena do filme O Homem de Aço

Na produção mais recente, narra-se novamente a origem do personagem, com o começo do filme no planeta Krypton. Na Terra, o longa concentra-se na vida adulta de Clark Kent (Henry Cavill), e sua infância é apresentada por flashbacks.

O Homem de Aço dividiu opiniões, mas agradou aos produtores. Prova disso é que Zack Snyder está confirmado na direção da sequência do filme, que contará com a presença de Batman. O longa está previsto para 6 de maio de 2016.
Veja o trailer de 300: A Ascensão do Império:
 

 
 
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