Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 22.09.2009 22.09.2009

Vai começar mais um Festival do Rio

Por Bruno Dorigatti
Foto de Tomás Rangel

> Assista à entrevista exclusiva com a diretora do Festival do Rio, Ilda Santiago, ao SaraivaConteúdo 

> Leia mais sobre o Festival do Rio no nosso Blog de Cinema

E está tudo pronto para mais um FestivalInternacional do Rio de Janeiro. A partir desta quinta-feira, 24 desetembro, e pelos próximos 15 dias, mais de 300 filmes, de 60 nacionalidades,terão mais de 2 mil sessões espalhadas pela cidade, em 25 salas de projeção,além de praças e comunidades do Rio de Janeiro para a 11. edição do festival.Entre os grandes nomes internacionais, com presença garantida, estão QuentinTarantino, que encerra o festival com seu novo filme, Bastardos inglórios, o diretor argentino Juan José Campanella, de O filho da noiva, a atriz francesaJeanne Moreau, convidada de honra, e que tem dois documentários exibidos em suahomenagem, e a cineasta franco-belga Agnès Varda, uma das últimasrepresentantes da Nouvelle Vague, que exibe o documentário autobiográfico As praias de Agnès. Entre os lançamentosinternacionais que estréiam no festival, teremos obras novas de PedroAlmodóvar, Ang Lee, Alain Resnais e François Ozon, Emir Kusturica.

Com estas infinitas possibilidades entre muitos e muitosfilmes, a curadoria de um festival desse gabarito precisa saber dosar o que opúblico já esperar assistir com aquilo que ele deseja descobrir. “A gente sabeque temos que montar este festival em cima de vários pilares. Um deles, éclaro, são os filmes que todo mundo vai querer ver de qualquer maneira, que é oAlmodóvar, o Tarantino, o Michael Haneke. Filmes que normalmente têm umadistribuição comercial garantida, mas que a ânsia, a vontade, o desejo de vermais cedo leva o público a ir para o festival e procurar estes filmes. Mas, oque, na verdade, eles fazem é puxar todo um manancial de outros filmes, ondeexatamente aí está a descoberta, o mergulho. Para mim, quando faço a curadoria,e para o público, quando vai descobrir estes filmes.” Quem garante é IldaSantiago (foto acima), diretora do Festival do Rio.

Segundo ela, “fazer um festival de cinema é como uma escolade samba. Você acabou de desfilar na avenida, já está na hora de começar apreparar o próximo”. E o melhor é exatamente esse processo que levapraticamente um ano até que venha o próximo. “O grande barato é você circular omundo e receber indicações, recomendações, assistir a muitos filmes. E esse éum processo que você vai depurando, claro que a partir de um gosto pessoal, dealgo que você quer mostrar, dizer. Mas que também vai depurando no contato como público, com o processo de crescimento do festival”, afirma. 

França homenageada

AFrança é o país homenageado do festival – dentro das comemorações do Ano daFrança no Brasil – e, além da presença de Moreau, estrela de Jules e Jim (1962), de FrançoisTruffaut, e A noite (1961), deMichelangelo Antonioni, entre outras dezenas de clássicos, e de Varda, terá umamostra dedicada a um dos seus mais importantes canaisde televisão, o Arte, que co-produz excelentes filmes dentro e fora do país deorigem, uma mostra dedicada à atriz francesa Isabelle Huppert, quetrabalhou com grandes nomes do como Jean Luc Godard e Claude Chabrol, e terá aexibição de trabalhos menos por aqui, além da comemoração dos 50 anos deAsterix e Obelix, com filmes dos gauleses e outra mostra dedicada aos filmescom telefone celular. 

Ang Lee abre o festival, com suahomenagem ao evento hippie, com paz, amor e drogas, que comemorou 40 anos hápouco, Aconteceu em Woodstock, eTarantino encerra, com o aguardado Bastardosinglórios, envolto em pancadarias, sangue e Brad Pitt comandando um grupode assassinos de nazistas na França ocupada, durante a II Guerra. O nazismotambém é tema de A white ribbon, deMichael Haneke, vencedor da Palma de Ouro este ano em Cannes, que aborda aorigem da ideologia no início do século XX, em uma escola alemão. O novo dePedro Almodóvar, Os abraços partidos,tem uma Penélope Cruz dividida entre um magnata e um cineasta cego.

Convidados internacionais

Esta talvez seja uma das tarefasmais trabalhosas, conseguir conciliar a agenda dos realizadores com opré-lançamento de um grande filme. “Não é fácil trazer esses convidadosinternacionais. É resultado de um trabalho, temos que dizer para o lado de foraque somos profissionais, que aquilo que estamos oferecendo é tão bom quanto emoutros festivais, como Berlim, Cannes, Toronto, mas que tem alguma coisa amais”, aponta Ilda, para a quem a vocação do Rio e do Brasil, nesse momentopesa. 

“Ter a Jeanne Moreau vindo ao Rio, no Ano da França noBrasil, é uma coisa maravilhosa. Ter um cara com o Tarantino, onde todo mundoquer estar perto dele, tanta gente me ligando para ter um minuto com ele, émuito bacana. E poder tê-los aqui é poder utilizá-los depois como portadores,porta-vozes do que é o festival, do que é o Brasil. Das possibilidades que oBrasil tem. Aí é gostoso pra caramba”, sinte tiza a diretora. 

Apostas e novidades

Alémdas já tradicionais mostras como Première Brasil – a única competitiva, comdisputas entre longa-metragens, documentários e curtas –, Panorama do CinemaMundial, Expectativa, Première Latina, Dox, Midnight, Gay, Limites eFronteiras e Geração, o Festival do Rio apresenta este ano O Brasil do Outro,com filmes estrangeiros cujo foco é o nosso país, Imagens da Turquia, que traza recente cinematografia do país que divide o Ocidente e Oriente, e MeioAmbiente, focada em  filmes que abordamas transformações – não necessariamente positivas – pelas quais o mundo está passando. 

O objetivo, segundo Ilda, é sempre procurar identificar oolhar e desejo do público, que nos festivais tem um opção única de assistir amuitos filmes que dificilmente terão uma outra chance nas telonas, já que amaioria não tem estréia comercial garantida. Se tanto, ao conseguir relativosucesso nestes festivais e mostras, podem conseguir essa oportunidade de fazerfrente aos blockbusters comerciais deHollywood. “É uma responsabilidade e uma confiança que o público entrega avocê, de ir ver qualquer filme que a gente propuser, então temos de ser capazde entregar algo bacana, de estar no nível dessa confiança que está sendodepositada”, aponta. 

Ao longo dos anos – e lá se vão onze anos desde que o Rio Cine (fundado em 1984) ea Mostra Rio (fundada em 1988) se fundiram para formar o maior festival doBrasil e da América Latina –, os cinéfilos aprenderam aidentificar os códigos na programação que querem dizer que talvez aquele filmenão vai estar no circuito comercial depois, como, por exemplo, quando a legendaé eletrônica, ou seja, passa em um visor fora da telona do cinema. Além defilmes de mostras como Midnight, Gay, e uma grande parte da Expectativa, quesão os primeiros ou segundo filmes dos diretores. 

“Eu vejo aquela fila, as pessoas escolhendo os filmes. Achomaravilhoso dizer ao público, fazer com que ele saiba que aqueles filmes sãoimperdíveis, e que talvez seja uma chance e mais nenhuma. Na hora em que agente programa, penso em como vou fazer para que o público saiba que esse filmeé bacana. Esse é o grande desafio de qualquer festival: como levar, induzir eseduzir o público para chegar nesses filmes. A questão é como seduzir para asmostras de Documentários, para o Fronteiras, para o Meio Ambiente. É umdesafio, e o lado mais gostoso também”, conta Ilda. 

Este ano, ela destaca a mostra Midnight. “Talvez a gente nãotenha uma mostra como essa tão forte há muitos anos. O rei da fuga, Blackdynamite, Hair Índia. Só tem filme bacana. O freqüentador do festival queentrar em um filme do Midnight vai sair feliz”.

E sobre a incansável disputa por ingressos, filas, sessõesesgotadas? “O público sempre diz que as filas são enormes, intermináveis. Óbvioque isso é verdade para os sábados, domingos à noite, mas a gente tem procuradotambém colocar alguns filmes que são descobertas em salas um pouco maiores,colocar sessões durante a semana. Tem muito espaço, muito vaga ainda para ofestival”, finaliza Ilda, convidando para duas semanas onde o Rio de Janeirofica um pouco mais cinéfilo e aficionado por filmes na telona e sala escura. 

> Assista à entrevista exclusiva com a diretora do Festival do Rio, Ilda Santiago, ao SaraivaConteúdo

Acompanhealgumas das boas opções entre os mais de 300 filmes.

Première Brasil

É amais concorrida e prestigiada mostra do Festival do Rio. Única mostracompetitiva do evento, é também a mais abrangente vitrine anual da produçãocinematográfica brasileiracontemporânea. A mostra competitiva é divida em três categorias: longa-metragemficção, longa-metragem documentário e curta-metragem.

Entreos longas-metragens de ficção candidatos ao Prêmio Redentor deste ano estão Natimorto (trailer abaixo),de Paulo Machline, adaptação do romance do quadrinista Lourenço Mutarelli; Oamor segundo B. Schianberg, novo filme de Beto Brant; Os famosos e osduendes da morte, primeiro longa-metragem de Esmir Filho, um dosrealizadores do curta, sensação da internet Tapa na pantera; Os inquilinos,de Sérgio Bianchi, de Cronicamente Inviável; e Viajo porque preciso,volto porque te amo, de Karim Aïnouz, diretor de Madame Satã eMarcelo Gomes, de Cinema, aspirinas e urubus

Entreos concorrentes de Melhor Documentário estão Belair, de Noa Bressane eBruno Safadi, sobre a produtora de mesmo nome criada por Julio Bressane eRogério Sganzerla nos anos 70; Dzi croquettes, de Tatiana Issa e RaphaelAlvarez, com depoimentos de Liza Minnelli, Gilberto Gil, Miguel Falabella eMarília Pera; Reidy, a construção da utopia, de Ana Maria Magalhães,sobre o arquiteto Affonso Eduardo Reidy, responsável pelos projetos do MAM e doAterro do Flamengo. 

Nacategoria Hors Concours, estão Insolação, de Daniela Thomas e FelipeHirsch, parceiros de longa data no teatro que estréiam a colaboração no cinema;Cidadão Boilesen, de Chaim Litewski; Alô, alô Therezinha,documentário sobre Chacrinha, de Nelson Hoineff. Amostra de filmes nacionais comporta ainda três mostras paralelas: Música Retratose Novos Rumos, esta última destacando filmes de oito jovens diretores.

Natimorto

Panorama do Cinema Mundial

Ocentenário diretor português Manoel de Oliveira, Sam Mendes, Alain Resnais eAndrzej Wajda, o Panorama apresenta as produções mais recentes de diretoresconsagrados e filmes que vêm fazendo sucesso nos principais festivais do mundo. 

Alémdos já citados, Aconteceu em Woodstock (trailer abaixo),de Ang Lee, Os abraços partidos (trailer abaixo),de Almodóvar, e Bastardos Inglórios (trailer abaixo), de Tarantino, que estará no Brasilpara a sessão de encerramento do Festival, outros diretores importantes tambémestão contemplados. O novo filme de John Woo, A batalha dos 3 reinos, ébaseado na história real da guerra que deu fim a Dinastia Han na China de 200D.C. Bad lieutenant: port of call New Orleans, do diretor alemão WernerHerzog, que fala sobre as conseqüências da passagem do furacão Katrina na vidade um detetive, traz Nicolas Cage, Eva Mendes e Val Kilmer no elenco. Outrodestaque fica por conta da interpretação de Audrey Tautou – atriz que fez AméliePoulain – para a diva Coco Chanel, no filme Coco antes de Chanel, deAnne Fontaine. 

Amostra traz ainda alguns dos principais premiados em festivais internacionaisrecentes. O franco-alemão The white ribbon (trailer abaixo), de Michael Haneke, passadoàs vésperas da I Guerra, chega ao Rio com a Palma de Ouro de Melhor Filme noFestival de Cannes 2009. The Messenger, dirigido por Oren Moverman eestrelado por Ben Foster, Woody Harrelson e Samantha Morton levou o Urso dePrata de Melhor Roteiro noFestival de Berlim de 2009. O caminho para Guantánamo, de MichaelWinterbottom, traz o depoimento da escritora canadense Naomi Klein sobre oadvento do capitalismo catástrofe, doutrina que demonstra como governos egrandes empresas exploram a economia de países afetados por guerras oudesastres naturais.

Apoética de Agnés Varda está contemplada no filme As praias de Agnés, suaautobiografia documental, onde, através das praias que marcaram sua vida, adiretora francesa revisita seu passado, da infância aos dias atuais. Vincere,de Marco Bellocchio, trata de um filho que o ditador italiano Benito Mussoliniteve em outro casamento; (500) Dias com ela, é o primeiro longa-metragemdo diretor de clipes Marc Webb; e Brilho de uma paixão, de Jane Campion,evoca o poeta inglês John Keats.

 

Aconteceu em Woodstock

Bastardos inglórios

Os abraços partidos

A white ribbon 

Expectativa

Esta mostra aposta em filmes que têm se destacado no circuitointernacional. Este ano, vale conferir os iranianos About Elly, vencedordo Leão de Prata de Melhor Direção no Festival de Berlim 2009 e O homemquecomeu as cerejas, de Payman Haghani. DongBei, DongBei – uma chinesado norte, de Zou Peng,gerou polêmica em seu país de origem e conta a história de uma jovem que sonhaem fugir para Pequim. 

Da França, vêm O pai dos meus filhos, de MiaHansen-Love, vencedor do Prêmio Especial do Júri na Mostra Um Certo Olhar, do Festival deCannes 2009 e Seraphine, baseado na vida da pintora naif Séraphine deSenlis que conquistou sete prêmios César em 2009, incluindo o de Melhor Filme. Amreeka,da americanade ascendência palestina Cherien Dabis, fala de uma palestina que migrapara os EUA e encontra dificuldades para arrumar emprego. Dos EUA, O poderdo soul (trailer abaixo), de Jeffrey Levy-Hinte, traz imagens inéditas do festival de músicaZaire ’74,que reuniunomes como James Brown, BB King e Miriam Makeba no auge de suas carreiras. 

O poder do soul

Première Latina

Seçãodo Festival do Rio destinada às produções latino-americanas, é uma importante janelapara a cinematografia dos países vizinhos. Dentre os filmes mais esperadosdesta mostra está O segredo dos seus olhos (trailer abaixo), de Juan José Campanella, consagradodiretor argentino de O filho da noiva, que volta a trabalhar com RicardoDarín. Do México, vêm a superprodução Arranca-me a Vida, de RobertoSneider, que conta a história de uma mulher em busca da liberdade no ambientemachista do dos anos 1930; e Cinco dias sem Nora, de Mariana Chenillo, que narra o tempo em que um viúvo éobrigado a conviver com o cadáver de sua esposa que só poderá ser enterrada nofim das festividades da Páscoa Judaica. Do Chile, Navidad, de Sebastian Lelioe A Criada, do SebastianSilva, vencedor dos prêmios de melhor filme de ficção e melhor atriz noFestival de Sundance em 2009. Da Argentina, teremos ainda a animação policial Boogie,de Gustavo Cova, baseada nos quadrinhos do cartunista Roberto AlfredoFontanarrosa, conhecido como El Negro, La próxima estación, o maisrecente documentário de Fernando Solanas e Chuva, de Paula Hérnandez, quenarra um  surpreendente encontro queacontece no engarrafamento de Buenos Aires durante uma tempestade.

O segredo dos seus olhos

Midnight Movies

A mostra mais eclética do festival, onde experimentalismos, transgressões e bizarrices dão o tom. Entre eles, na linha das pérolas cult, o inglês Matadores de Vampiras Lésbicas e o japonês O clone volta para casa, produzido por Wim Wenders. Vale ainda conferir O rei da fuga, de Alain Guiraudie, Black dynamite (trailer abaixo), de Scott Sanders, Big river man, de Jon Maringouin, que ganhou o prêmio de Melhor Fotografia no Sundance deste ano, o brasileiro A Gruta, de Filipe Gontijo, filme interativo onde os espectadores decidem o rumo da história e o documentário Hair Índia, sobre  o comércio de cabelos naquele país. 

Black dynamite

Gay

O universo gay é representado em produções premiadas com poucaschances de chegarem ao circuito comercial. Dentre os principais destaques estão Boy, de Auraeus Solito que narra o relacionamento entre dois jovensfilipinos e Fúria (trailer abaixo), de Kirby Dick, sobre os políticos americanoshomossexuais não assumidos que, muitas vezes, se engajam em campanhas contra acomunidade LGBT. O português Morrer como um homem, de João PedroRodrigues, conta a história de Tonia, transexual veterana de Lisboa, que vê seuposto de estrela ameaçado por uma drag queen mais jovem. E o canadense Árvorescom figos, do aclamado diretor John Greyson, narra a história de dois importantes ativistas docombate a AIDS, misturando material de arquivo com belas.

Fúria

Dox

Minuciosaseleção de documentários, a mostra discute o panorama mundial sob a óticapolítica e socioeconômica. Este ano, entre os destaques está Teatro deguerra que registraos ensaios de Meryl Streep na montagem de Mãe coragem e seus filhos,clássico de Bertolt Brecht. Ainda sob o viés político, Os sonhos sobrevivem aopoder?,da diretoraJihan El-Tahri, narra a trajetória de dois importantes líderes africanos que lutaramcontra o Apartheid e, anos mais tarde, se tornaram rivais de NelsonMandela, causando uma cisão na África do Sul. Pelo prisma econômico, estão osfilmes O cerco neoliberal, com depoimentos de Noam Chomsky e IgnacioRamonet e Nollywood babilônia (trailer abaixo), que apresenta a terceira maior indústriade cinema do mundo, a da Nigéria. Entre os diretores que estarãopresentes para debater seus filmes, Hamid Rahmanian, de Teto de vidro, documentáriosobre um centro de ajuda para adolescentes, em Teerã; Silvia Bazzoli, de Amor,sexo e mobilete; e MarkEllam, de Rip: um manifesto remixado, sobre a circulação de conteúdolivre na internet. Os debates acontecem no Centro Cultural Justiça Federal apósas sessões.

Nollywood babilônia

Limites e fronteiras

Amostra abrange a diversidade da condição humana em histórias produzidas por realizadoresque exploram os cantos mais remotos do mundo em suas muitas realidades. Nofestival, acompanhando seus filmes, estão as americanas Pamela Yates, de Abatalha para o tribunal e Libby Spears, de Playground (trailer abaixo), documentário sobrepedofilia coproduzido por George Clooney e Steven Soderbergh. O mesmo acontece com ajaponesa Makoto Sasa, de Fogo sobre a neve, uma coleção de imagens sobre ainvasão do Tibete pelo governo chinês. E o iraquiano Sussurros ao vento,de Shahram Alidi, conta a história de um carteiro que transmite mensagens entreguerrilheiros e suas famílias. Os debates acontecem no Centro CulturalJustiça Federal após as sessões.

 Playground

Meio ambiente

Novidadedeste ano, esta mostra reúne filmes que abordam e discutem as transformaçõespelas quais o mundo está passando. Katanga business, do francês Thierry Michel,descortina o universo do garimpo de pedras preciosas no Congo enquanto oaustríaco Plastic planet (trailer abaixo), de Werner Boote, alerta para o perigo doexcesso de produção de plástico no mundo. Da mesma forma, Petróleo Bruto,de Joe Berlinger, fala da luta de índios amazônicos contra a poluição dopetróleo e Pelo amor à água, contaa história de um grupo de pessoas que se dedica a achar alternativas para ummelhor aproveitamento desse recurso. Dentre os diretores que vêm ao Brasil, estáo americano Landon Van Soest, de Roleta da fortuna. Seu filme, passadono Quênia, fala de projetos supostamente humanitários que podem estar piorando ascondições de vida dos habitantes.

Plastic planet


Brasil do outro

A visão de estrangeiros e brasileiros residentes no exteriorreunida em uma mostra que aborda o país em seus muitos ângulos. Entre osdestaques, Sérgio, um brasileiro no mundo, do americano Greg Barker, premiadoem Sundance este ano, conta a trajetória do diplomata brasileiro Sérgio Vieirade Mello e sua morte no ataque à sede da ONU em Bagdá. Vários realizadoresestarão na cidade. Jon Blair, apresenta Dançando com o diabo, um retratosobre a guerra do tráfico nas favelas cariocas; Soraya Umewaka traz I amhappy (trailer abaixo), filme que sustenta que, apesar de todas as mazelas, não há lugar nomundo onde as pessoas sejam mais felizes que no Rio de Janeiro.

I am happy

Imagens da Turquia 

Umadas cinematografias que vêm se destacando em diversos festivais internacionais,cujos muitos dos filmes aborda a realidade do país. Entre eles, comparece com Acaixa de Pandora, de Yesim Ustaoglu, que ganhou prêmios no Festival de SanSebastián em 2008, e Leite, de Semih Kaplanoglu, sobre um menino que sedivide entre vender leite e escrever poesia. Meu Raio de Sol, de RehaErdem, conta a história de Hayat, uma adolescente que consegue manter a alegriamesmo enfrentando as maiores tragédias, e 10 para as 11, de Pelin Esmer,narra a trajetória de Ali, um homem que começa a trabalhar como zelador em umprédio e fica amigo de um solitário morador que coleciona antiguidades, ambossituados em Istambul.

> Confira a programação no site oficialdo Festival do Rio. E novidades no blog e no twitter do festival 


Share |

Recomendamos para você