Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Livros 10.08.2011 10.08.2011

Uma homenagem ao meu pai

Por Andréia Martins
Na foto a escritora Mayra Dias Gomes, filha do dramaturgo Dias Gomes
 
Se for para contar uma história, nada melhor do que alguém que conheça bem o contexto, a intimidade, as lembranças e, claro, o personagem. É o que têm feito alguns filhos de cantores, escritores, atores, entre outros artistas, na hora de homenagear os pais.
 
É o caso da escritora Mayra Dias Gomes, filha do dramaturgo Dias Gomes, autor de clássicos como o Pagador de Promessas. Ela primeiro lançou um livro sobre sexo, drogas e rock’n’roll, Fugalaça (Record, 2007), depois Mil e uma Noite de Silêncio (2009); agora se prepara para contar uma outra história: desta vez, a do pai, com quem conviveu até os 11 anos de idade.
 
Para o livro, Mayra vai reunir entrevistas marcantes que o autor deu ao longo de sua vida. Os textos vão dos anos 1960 até o ano de sua morte, em maio de 1999, aos 76 anos, em um acidente de carro em São Paulo.
 
“Fui convidada pela Editora Azougue para organizar este livro que fará parte de uma coleção chamada Encontros, que pretende traçar um panorama do pensamento e da cultura brasileira contemporânea, através de entrevistas e depoimentos de artistas brasileiros importantes”, conta Mayra.
 
Ela começou a trabalhar no livro em 2009 e diz que organizar todo o material sobre o pai foi uma forma de conhecê-lo melhor. “Descobri muitas coisas sobre ele que eu não sabia, e descobri muito sobre mim mesma também. Foi surreal perceber o quanto nós somos parecidos”, conta ela.
 
Com ajuda da mãe, Bernadeth Lyzio, e da irmã, Luana Dias Gomes, Mayra abriu as caixas que tinha em casa com inúmeras entrevistas sobre o pai e, com a editora, separou o melhor material.
 
“Para mim sua rebeldia e sua insatisfação com o país em que vivia são alguns dos traços mais interessantes de sua personalidade. Essencialmente, meu pai sonhava com um país mais justo, e isso se refletia em todas as suas obras.
 
Quanto mais ele era censurado, mais fogo tinha para questionar o Brasil. É ainda mais incrível perceber que suas histórias são atemporais; e o que estava errado no país há mais de 30 anos ainda está errado hoje”, diz Mayra.
 
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