Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo HQ 09.06.2011 09.06.2011

Uma História contada em quadrinhos

Por Felipe Candido

Em 2011, a Editora Panini completa 50 anos de sua fundação, com uma trajetória de muito sucesso na publicação de álbuns de figurinhas, histórias em quadrinho e, mais recentemente, livros. Para comemorar, uma série de eventos relembrando a história da editora será realizada ao longo do ano.

NA ITÁLIA

Foi com o lançamento da coleção de figurinhas do Campeonato Italiano, o álbum Calciatori, que surgiu, em 1961, a Editora Panini. A empresa foi fundada em Modena pelos irmãos Benito e Giuseppe, que emprestaram o sobrenome para batizar o empreendimento. A companhia permaneceu familiar até 1988, quando foi vendida ao grupo Maxwell, que, entre diversas mudanças administrativas, instalou um gerenciamento internacional, expandindo os negócios para outros países, além da Itália. Em 1999, a Panini foi comprada pelo grupo italiano Fineldo Spa, de Vitório Merloni, que mantém o controle até a atualidade. Hoje, o Grupo Panini é líder mundial no setor de colecionáveis e trading cards. A empresa multinacional é uma das principais editoras de revistas e livros infantis, na Europa e na América Latina.

A CHEGADA AO BRASIL

A Panini está no Brasil desde 1989, e promoveu uma grande mudança no mercado de colecionáveis, introduzindo tecnologia de ponta na produção de cromos autocolantes no país. “Hoje, a Panini Brasil exporta para toda a América Latina, além de contar com um lançamento superior a 100 títulos mensais e com circulação acima de dois milhões de exemplares/mês, atingindo um público formador de opinião, exigente e com elevado poder de decisão de compra”, afirma Marcio Borges, diretor de Marketing e Comercial da Panini. Um dos fatores que ajudaram a editora a atingir esses números foi a aquisição dos direitos de publicação de grandes editoras como Marvel, DC Comics, Virgin, Dargaud e Warner, além de diversos mangás de sucesso.

Em 2007, a editora decidiu investir em um novo formato, em razão de uma demanda dos leitores brasileiros. “Os leitores de histórias em quadrinhos no Brasil sempre comentavam, nos fóruns, a respeito dos livros luxuosos que as grandes licenças lançavam, principalmente no mercado americano, foi então que decidimos investir nesses leitores trazendo um portfólio inédito de livros em formato luxo com capa dura em edições definitivas. O primeiro foi Batman – o Cavaleiro das Trevas, esgotado em poucos meses. Desde então, através da parceria com grandes redes de livros, ingressamos de vez nesse segmento”, conta Marcio.

MAURICIO DE SOUSA E O FENÔMENO TURMA DA MÔNICA

Em 2007, a Panini conseguiu um reforço de peso para seu quadro de publicações no Brasil: Mauricio de Sousa. “A história dos quadrinhos no país começou a ser reescrita a partir desta parceria, da qual temos muito orgulho”, observa o presidente da Panini Brasil, José Eduardo Severo Martins. Para o autor, a parceria também mostra uma perspectiva promissora. "Temos planos para vários novos projetos e também para um significativo crescimento. O fato de termos unido forças com uma editora multinacional abre espaço para possibilidades incríveis", afirma Mauricio de Sousa.

Com a junção desses dois grandes nomes, o Brasil viu nascer um de seus maiores fenômenos editoriais, a Coleção Turma da Mônica Jovem, que foi lançada em 2008, na Bienal do Livro de São Paulo. “Os adolescentes Mônica, Cebola, Magali e Cascão rapidamente adquiriram fãs por todo País. O sucesso levou a publicação a se tornar o maior sucesso editorial da área nas últimas três décadas”, afirma Borges. Atualmente, a Panini publica mais de 40 títulos com os personagens da Turma da Mônica, atingindo uma produção média de cerca de 2 milhões de exemplares por mês, e participação de mais de 70% do mercado de quadrinhos infantis. “São números excepcionais após vários anos de estagnação do segmento”, comenta Martins.

COMEMORAÇÕES

Para comemorar toda essa trajetória de sucesso, a editora tem programado uma série de eventos em todo o mundo. O pontapé inicial da festa aconteceu em um jantar especial na Feira do Livro Infantil de Bologna 2011, com a participação de todos os parceiros que, ao longo destes últimos anos, ajudaram a editora a escrever sua história, incluindo a Panini Brasil, que durante o evento recebeu o prêmio Arrigo Beltrami pelo sucesso de vendas do álbum Copa Mundo de 2010.

Os produtos também estarão com um detalhe diferente. Todas as publicações da editora, durante o ano de 2011, trarão, estampado em sua capa, um selo comemorativo dos 50 anos da editora.

Um dos principais lançamentos que a editora traz ao mercado italiano é um complemento da edição histórica do Calciatori, o álbum que deu origem à trajetória da editora. A matriz da Panini organizou uma pesquisa na Itália para descobrir os jogadores mais admirados desta última metade de século de história do futebol italiano. Cerca de 400 mil colecionadores do álbum Calciatori 2010-2011 votaram em seus preferidos. Escolheram entre 300 jogadores pré-selecionados por um grupo de especialistas a partir de 15 mil figurinhas da série A publicadas no Calciatori desde 1961. Assim foi formado o Top Team Panini 50, um grupo de 18 jogadores (11 titulares e 7 reservas), verdadeiras “meninas dos olhos” do álbum mítico que celebra assim a sua 50ª edição. O brasileiro Paulo Roberto Falcão figura entre esses mestres da bola, que se tornaram figurinhas especiais, adquiridas pelos colecionadores italianos que desejarem complementar o álbum, fazendo a encomenda dos cards diretamente com a editora.

A Panini realizou no dia 12 de maio em Milão um grande evento com a presença dos jogadores selecionados para celebrar os 50 anos do álbum. “Decidimos festejar também dessa maneira o cinquentenário da coleção Calciatori”, declarou Antonio Allegra, diretor de Figurinhas e Cards/Mercado Italiano da Panini, “prestando homenagem aos campeões que tornaram especiais estes 50 anos do futebol italiano”.
Para o futuro, a Panini deseja se consolidar cada vez mais nos mercados que já conquistou nesses primeiros 50 anos de existência. “Nosso desejo é manter o pé no acelerador, investindo cada vez mais no mundo dos colecionáveis e nos quadrinhos em todos os tipos de formato, inclusive o digital”, finaliza Marcio Borges. (FELIPE CANDIDO)

 

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