Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 22.08.2012 22.08.2012

Um túnel do tempo musical

Por Edu Fernandes
 
Penteados com volume e roupas coloridas voltaram a estar na moda. Esse visual já foi celebrado nos anos 1980, época em que se passa Rock of Ages. O filme estreia no Brasil no dia 24 de agosto.
 
A premissa é a mesma de muitos outros musicais, com personagens jovens que querem fazer sucesso no palco e mudar de vida. Esse é o sonho do casal formado por Drew (Diego Boneta, de 91210) e Sherrie (Julianne Hough de Footloose). Eles trabalham em uma casa noturna na Sunset Strip, rua que catapultou para o sucesso grandes astros da vida real.
 
No bar, acontecem as apresentações de Stacee Jaxx (Tom Cruise, de Encontro Explosivo), um excêntrico roqueiro. Hits da década de 1980 inspiram os números musicais do filme, que traça um panorama cultural da época.
 
O retrato de um tempo também é marca do musical Across the Universe (2007). Embalado pelas canções dos Beatles, o longa mostra todo o engajamento da juventude dos anos 1960, quando a luta contra a Guerra do Vietnã e o movimento hippie eram os assuntos mais quentes.
 
Cena do filme 'Across the Universe'

Todos esses temas sérios são abordados, mas a espinha dorsal da produção é uma história de amor. O artista plástico Jude (Jim Sturgess, de Caminho da Liberdade) abandona Liverpool em busca de novas oportunidades nos Estados Unidos. Quando cruza o oceano, se apaixona por Lucy (Evan Rachel Wood, de Tudo pelo Poder), uma garota de família rica.

 
Outra luta social dos anos 1960 é tema de Hairspray (2007): os direitos raciais. Os preconceitos são combatidos no roteiro, que se passa na Baltimore de 1962.
 
'Hairspray' conta os bastidores de um programa televisivo juvenil
 
Tracy (Nikki Blonsky, de Esperando para Sempre) é uma garota que sonha em participar de um programa televisivo, apesar de não ter a mesma silhueta das famosas. Sua melhor amiga (Amanda Bynes, de A Mentira) vem de uma família conservadora e racista, mas se apaixona por um rapaz negro (Elijah Kelley, de Vem Dançar). A discriminação contra gays é apenas sugerida, com John Travolta (Dupla Implacável) na pela da mãe da protagonista.
 
Seguindo a tradição de musicais em tempos difíceis, Cabaret (1972) se passa na Berlim dos anos 1930, quando o Partido Nazista subiu ao poder. A personagem principal é uma cantora/dançarina americana (Liza Minnelli, de Arrested Development) que se envolve com dois homens ao mesmo tempo. O roteiro é bem mais surpreendente do que aquilo que o gênero costuma oferecer.
 
Cena do filme 'Cantando na Chuva'
 
Ainda no período entreguerras, há Cantando na Chuva (1952), que fala das dificuldades enfrentadas pelos profissionais do cinema com o advento dos filmes falados em 1928. Esse é o mesmo tema do último ganhador do Oscar, O Artista (2011). O musical estrelado por Gene Kelly (Sinfonia de Paris) e Debbie Reynolds (Como Agarrar Meu Ex-Namorado) tem uma das cenas mais icônicas da sétima arte.
 
A década de 1920 também serve de pano de fundo para Chicago. O filme aborda um assunto um tanto sombrio para um musical: a pena de morte.
 
Zeta-Jones ganhou o Oscar por 'Chicago'
 
Velma (Catherine Zeta-Jones, de Sem Reservas) matou o marido e a própria irmã depois de descobrir que eles tinham um caso. Roxie (Renée Zellweger, de Recém-Chegada) assassinou o namorado quando percebeu que ele não iria transformá-la em uma estrela. As duas se conhecem no corredor da morte e esperam alcançar a fama para salvar suas vidas.
 
Ao contrário da maioria dos exemplos anteriores, Moulin Rouge (2001) se passa em um período histórico com uma imagem mais positiva. A chamada Belle Époque (virada para o século XX) é celebrada pelos avanços intelectuais e artísticos.
 
Casal de protagonistas de 'Moulin Rouge'
 
É na Paris desse momento cultural efervescente que o poeta Christian (Ewan McGregor, de A Toda Prova) e a cortesã Satine (Nicole Kidman, de Reencontrando a Felicidade) se conhecem e se enamoram. O amor impossível entre eles é embalado por releituras de famosas canções de bandas como The Police e Nirvana.
 
Seja qual for o período histórico escolhido, os musicais mantêm a magia de transportar seus fãs para um mundo onde as pessoas podem, a qualquer momento, interromper suas atividades para entoar cantos e executar coreografias. Prova disso é a obra de Andrew Lloyd Webber, com peças do porte de O Fantasma da Ópera, Evita e Jesus Cristo Superstar – mas isso é tema para outro artigo.
 
 
Veja o trailer de Rock of Ages:
 
 
 
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