Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 26.07.2013 26.07.2013

Tese sobre um Homicídio: thriller de fã para fã

Por Edu Fernandes
 
Investigações policiais rendem histórias mirabolantes no cinema. No argentino Tese sobre um Homicídio, quem faz as vezes de detetive é o professor universitário Roberto Bermúdez (Ricardo Darín, de Um Conto Chinês). Ele é um advogado aposentado que sente que um crime ocorrido perto da universidade é na verdade o convite para um duelo de mentes entre ele e o assassino. O filme estreia no Brasil em 26 de julho.
Bermúdez se envolve na investigação de corpo e alma. A obsessão pela solução do caso faz com que ele se arrisque e fique desacreditado por colegas.
A cinematografia argentina oferece aos espectadores brasileiros muitos títulos com investigações criminais. Um dos maiores sucessos do gênero foi o vencedor do Oscar O Segredo de Seus Olhos (2009), que também tem Darín como protagonista.
Tese sobre um Homicídio traz no elenco Alberto Ammann (Lope), Calu Rivero, Arturo Puig (Lugares Comuns), Fabián Arenillas (O Filho da Noiva) e Mara Bestelli (Evita).
Atrás das câmeras está o diretor Hernán Goldfrid, um fã confesso de filmes policiais. Espectador de Alfred Hitchcock, Francis Ford Coppola e outros mestres do cinema de suspense e ação, o cineasta conversou com o SaraivaConteúdo sobre seu mais recente trabalho.
Como você entrou em contato com a história de Tese sobre um Homicídio?
Hernán. Depois de terminar meu primeiro filme, comecei a pensar qual deveria ser meu próximo projeto como diretor. Sempre fui um grande amante de cinema policial e thrillers, e me dei conta de que devia seguir por esse gênero.
O roteirista Patricio Veja me sugeriu ler o romance de Diego Paszkowski. Depois da leitura, concordamos que essa história era o pontapé inicial ideal para o filme que queríamos. Pusemo-nos a trabalhar no projeto, na escrita do roteiro e em uma grande investigação sobre o mundo da universidade, o âmbito policial e o sistema de justiça.
 
Protagonistas em crise são um elemento que o atrai?
Hernán. Os personagens obsessivos são recorrentes em meus filmes. Acima de tudo, para mim é fundamental sentir que posso me identificar com os personagens, entendê-los, aceitar o caminho e decisões que tomam. Por esse motivo, contar a história de pessoas que se esforçam para conseguir o que querem é algo com o qual me identifico e me seduz como característica para começar a imaginar uma trama.
 
Cena do filme Tese sobre um Homicídio
Como se deu a escolha do ator principal?
Hernán. No caso de Tese sobre um Homicídio, desde o primeiro momento acreditei que o ator ideal para encarnar o professor Bermúdez seria Ricardo Darín. O principal motivo que me levava a crer nisso era que ele entenderia o personagem, saberia se perguntar por que faz as coisas que faz, o que o leva a decidir seu trajeto, como é sua vida além da história que vemos. Para mim, uma das características mais importantes que deve ter um ator é a de querer saber quem é o personagem que interpreta, meter-se em suas entranhas, dar-lhe a alma.
Você teve medo de comparações com outros filmes estrelados por Darín?
Hernán. Quando comecei a trabalhar nesse projeto pensando em Ricardo Darín, sabia que ele já havia interpretado outros investigadores. Nunca senti que nosso professor Bermúdez poderia estar nos outros filmes, sobretudo porque eram muito diferentes suas decisões, sua maneira de atuar e sobretudo sua moral. Nesse sentido, sempre estive tranquilo, porque sabia que nosso filme tinha particularidades e iria se diferenciar claramente dos anteriores e dos próximos filmes policiais argentinos.
Veja o trailer de Tese sobre um Homicídio:
 

 
 
Recomendamos para você