Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 22.11.2011 22.11.2011

Tamanho não importa? As gordinhas na ficção

Por Míriam Castro
Na foto, a personagem Bridget Jones
 
Uma ex-cantora pop perde quase tudo: namorado, contrato com gravadora e até as economias. A única coisa que Heather Wells ganha são alguns quilinhos. Quando começa a se acostumar novamente à vida sem glamour, consegue um emprego como inspetora dos dormitórios de uma universidade em Nova York. Tudo está bem até que, surpreendentemente, alunos aparecem mortos, e cabe à ex-estrela descobrir o que está por trás desses crimes.
 
Essa história começa em Tamanho 42 não é Gorda, romance de Meg Cabot, autora também de séries de sucesso como O Diário da Princesa e A Mediadora. E segue, chegando agora ao terceiro volume, com o lançamento de Tamanho não Importa. No mais recente livro, a antiga cantora pop volta a querer emagrecer enquanto tenta salvar um líder estudantil de uma acusação de assassinato.
 
Cabot não é a primeira – nem vai ser a última – a escrever histórias com personagens que não se encaixam no padrão de magreza da sociedade atual. Às vezes, as gordinhas são seguras de si e não deixam que os quilos a mais interfiram em suas vidas. Em outros casos, porém, o peso torna-se um problema. Confira a lista que preparamos com cinco obras que abordam o tema:
 
Inglesa, solteira e com trinta e poucos anos, Bridget Jones fuma demais, bebe demais e tem engordado demais. Revoltada com sua situação, Bridget decide parar de fumar e beber, perder quilos e encontrar o grande amor da sua vida – registrando tudo isso em um diário. O livro de Helen Fielding virou filme em 2001 e ganhou uma sequência em 2004. Para viver a protagonista, a atriz Renée Zellweger teve que seguir uma dieta rica em gorduras e ganhar cerca de dez quilos. No terceiro filme, que já está em produção, ela se recusou a engordar novamente e vai usar uma roupa com enchimento.
 
 
Cena do filme Hairspray
Original de 1988, o filme de John Waters teve inúmeras adaptações até hoje. Entre as principais, estão o musical da Broadway, de 2002, e o remake para o cinema, de 2007. Em todas as versões, a história é mais ou menos a mesma: na década de 1960, os adolescentes da cidade americana de Baltimore (local onde John Waters nasceu e vive até hoje) são todos fãs do programa televisivo The Corny Collins Show. A gordinha Tracy Turnblad sonha em se tornar uma das dançarinas do programa. Ela ignora os xingamentos das conservadoras personagens Amber e Velma, lutando pela abolição do preconceito na sociedade americana. Sua mãe, Edna, também é obesa e, por isso, tem medo de sair em público, mas vence o problema com a ajuda de Tracy.
 
 
Cena do filme Preciosa
Baseado no livro Push, da escritora americana Sapphire, Preciosa é um filme dirigido por Lee Daniels e tem a apresentadora Oprah Winfrey como uma das produtoras. A protagonista, Claireece Jones, apelidada de Preciosa, é uma garota negra, obesa e analfabeta de 16 anos cuja vida é uma sequência de dramas familiares. No gueto nova-iorquino do Harlem, ela sofre com o abuso sexual do pai enquanto vive com uma mãe também obesa e desempregada. Ao engravidar pela segunda vez da relação incestuosa, é transferida para uma escola alternativa e decide, finalmente, aprender a escrever e tentar melhorar de vida. O filme de 2009 foi a estreia da atriz Gabourey Sidibe, que foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz pelo trabalho.
 
O novo romance de Jô Soares, lançado no mês passado, é uma história de assassino em série fora do comum. Em vez de manter o suspense sobre quem é o criminoso, este é revelado logo no início – o que fica em aberto é como será sua captura. No livro, cujo enredo se passa durante o primeiro governo de Getúlio Vargas, o serial killer ataca apenas jovens mulheres bem gordinhas. O método de assassinato para matar as gulosas? Comida: dono de uma funerária, o problemático Caronte mata garotas acima do peso usando receitas portuguesas que aprendeu com sua mãe.
 
Bom de Cama
Repórter especializada em cultura, a gordinha Cannie Shapiro terminou um namoro de três anos com o “estudante profissional” Bruce Guberman. Meses depois, descobriu que ele passou a assinar uma coluna sobre sexo em uma revista feminina de circulação nacional. O pior: entre os temas principais, estão os perrengues em namorar uma mulher “avantajada”, que só pode ser Cannie. O nome da coluna de Bruce, “Bom de Cama”, também batiza o primeiro romance da roteirista televisiva Jennifer Weiner.
 
 
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