Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 26.03.2010 26.03.2010

Simplicidade é o “”forte”” de “”Amelia””, cinebio de lendária aviadora

Passados alguns anos depois de vencer dois Oscars de melhor atriz por “Meninos não choram” (1999) e “Menina de Ouro” (2004), Hilary Swank finalmente consegue um papel expressivo: o da lendária aviadora Amelia Earhart em “Amelia”, que estréia hoje em circuito comercial. O longa-metragem ainda marca a “volta” da diretora indiana Mira Nair, que também não estava envolvida em produções de destaque, com grande elenco, desde “Feira das vaidades” (“Vanity Fair”), de 2004.

Earhart entrou para a história por ser a primeira mulher a pilotar um avião sozinha, e non-stop, sobre o Atlântico, em 1932. Cinco anos depois, tentou um novo feito: dar a volta ao mundo. Acabou desaparecendo sobre o Pacífico, com apenas 39 anos, e os destroços de seu avião jamais foram encontrados, tornando o acidente um dos maiores mistérios da história da aviação.

Mas não “só” por isso a aviadora se tornou uma lenda. Sua vida pessoal – em particular seu envolvimento com o editor, e posterior marido, George Putnam (Richard Gere), além de outros dois affairs em sua órbita, o também aviador Gene Vidal (Ewan McGregor) e o colega de vôos Fred Noonan (Christopher Eccleston) – fez dela uma “mulher à frente de seu tempo” tanto no plano público quanto no privado.

No entanto, as tintas heróicas da protagonista de Nair são ressaltadas somente pela trilha sonora algo solene algo épica de Gabriel Yared, vencedor do Oscar em 1997 por “O paciente inglês”. A diretora se concentra nos aspectos mais pessoais, na investigação das motivações de sua personagem, e reforça a simplicidade de sua narrativa com o caráter documental de imagens de época. Aí repousa o “forte” do filme.

No entanto, é provável que justamente essa falta de “espetacularização” tenha feito com que o filme não ganhasse a atenção merecida de público – teve bilheteria tímida nos EUA – e de crítica – a Academia “desprezou” o longa, a que não deu a indicação de melhor atriz para Hilary. Sites como “Rotten Tomatoes” ou “Metacritic” tampouco agregaram resenhas positivas.

Houve elogios, porém. Para a “Hollywood Reporter”, o filme é um “clássico instantâneo das cinebiografias”. E o veterano crítico Roger Ebert, do “Chicago Times”, deu três de quatro estrelas, salientando a qualidade da direção e das atuações do filme.

Veja abaixo um trailer legendado de “Amelia”:

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