Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 21.03.2012 21.03.2012

Scorsese quebrou a rotina com Hugo Cabret; veja quais são os filmes de outros cineastas que destoam da obra completa

Por Andréia Silva
Para um cineasta com mais de três décadas de experiência nas costas e cuja obra preza por um estilo específico, fazer um filme totalmente fora do padrão de suas demais produções não é tarefa das mais fáceis.
 
Especialmente quando o cineasta em questão é Martin Scorsese. Não à toa, o filme que destoa dos outros do diretor saiu uma verdadeira perfeição. A Invenção de Hugo Cabret, goste você ou não, é um filme tecnicamente perfeito e muito bem acabado.

Fora isso, o filme é completamente diferente dos que levam a assinatura de Scorsese, considerado um dos melhores quando o assunto é suspense na sétima arte. Crimes, tensão, medo e finais inesperados, repletos de reviravoltas, não fazem parte de Hugo Cabret.

 
Scorsese não foi o único a, em dado momento da carreira, a chacoalhar sua filmografia – coisa comum para uns diretores, mas rara para outros.
 
Acostumado a filmes mais políticos e de tramas densas (basta lembrar de Platoon, Nascido em Quatro de Julho, Nixon, W, entre outros), nesta produção de 1991 o diretor Oliver Stone mergulhou no universo do mito Jim Morrisson e de uma das maiores bandas de rock de todos os tempos, o The Doors, no filme homônimo que trazia o ator Val Kilmer na pele do cantor.
 
Quando filmou, Stone já tinha o roteiro pronto há 20 anos e o próprio Morrison chegou a dar uma olhada antes de morrer, em 1971.
 
Entre aventuras e romances
 
O romântico Titanic, de James Cameron, embora seja o maior sucesso do diretor nas bilheterias do cinema, diverge de seu demais filmes, a maioria de ação – para quem não se lembra, são dele Exterminador do Futuro 1 e 2, Rambo, True Lies, entre outros.
 
O filme levou milhões ao cinema, foi indicado a 14 prêmios Oscar – dos quais faturou 11, entre eles o de melhor filme e melhor diretor – e consagrou definitivamente Cameron.
 
Talvez o único fator comum entre o romance com Leonardo Di Caprio e Kate Winslet e seus demais filmes seja o fato de ser uma produção grandiosa.
 
Sua obra posterior a essa, Avatar, em 3D, confirmaria o gosto de Cameron pelos filmes trabalhosos e também seu talento para dirigir os longas com as maiores bilheterias do cinema.
 
Agora, o clássico de Cameron vai ganhar as telas em versão 3D. A estreia acontece em abril, mês no qual o naufrágio completa 100 anos. Veja o trailer:
 

 
 
Entre épicos e filmes de herói, George Lucas também mostrou sua veia para comédias românticas em uma produção no inicio da carreira, de 1973: trata-se de Loucuras de Verão.
 
Rodado em apenas 29 dias, o longa mostra os últimos dias de dois amigos antes de entrarem na faculdade.
A história de como o diretor resolveu fazer o filme é curiosa. Depois de seu primeiro longa, THX-1138, ter fracassado nas bilheterias, Francis Ford Coppola, que produziu o debut de Lucas, disse ao diretor que investisse em algo que ele conhecesse bem e que pudesse explorar bem nos cinemas. 
Cena de Loucuras de Verão, de George Lucas
 
Lucas apostou nas suas lembranças de estudante em Molesto, na Califórnia, para contar a história de adolescentes prestes a dar um passo rumo à vida adulta.
 
O filme foi muito bem recebido e premiado, e o diretor parece não ter tido mais problemas no que diz respeito ao sucesso. O que veio depois é prova disso.
 
Risadas com Hitchcock
 
Trama Macabra, de Hitchcock
O rei do suspense encerrou sua filmografia em 1976 e, para surpreender, apostou numa trama cômica.
 
Tudo bem que Trama Macabra traz algumas cenas de suspense, com sequestros, roubos e assassinato, mas tudo de modo bem leve e engraçado.

A trama envolve uma falsa médium, uma herdeira em busca de um sobrinho perdido e uma detetive que conta com um amante taxista para achar o rapaz. O grande lance do filme é mostrar como é preciso trabalhar duro para conquistar uma fortuna ilegalmente.

 
As viradas de Meirelles e José Padilha
 
Antes de ficar conhecido por produções como Cidade de Deus, Jardineiro Fiel e Ensaio Sobre a Cegueira, o primeiro longa de Fernando Meirelles era voltado ao público infantil. Ele foi o encarregado de dirigir Menino Maluquinho 2, continuação do primeiro filme sobre o personagem de Ziraldo, em 1998.
 
Outro brasileiro que está colocando novos ares no currículo é o cineasta José Padilha, diretor de Tropa de Elite 1 e 2 e dos documentários Ônibus 174 e Garapa. Seu próximo filme, longe de discutir corrupção e problemas sociais, é internacional e cheio de ação: o remake de Robocop.
 
Com roteiro escrito por Nick Schenk (Gran Torino), o longa trará Joel Kinnaman, da série The Killing, no papel do policial que é baleado e trazido de volta à vida graças a implantes biônicos que o transformam num robô. As filmagens devem começar no segundo semestre deste ano e a estreia foi anunciada para 9 de agosto de 2013.
 
Thelma & Louise, as mulheres de Ridley Scott
 
Guerra, trapaças, crimes. Quase no meio disso tudo, um filme revelador sobre a identidade feminina, que completou 20 anos em 2011.
Thelma & Louise é o que podemos chamar de o Hugo Cabret do diretor Ridley Scott.
O road movie traz como protagonistas a dupla Susan Sarandon e Geena Davis. Foi lançado na sequência de Os Duelistas, Alien – O Oitavo Passageiro e Blade Runner – O Caçador de Androides, mostrando a versatilidade de Scott.
 
Marcou pela deliciosa história de aventura de duas amigas e por ter uma das melhores sequências finais do cinema.
Thelma & Louise, de Ridley Scott
 
 
 
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