Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 29.05.2010 29.05.2010

Samantha rouba a cena em Sex and the city 2

Transportadas para um país onde o sexo é tão problemáticoque pode render prisão, o quarteto de Sex and the city 2 tem um destaque óbvio:a sexólatra relações públicas Samantha Jones (Kim Cattrall).

Apersonagem/atriz rouba completamente a cena nessa segunda adaptação da sériehomônima, o que é de se esperar sabendo que as outras três já tiveram seus “finaisfelizes”: Carrie (Sarah Jessica Parker) casou-se com Big (Chris Noth), Miranda (CynthiaNixon) aparentmente resolveu a equação marido+carreira+filho, e Charlotte (Kristin Davis) já é mãe de duas meninas.

De certa forma, fica difícil fazer piada sobrerelacionamento homem x mulher, o mote da atração original, com três daspersonagens já “resolvidas”.

Daí que o filme puxa a brasa para a sardinha de seu cativopúblico gay – o filme começa com o casamento de Stanford (Willie Garson), com direito aLiza Minnelli executando a canção mais popular dos últimos tempos, o hit Singleladies (Put a ring on it), de Beyoncé. A brasa também é puxada para a sardinhade Samantha: é ela quem descola uma viagem boca livre total para o quarteto aAbu Dhabi, um dos Emirados Árabes Unidos.

Com a boa desculpa de que os EUA em crise já não são um bomcenário para o apelo luxuoso das moças, o filme desloca boa parte da ação paraAbu Dhabi. Acertadamente. Lá não só é possível desfilar o exagero fashion de Sex and the city sem incorrer no pecado da incorreção política – luxo épalavra-chave por lá mesmo -, como se pode garantir boas piadas contrastando aluxúria de Samantha com o recato e sobretudo as leis locais.

Obrigada a deixar suas vitaminas e hormônios contra a menopausajá na alfândega, Samantha corre o risco, por exemplo, de não aproveitar apresença de um time inteiro de rugby da Austrália! Que pecado! Sem sorte, ela ainda “”ganha”” com um mordomo bonito, mas gay, de nome Abdul…como Paula, a cantora, ressalta o próprio personagem.

A maré de azar e a inapetência, noentanto, chegam ao fim com a chegada de Rikard (Max Ryan), um dinamarquês “seu número”: rico,bonito, forte e atrevido.

Em paralelo, ocorrem os dramas que possibilitaram a ida dastrês mulheres casadas ao “”novo”” Oriente Médio: a “boa” e velha crise no casamento.Seja por falta de entusiasmo, como reclama Carrie, ou por falta de vida, casodas ocupadas mães.

Mas tudo isso, convenhamos, não tem nada a ver com asdivertidas aventuras daquelas trintonas solteiras – e ainda fantasiosas – heroínas da série. Bem melhor éver Samantha às voltas com os calores da menopausa, as camisinhas que caem atédo passaporte e sua completa inadequação numa “city” tão artificial em que tampouco o “sex” é natural.

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