Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Livros 24.05.2013 24.05.2013

Robert Langdon está de volta 10 anos depois de ‘O Código Da Vinci’

Por Maria Fernanda Moraes
 
Os mistérios envolvendo arte e religião trazem de volta à cena o professor Robert Langdon, para alegria dos leitores assíduos de Dan Brown. Dez anos depois do lançamento de O Código Da Vinci, que se transformou num dos romances mais vendidos da história, chega às livrarias. Inferno, com pompa e circunstância legítimas de um promissor best-seller.
 
Desta vez, Brown esmiúça os detalhes da obra-prima de Dante Alighieri, A Divina Comédia, por meio do catedrático de Simbologia da Universidade de Harvard, Robert Langdon. O cenário é Florença, que, segundo o próprio autor, é a cidade que está mais intimamente ligada a Dante Alighieri em todo o mundo.
 
O SaraivaConteúdo conversou com leitores de Dan Brown, que falaram sobre a expectativa do novo livro e sua história com a obra do escritor. Apesar da ansiedade, a maioria revelou não ter lido o primeiro capítulo de Inferno, divulgado antes do lançamento do livro.
 
Com caminhos diferentes até o primeiro contato com Brown (alguns assistiram ao filme primeiro, outros não leram O Código Da Vinci logo de cara), todos têm um denominador comum: a fidelidade ao autor.
 
“A expectativa é a melhor possível”, contou Diovane Pedruzzi. “Mas não procurei por muita informação sobre o livro antes para não estragar o suspense da história. Acompanhei as páginas do autor nas redes sociais e fiquei sabendo apenas sobre o envolvimento da história de Dante Alighieri, o que aumentou mais a ansiedade”, completou.
 
Mas há também aquele tipo de leitor que não segura a ansiedade, como Carla Cocenza, a única entre os entrevistados que já leu o primeiro capítulo. “Procuro saber tudo! Já fiz uma pesquisa sobre a vida do Dante Alighieri, busquei imagens da Via Torregalli (que ele cita no primeiro capítulo) e li algumas críticas sobre o livro”.
 
O Código Da Vinci
 
No meio-termo, Andrea Silveira conta que leu algumas matérias relacionadas ao mistério em torno da obra, mas não sobre a história em si. “Eu gosto de saber curiosidades: sobre a criação do livro, campanhas de divulgação, como foi a tradução. A história mesmo, prefiro descobrir durante a leitura. Há autores, como o Dan Brown, que eu nem leio sinopse. Saiu, eu compro”.
 
Acompanhe o bate-papo completo com os leitores:
 
DIOVANE DOS SANTOS PEDRUZZI
ESTUDANTE DE ARQUITETURA E URBANISMO NA UFRGS, CANOAS – R
S
 
Livro preferido:O Símbolo Perdido. Traz muitas referências, detalhes arquitetônicos e envolve o mundo da Maçonaria, que sempre é um assunto curioso.”
 
O Símbolo Perdido
 
O que mais gosta na escrita de Dan Brown: “Acho que o grande trunfo do autor é saber contextualizar e atrelar assuntos de ordem diversa. Por exemplo, envolver a NASA com política, armamento secreto e rumor de vida extraterrestre, ou obra de arte com simbolismo, ordem religiosa e pontos turístico-arquitetônicos e, mesmo assim, fazer da narrativa algo fluido.”
 
CARLA COCENZA
ATRIZ E ESCRITORA, SÃO PAULO – SP
 
Livro preferido:Ponto de Impacto com certeza é o melhor. O estilo de Brown é aquela inversão de caráter dos personagens – quem achamos que é o vilão, no final é o aliado, e vice-versa. E, nesse livro, é simplesmente impossível fazer uma aposta sobre o que está acontecendo. Achei intrigante do início ao fim.”
 
Ponto de Impacto
 
O que mais gosta na escrita de Dan Brown: “As referências à História e arte, o clima conspiratório e os capítulos rápidos, que imprimem um suspense apaixonante. Mas eu estou um pouco cética quanto a Inferno. Enquanto nos quatro primeiros livros ele se concentra em contar uma estória, no quinto percebe-se um jogo com o leitor – ele já sabe quem são seus leitores e o que pensam, caindo na armadilha de tentar agradá-los.”
 
DALLAS DIEGO MOREIRA DA SILVA
ESTUDANTE DE DIREITO, UNIÃO DOS PALMARES – AL
 
Livro preferido:O Símbolo Perdido pela temática do enredo, que tratou de uma das mais secretas organizações do mundo, a Maçonaria, inclusive citando nomes de pessoas influentes na estrutura político-financeira dos Estados Unidos.”
 
O que mais gosta na escrita de Dan Brown: “Gosto da diversidade de temas dos livros, que me faz defini-los como ‘ficções reais’. É uma leitura fácil e envolvente. Sempre torço pelo sucesso do Langdon, principalmente em relação à sua vida amorosa – creio que virá uma família Langdon em breve!”
 
FATIMA GISLENE GENOVÉSIO
RESTAURADORA DE BARBIES, OSÓRIO – RS
 
Livro preferido: “Com certeza O Símbolo Perdido. Sempre tive curiosidade sobre a Maçonaria e todo o tabu que envolve essa seita/cultura – ou podemos chamar de religião?”
 
O que mais gosta na escrita de Dan Brown: “Os livros são enigmáticos, te levam a querer ler mais e mais. Já tentei ler outro livro nos mesmos moldes de O Símbolo Perdido e confesso que parei no segundo capítulo. Muitos podem tentar imitar Dan Brown, mas nunca chegarão nem perto da inteligência e capacidade de prender o leitor. Que venha Inferno! Vida longa a Dan Brown e seus livros!”
 
 
ANDREA M. SILVEIRA
FUNCIONÁRIA PÚBLICA, BETIM – MG
 
Livro preferido: “Eu fico dividida entre Fortaleza Digital e Ponto de Impacto. Gosto bastante da trama de ambos, mas o Fortaleza Digital ganha por envolver computadores, segurança de dados, vírus, essas coisas mais tecnológicas.”
 
Fortaleza Digital
 
O que mais gosta na escrita de Dan Brown: “Sempre tem muita ação. Algumas pessoas dizem que ele usa fórmula pronta nos seus livros; eu prefiro pensar que é mais uma marca registrada. N’O Símbolo Perdido, é meio óbvio qual o segredo do vilão, mas mesmo assim você quer ler o resto pra saber como a história vai terminar. Isso eu acho uma coisa muito importante na leitura: que ela te prenda além do mistério. Quando o livro é excelente, aí mesmo é que você quer continuar.”
 
GIANLUCA MELARÉ
ESTUDANTE, OURINHOS – SP
 
Livro preferido: “Não consigo apontar um preferido, mas o mais importante, sem dúvida, foi o Anjos & Demônios. A ficção científica e o modo de escrita de todos são simplesmente fantásticos.”
 
Anjos e Demônios
 
O que mais gosta na escrita de Dan Brown: “O jeito de prender o leitor através dos mistérios envolvidos, de deixar uma dúvida a cada final de capítulo, da descrição simples e direta dos elementos do cenário, do modo como ele gerencia todos os ambientes e personagens envolvidos no livro.”
 
BATE-BOLA RÁPIDO COM DAN BROWN
 
Que tipo de aventura Robert Langdon vai enfrentar desta vez?
Brown. Inferno é um thriller que traz os códigos, símbolos, tecnologia futurista,
arte e os locais exóticos que meus leitores gostam de explorar. Neste livro, o clássico A Divina Comédia torna-se um catalisador que inspira um gênio macabro a desencadear uma criação científica de enorme potencial destrutivo. Robert Langdon tentará impedi-lo.
 
Qual foi a história mais interessante que você encontrou na sua pesquisa?
Brown. Um dos temas mais interessantes do Inferno de Dante é o retrato do orgulho como o mais grave dos sete pecados capitais, uma transgressão punida no ringue mais profundo do inferno. A noção de orgulho como o pecado final se encaixa perfeitamente com a mitologia grega, em que a arrogância é responsável pela queda do herói arquetípico.
 
Robert Langdon nasceu no mesmo dia e local que você. O que mais vocês dois têm em comum?
Brown. Langdon e eu compartilhamos uma fascinação por História, símbolos e códigos, mas é aí que as semelhanças terminam. Langdon é muito mais ousado e emocionante do que eu sou. Ele é, de muitas maneiras, o herói que eu queria ter sido.
 
 
 
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