Bel Sanmax por Bel Sanmax Livros / Outros 13.09.2019 13.09.2019

Roald Dahl e seu legado literário atemporal

Este não é um “feriado” da cultura pop propriamente dito. O dia de Roald Dahl não é uma celebração abraçada completamente pelos fandoms geeks Entretanto, Roald Dahl, um dos mais prolíferos escritores de textos de literatura infantojuvenil (na realidade, para todas as faixas etárias), é uma das figuras mais importantes quanto a talhar um mundo de fantasia para debater temas humanos.

Suas histórias, sagas e fábulas até hoje fazem parte do imaginário coletivo, referências indiscutíveis no meio literário e artístico.

Obras como Charlie e Fábrica de Chocolate, Matilda, O Bom Gigante Amigo, O Fantástico Senhor Raposo (Raposas e Fazendeiros como título original) e muitas outras pertencem às bibliotecas de famílias há muitas gerações, e seguem na lista dos livros mais vendidos — e também que deram origem a inúmeras adaptações cinematográficas.

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Para celebrar o Dia Internacional de Roald Dahl, que tal conhecer a biografia deste grande autor?

BIO

Crédito: divulgação

Dahl, nascido em 13 de setembro de 1916, em Cardiff, no País de Gales, parte do Reino Unido, era filho de imigrantes noruegueses.

Seu nome foi escolhido pelos pais como uma homenagem a Roald Amundsen, líder da primeira expedição exploratória ao Polo Sul, por isso um herói nacional norueguês.

A infância de Roald foi marcada por perdas. Sua irmã mais velha, Astrid, de sete anos, faleceu em decorrência de uma apendicite quando Roald tinha três anos; seu pai, Harold, aos 57 anos, morreu semanas depois, devido a complicações de uma pneumonia.

A mãe de Roald, Magdaleine, decidiu permanecer na Inglaterra para que os filhos (eram cinco) fossem educados no sistema escolar britânico.Roald era um aluno popular, aventureiro nas horas vagas (ele saia escondido dos professores em expedições com sua moto), praticava esportes e passava as férias sempre na Noruega (e acompanhado de diversos livros, pois adorava ler), cujas paisagens idílicas influenciaram profundamente os mundos fictícios criados por ele em suas obras. As experiências de sua infância o marcaram tanto que sua autobiografia, Boy: Tales of Childhood, tem como foco suas vivências neste período.

Eu sou Charlie

Ainda na escola, Roald e seus colegas recebiam amostras de chocolates produzidos pela fábrica Cadbury. Aos alunos cabia a “dura” tarefa de provar os doces, e descrever suas opiniões sobre os novos produtos.

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Dahl tinha o sonho de ele mesmo desenvolver uma nova receita de barra de chocolate, que seria tão boa a ponto de impressionar o dono da companhia, o Senhor Cadbury. Nascia aí a história mais famosa atualmente do futuro escritor: Charlie e a Fábrica de Chocolate, seu segundo livro infantojuvenil.

Fatos Marcantes

Roald e a esposa, Patrícia.. Crédito: divulgação.

Roald deixou a escola com 17 anos, e seu primeiro trabalho foi para a Shell Oil Company, em 1934.

Em 1939, com o início da Segunda Guerra Mundial, ele se alistou na Força Aérea Britânica (RAF), onde atuava como piloto de caça.

Em 1940, ele sofreu uma queda enquanto sobrevoava seu avião no deserto da Líbia. Roald se feriu gravemente, e passou seis meses no hospital do exército convalescendo. No ano seguinte, por sofrer dores de cabeça debilitantes como consequência das lesões sofridas pelo acidente, foi considerado incapaz de continuar em seu posto.

Em 1942, aos 25 anos, Dahl foi enviado pelo Serviço de Inteligência Britânico aos Estados Unidos, em Washington DC. Seu cargo, oficialmente, era o de adido aéreo assistente. Na realidade, Roald foi secretamente designado a atuar como um espião do MI6 (Serviço de Inteligência Secreto).

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Seu companheiro de trabalho era Ian Fleming, o criador de James Bond. Os dois permaneceram amigos até o fim de suas vidas, e Roald, que além de produzir livros e contos era também roteirista, adaptou para as telas o romance You Only Live Twice, para o filme homônimo de 1967.

Foi durante seu período nos EUA que Dahl começou sua carreira literária. Foi o romancista britânico CS Forester que o encorajou a escrever sobre suas experiências na Líbia. “Eu vim até você porque acho que você pode ter uma boa história para contar. Sobre voar”, teria lhe dito Forester.  Os primeiros textos de Roald sobre sua vivência na Força Aérea foram publicados sob um pseudônimo pelo jornal The Saturday Evening Post, pois ele ainda era um militar.

Em 1943, aos 25 anos, ele contratou um agente literário nos EUA, e lançou seu primeiro livro: a obra infantojuvenil, Os Gremlins (posteriormente, Steven Spielberg usou a história como base para o filme de mesmo nome). O livro foi inicialmente publicado como um conto, pela editora de Walt Disney.

Roald havia se casado e já tinha filhos, e foi após formar sua família que passou a escrever textos para crianças.

O Bom Gigante Amigo

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Uma curiosidade: ele sempre usava lápis e papel amarelo para escrever, e depois de voltar a viver na Inglaterra, seu estúdio de trabalho passou a ser uma pequena cabana ao fundo de seu jardim, depois conhecida carinhosamente como a “Cabana da Escrita de Roald Dahl”.

Roald inventou mais de 500 novas palavras, e até um idioma (nos moldes de Tolkien e George RR Martin), ao qual batizou de Gobblefunk.

Ele notoriamente passava muito tempo reescrevendo seus textos, e suas histórias, durante o processo de concepção, mudaram diversas vezes.

Matilda, de acordo com ele, foi a que teve maior número de alterações. Não são apenas livros infantis que compõem o catálogo literário de Roald: entre histórias curtas, romances e roteiros cinematográficos, ele criou mais de 50 obras.

Os livros, no entanto, nunca foram tão bem sucedidos quanto às vendas como os infantis.

Roald Dahl faleceu aos 74 anos, em 1990, devido à complicações quanto a uma doença rara que ataca as células do sangue, chamada Síndrome Mielodisplásica.

Em Cardiff, a cidade onde nasceu, foi criada uma praça com seu nome, para homenagear seu legado.

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