Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Música 16.10.2012 16.10.2012

Rhaissa Bittar canta, interpreta e conta histórias em disco de estreia

Por Júlia Bezerra
 
“Quase cantora, quase jornalista, quase assistente de direção, quase editora, quase etc.”. É desse jeito que Rhaissa Bittar se apresenta em seu perfil no Facebook. Experiente nos palcos, amante da música e aspirante a jornalista, a paulistana de 23 anos conseguiu condensar seus talentos em uma obra que já está dando o que falar.
 
Voilá, seu disco de estreia, é resultado da bagagem artística acumulada em sua juventude. Rico em dramaticidade e cheio de histórias para contar, o trabalho mostra que Rhaissa Bittar já não pode ser chamada de “quase cantora”. Ela canta, toca, atua, produz, interpreta e transmite ao público seu recado: música e bom humor andam juntos, mesmo em tempos de melancolia.
 
O disco acaba de emplacar uma música em uma novela nacional. No dia 8 de outubro, a faixa “Pif Paf”, canção bem-humorada que conta a história da mulher de um malandro, estreou na trilha sonora de Balacobaco, da Rede Record. E a cantora não restringe suas performances ao solo paulistano. Depois de passar pelo Recife, chega a Salvador. No dia 21/10, os soteropolitanos terão a chance de conferir um pocket show de Voilá na Saraiva MegaStore Shopping Iguatemi Salvador.
 
Animada com a carreira, falante e muito bem-humorada, Rhaissa Bittar conversou com o SaraivaConteúdo. Leia a entrevista e conheça um pouco mais sobre o trabalho multicultural de Voilá:
 
O bom humor está presente em todas as músicas de Voilá. Para você, qual a importância da música bem-humorada?
 
Rhaissa Bittar. Eu gosto de fazer música sem compromisso, sem ter o objetivo de causar uma revolução. O meu objetivo é distrair, entreter o público. O humor está presente no meu trabalho mesmo nas histórias tristes. Algumas músicas minhas têm um fundo melancólico, mas também têm o humor de quem vai superar. A tristeza faz parte da vida, então por que não rir da própria desgraça? (risos)
 
Fale sobre uma música especial de Voilá.
 
Rhaissa Bittar. É difícil escolher só uma, porque todas se completam. Cada uma tem um personagem especial, e eu só me sinto equilibrada quando eles estão juntos. Mas tem uma especial, sim, que é “Caos”. Ela é sobre a sensação de estar indo para outro lado do mundo. Eu compus essa faixa com o Daniel Galli, um pouco antes de eu ir para Taiwan.
Conte sobre sua viagem à China e como isso influenciou sua carreira.
 
Rhaissa Bittar. Minha carreira começou antes da China. Minha família é bastante musical, e eu sempre fui muito curiosa, então tive contato com instrumentos desde cedo. Aos 13 anos, comecei aulas de canto e violão. Aos 16, entrei para um grupo de teatro. Quando estava no colegial, fiz um intercâmbio de um ano em Taiwan, na China. Lá, me envolvi ainda mais com a música: fiz aulas de piano e canto. Também aprendi muito sobre a cultura chinesa. Aprendi a falar chinês, porque queria me comunicar com quem não falava inglês. Eu anotava palavrinhas em um caderno e conseguia me virar bem. Quando voltei para o Brasil, gravei meu disco, que foi bastante influenciado por essa experiência. Ele tem duas músicas em chinês.
 
E aqui no Brasil, quais são suas influências musicais?
 
Rhaissa Bittar. Tenho muitas influências, mas acho que as principais são a Carmen Miranda e os Novos Baianos. Ambos passam uma impressão de descompromisso com a música, apesar de o resultado do trabalho musical deles ser muito refinado. Li Carmen – Uma Biografia, de Ruy Castro, e fiquei fascinada pela forma como ela construiu a figura da baiana. Além disso, as performances musicais dela eram muito teatrais, o que é parecido com o que eu tento fazer. Outra influência é o Maurício Pereira, um cantor-ator de São Paulo que se reinventa a cada trabalho.
 
Você gravou “Xote das Meninas”, do Luiz Gonzaga. O rei do baião também é uma influência?
 
Rhaissa Bittar. Foi uma experiência deliciosa. Como parte das comemorações do centenário do Luiz Gonzaga, eu fui convidada para fazer parte de uma exposição musicada em Caruaru, em Pernambuco, que é a cidade natal de Gonzaga. Foi nesse projeto que eu cantei “Xote das Meninas”. Foi gostoso, porque era uma música que eu já cantarolava desde criança, mesmo sem ter a menor ideia de quem a havia composto. Ao contrário de muita gente, eu não cresci ouvindo Luiz Gonzaga. Fui conhecer o trabalho dele recentemente, e foi lindo. Assim como as minhas músicas, “Xote das Meninas” também conta uma história – a da transformação da menina em mulher –, e eu acho isso lindo.
 
E no teatro, você ainda pretende investir?
 
Rhaissa Bittar. Eu participei de montagens musicais quando era mais jovem, o que foi muito gratificante, pois consegui reunir duas de minhas paixões. Agora, estou investindo na divulgação do Voilá, que não deixa de ser também um trabalho teatral. Todas as músicas do disco contam uma história, e eu interpreto esses personagens nos shows. Tem o pombo-correio, a mulher de malandro… mas ainda tenho planos de voltar aos palcos, sim, para participar de montagens musicais.
 

Assista ao clipe da música “Dig Dom”, faixa de Voilá:

 
 
Pocket Show: Rhaissa Bittar interpreta Voilá
Onde: Saraiva MegaStore Shopping Iguatemi Salvador – Avenida Tancredo Neves, 148 – Caminho das Árvores – Salvador – BA
Quando: 21/10 (domingo), às 17h
Entrada franca
 
 
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