Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 24.02.2012 24.02.2012

Relembre os vencedores que não foram receber o Oscar

por Alexandre Sobreiro

Por diferentes razões, todo ano, algum ator, atriz, diretor ou diretora que foi indicado para os prêmios de maior destaque, em uma ou mais categorias, decide não comparecer à festa do Oscar. Um dos maiores exemplos é o de Katharine Hepburn, notória estrela de Hollywood e recordista no número de prêmios da Academy Awards. Faleceu em 2003, aos 96 anos de idade.

Com 12 indicações e quatro vitórias como melhor atriz, ela só esteve presente uma única vez na cerimônia, em 1974 – ironicamente, não estava concorrendo. Isso porque ela estava lá, justamente, pra entregar um prêmio honorário a outra pessoa: seu querido Irving J. Thalberg.

Talvez o caso mais polêmico tenha sido o de Marlon Brando, que, em 1973, concorria ao prêmio de Melhor Ator por O Poderoso Chefão. Envolvido com o movimento indígena norte-americano, o galã mandou em seu lugar uma descendente de nativos, então chamada Sacheen Littlefeather.

A bomba estourou quando a moça, depois desmascarada como Marie Louise Cruz – californiana participante do movimento de nativos –, recusou o prêmio em nome de Brando, que, ainda em 1955, tinha levado pra casa a estatueta por sua atuação no Sindicato de Ladrões.

Depois do discurso que Sacheen fez, escancarando a realidade opressiva vivida pelo povo indígena nos Estados Unidos, Brando ainda foi indicado, em 1974, pelo Último Tango em Paris e, em 1990, pelo filme Assassinato sob Custódia – sem levar nenhum dos prêmios, contudo.

Woody Allen recusou-se a ir à cerimônia de 1978, onde realizou a façanha de conquistar os prêmios de melhor filme, melhor diretor e melhor roteiro original por Noivo neurótico, Noiva nervosa. Ele preferiu tocar clarineta com amigos num pub de Nova York.

Para completar a lista, temos ainda outro ator: George C. Scott sempre recusou os prêmios que ganhou na academia. Tudo começou com o prêmio de melhor ator coadjuvante por Anatomia de um Crime em 1959, que teve dele o mais absoluto silêncio como resposta.

As pérolas foram só aumentando com o tempo: em 1962, por The Huster, tudo o que a Academia recebeu dele foi um sucinto e sonoro “No, thanks”; já em 1970, quando Patton lhe rendeu o prêmio de melhor ator, o ator declarou que passou a noite assistindo a um jogo de hóquei.

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