Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Games 13.09.2013 13.09.2013

Rayman: o francês das plataformas

Por Míriam de Souza
 
Hoje, 13 de setembro, chega ao Brasil Rayman Legends, quinto título principal dessa série de games de plataforma. Lançada em 1996, conquistou fãs e transformou o protagonista numa espécie de mascote da desenvolvedora francesa Ubisoft. Durante cerca de uma década, a franquia não ganhou jogos muito representativos, mas isso mudou em 2011.
 
Rayman não foi o primeiro game da Ubisoft, mas foi o responsável por impulsionar o nome da desenvolvedora fundada em 1986. Michel Ancel, que aos 19 anos já era designer no estúdio em Montpellier (França), teve a ideia de um jogo de plataforma inspirado em contos de fadas russos, chineses e celtas.
 
Então, a empresa decidiu apostar e, em 1992, Rayman começou a ser desenvolvido. Inicialmente o game funcionaria no Super Nintendo, mas a Ubisoft optou pelo Atari Jaguar. Também foram feitas versões para PlayStation, Sega Saturn e PC.
 
O caos começa a imperar na história do jogo quando o vilão Mr. Dark rouba um artefato chamado Great Protoon. Com isso, criaturinhas chamadas Electoons são trancadas em jaulas e espalhadas por todas as fases. Cabe ao herói Rayman resgatá-las e ainda recuperar o objeto subtraído pelo antagonista.
 
O protagonista tem mãos e pés, mas seus braços e pernas não são aparentes. Seu nariz é grande e o cabelo loiro é partido ao meio. Para acertar os inimigos ou romper jaulas de Electoons, usa poderosos socos.
 
Ele conta com a ajuda da fada Betilla, que concede novos poderes após cada batalha contra um chefe. Rayman precisa passar por uma floresta, uma terra feita de instrumentos musicais e partituras, um lugar cheio de lápis, borrachas e manchas de tinta, entre outras maluquices.
 
Apesar de ter um nível de dificuldade muito alto, o primeiro game ganhou muitos fãs pelos belos gráficos e pela trilha sonora. No Reino Unido, foi o título mais vendido do PlayStation, com cerca de cinco milhões de cópias adquiridas.
 
AVENTURAS EM TRÊS DIMENSÕES
 
Três anos depois do sucesso com Rayman, a Ubisoft decidiu se arriscar e acabou acertando. Em vez de usar duas dimensões, como no game anterior, Rayman 2: The Great Escape usava três dimensões para a exploração das fases.
 
A história é totalmente diferente da anterior. O personagem principal vive em um mundo chamado Glade of Dreams, que é invadido por piratas robôs. Quando é capturado, acaba na mesma cela que um amigo seu chamado Globox – que voltaria a ser importante em Rayman Origins e Rayman Legends.
 
Em Rayman 2: The Great Escape, os criadores decidiram usar fases com três dimensões
 
Murfy, uma mosca verde que se parece com um sapo, aparece pela primeira vez nesse game e, em Legends, participa de grande parte das fases. Outro nome que continuou nos jogos mais recentes foram os lums, criaturas luminosas que servem como “moeda” para liberar conteúdo extra.
 
O jogo foi bem recebido pelo público e pela crítica. Então, em 2005, ganhou uma versão para o Nintendo DS e, em 2011, uma para o Nintendo 3DS. A continuação veio em 2003, com Rayman 3: Hoodlum Havoc. Criado pelo estúdio da Ubisoft em Xangai, o título tinha jogabilidade muito parecida com a de The Great Escape. Rayman e Globox tinham que impedir os Hoodlums, lums que se tornaram malignos.
 
ANOS NO ESQUECIMENTO E VOLTA ÀS ORIGENS
 
A década de 2000 não foi muito boa para Rayman. Hoodlum Havoc não foi um título muito bem recebido e marcou o início da decadência da série. Em 2006, a Ubisoft lançou Rayman Raving Rabbids, que abandonava as origens de plataforma e investia em minigames, sendo que havia 75 deles para os jogadores. Por mais que o game tenha feito relativo sucesso, não tinha a essência dos títulos originais. Com isso, o nome de Rayman perdia força.
 
Rayman Origins voltou às origens de plataforma em duas dimensões
 
Foi aí que os criadores decidiram retornar às origens. Rayman Origins foi anunciado em 2010, mas só saiu no fim do ano seguinte. No jogo, o mascote voltou a percorrer fases de plataforma em duas dimensões – dessa vez, com gráficos de última geração. Acompanhado de Globox, Rayman tem que resgatar os Teensies e a fada Betilla, salvando o mundo de Glade of Dreams.
 
RAYMAN, UMA LENDA
 
A ótima recepção do público fez com que fosse desenvolvida uma continuação: Rayman Legends. A ideia era fazer um game exclusivo do Wii U e lançá-lo em novembro de 2012. Mas no final das contas, a desenvolvedora decidiu que o título não deveria se restringir ao console da Nintendo e atrasou o lançamento em quase um ano. Agora, Legends chega a Wii U, PlayStation 3, PlayStation Vita, Xbox 360 e PC. A versão brasileira é totalmente traduzida para o português.
 
Até quatro jogadores podem interagir no modo cooperativo de Rayman Legends
 
Em Rayman Legends, quatro jogadores podem percorrer as fases ao mesmo tempo, colecionando lums e resgatando Teensies enjaulados. Quanto mais Teensies são salvos, mais fases e mundos são liberados. Em cada mundo, é possível resgatar personagens femininas. Depois de salvas, elas vão para a galeria de heróis e se tornam jogáveis. O game pode ser completado usando outros personagens além de Rayman, como seu amigo Globox, uma rainha Teensy ou a viking Barbara, que luta com um ameaçador machado.
 
São 120 fases, sendo que 40 são versões remasterizadas de estágios de Origins. A maior parte dos níveis tem versões “invadidas”, que se tornam mais difíceis pelo acréscimo de inimigos. Também é possível acessar novos desafios diariamente através da conexão à internet.
 
Capa do game Rayman Legends
 
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