Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Livros 23.02.2011 23.02.2011

Quinze anos sem Caio Fernando Abreu

Há 15 anos, no dia 25 de fevereiro de 1996,morria o escritor Caio Fernando Abreu, vítima de HIV. Batizado por LygiaFagundes Telles de “o escritor da paixão”, Caio F. (como gostava de assinar, em referência ao livro Christiane F.) dedicou sua vida aojornalismo e à ficção.  Antes disso,passou pelo teatro, tendo cursado – e não concluído – o Curso de Arte Dramática da Faculdadede Filosofia da UFRGS, assim como aconteceu com o curso de Letras.

Nascido em Santiago, no Rio Grande do Sul, nodia 12 de setembro de 1948, Caio Fernando Abreu foi um dos mais importantesrepresentantes da literatura contemporânea no Brasil. Antes de falecer, Caio F. cuidou de toda a sua obra, revisando e reescrevendotextos. Desde então, os livros do escritor gaúcho têm sido reeditados e estudadosem universidades. O interesse pela obra de Caio Fernando Abreu é crescente, emdiferentes áreas: teatro, cinema e literatura.

A jornalista Paula Dip, por exemplo, lançou, em2009, seu primeiro livro – Para sempreteu, Caio F. – baseado nas cartas que trocou com o amigo Caio FernandoAbreu, com quem conviveu durante 20 anos. A autora reuniu cartas e bilhetes,além de depoimentos de pessoas importantes na vida do escritor, para remontar atrajetória de Caio F. no Rio de Janeiro, em São Paulo e na Europa. O livro de Paula Dip servirá como base para o documentário (em fase de captação) sobre oescritor gaúcho a ser dirigido por Candé Salles.

Ainda em 2009, a editora Agir publicou umacuidadosa edição do livro Teatro Completo– Caio Fernando Abreu, onde se encontram as seguintes peças de teatro: Sarau das 9 às 11; Diálogos; A Comunidade doArco Íris; Pode ser que seja só oleiteiro lá fora; Reunião de família (adaptaçãodo romance de Lya Luft); A maldição doVale Negro; Zona Contaminada; e O homem e a mancha – todos os textosforam revisados, corrigindo erros da edição anterior.

Os textos de Caio Fernando Abreu (romances, contos e peças deteatro), primorosos retratos de sua geração, sempre retornam aos palcos emdiferentes montagens.  Inspirado no universo de Caio F., por exemplo, duas companhias de teatro mantém em seu repertório espetáculos memoráveis: a Companhia de Teatro Luna Lunera com Aqueles Dois; e a Cia. de Teatro Íntimo com Dragões (adaptação do conto de Caio Fernando Abreu Os dragões não conhecem o paraíso). Além do monólogo encenado pelo ator Samuel de Assis, Fragmentos Azedos Sobre aLíngua, uma sensível adaptação baseada nos contos Sem, Ana Blues e OsSobreviventes

Enfim, não faltam motivos para trazer CaioFernando Abreu ao centro da ribalta, que as homenagens façam jus a grandezade sua literatura.

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