Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Livros 24.10.2011 24.10.2011

Publicações como o Guinness registram o mundo fantástico

Por Carolina Cunha
Na foto ao lado, turista que escala a escultura gigante no Chile – Mundo Bizarro

Se você habita este planeta, já deve ter percebido: a Terra pode ser um lugar bem estranho. E, para mostrar como o mundo é extraordinário, as editoras apostam em compilações que reúnem proezas humanas e registros das experiências mais alucinantes.

É o caso do livro Mundo Bizarro. Lançado no Brasil pela editora Panda Books, ele pode ser definido como um álbum de viagens repleto de coisas esquisitas, com histórias reais e fotos clicadas por viajantes nas situações mais inusitadas ao redor do planeta.  
 
 
 
 
 
Os olhos dessas pessoas já viram de tudo: tarântulas usadas como petiscos no Camboja, motos que transportam refrigeradores em Hanói, um cãozinho de botas em Nova York e até um “alienígena” azul passeando de bicicleta pelo festival de música Burning Man (EUA). 
“Ainda não existia no Brasil um almanaque que mostrasse fatos exóticos dos países. Percebemos que todo mundo fala dos pontos turísticos, mas tem um lado divertido que as pessoas exploram muito pouco”, diz Marcelo Duarte, jornalista e diretor editorial da Panda Books.
Quando o assunto é curiosidade humana, Marcelo é um expert. Há quase dez anos ele publica pela sua editora a coleção O Guia dos Curiosos, que reúne curiosidades garimpadas de qualquer assunto. Ele também costuma ler outras publicações do gênero, como a Planeta Excêntrico! – Ripley’s Believe It Or Not (Editora Ediouro), que aposta no conceito “ler para acreditar”. Para o jornalista, a diferença entre um fato curioso e a bizarrice é o tamanho do susto que o leitor leva.
“O bizarro transcende a curiosidade. É uma coisa muito maluca, que foge totalmente do dia a dia do leitor. Quando você olha, é tão diferente que você não sabe se ri ou se fecha o livro. Mas é provável que você comente com alguém e até queira saber mais”, explica Duarte, que pretende criar em breve um livro só de bizarrices brasileiras.
 
Marcelo Duarte
Se a curiosidade é uma inquietação natural do ser humano, é provável que esse gênero literário sobreviva por muito tempo. “Estamos vivendo um momento em que o mundo se abriu demais, está todo mundo interessado em outras culturas. Mesmo que as pessoas não tenham a menor ideia do que seja aquilo, elas querem experimentar”, acredita o jornalista.  
 
MAIS DE SEIS DÉCADAS DE RECORDES
 
Recentemente, um hindu de 100 anos apareceu nas manchetes dos jornais por ser o homem mais velho a correr uma maratona de longa distância. O feito foi averiguado pelo Guinness World Records, o famoso “Livro dos Recordes”.
Criado em 1955, o livro que registra os números mais superlativos do planeta conquistou a atenção e o respeito de várias gerações. Hoje, no século 21, qualquer realização publicada nesse clássico é considerada acima de qualquer suspeita. E haja recordes! A cada ano, são registradas mais conquistas do que uma enciclopédia inteira poderia comportar. 
Lançada este mês, a edição de 2012 traz 4 mil recordes atualizados e fresquinhos, selecionados entre 65 mil requisições. Em tempos de Internet, fica difícil imaginar que a versão impressa ainda tenha a mesma força do passado. Mas não se engane. Presente em mais de 100 países, o Guinness conquistou um recorde próprio: é o livro com copyright mais vendido da história. 
                                                                                 
O livro tem acompanhado com fidelidade as mudanças da vida contemporânea, como a revolução digital, as novas manias da moda ou o fantástico mundo do luxo.
 
As primeiras edições traziam proezas mais tradicionais, como o homem mais alto do mundo, o bigode mais comprido ou o maior tempo sem respirar debaixo d´água.
 
Agora, as pessoas inventam desafios cada vez mais radicais, criativos e estranhos.
Há quem tenha batido o recorde do maior número de cães a saltar uma corda, jogado 50 horas seguidas de videogame, erguido a maior pirâmide de latinhas do mundo e participado do maior concerto de ukuleles da história (mais de mil pessoas tocaram o instrumento).
Nem mesmo Michelle Obama resistiu à tentativa de bater um recorde. No último mês, a primeira dama americana liderou um grupo de crianças que cravou a marca do maior número de pessoas a fazer polichinelos ao mesmo tempo.
Sobre o sucesso de longa data do Guinness World Records, Marcelo Duarte acredita que são as pessoas, ou os “caçadores de recordes”, que fazem tudo ficar mais interessante. “O que chama a atenção é que as pessoas que queriam aparecer criaram categorias totalmente inusitadas. Então, veio uma onda de provas malucas e o livro passou a ser mais divertido. Isso também deu força para o Guiness se redescobrir. Era um livro que tinha sucesso, mas quando investiu em coisas inusitadas, ganhou uma força incrível”, analisa. 
Dos sujeitos mais obscuros às celebridades e recordistas profissionais, dos feitos mais heróicos aos aparentemente inúteis, sempre existirá alguém tramando alguma ideia mirabolante para imortalizar o seu nome no Livro dos Recordes. Bem, pelo menos até o dia em que a façanha seja superada por outro aventureiro. Afinal, recordes foram feitos para serem quebrados.
 
Galeria de fotos 
 
 
A mulher com a língua mais comprida  Guinness
 
 
Aevin Dugas maior cabelo black power do mundo  Guinness
 
 
Chris Walton dona das maiores unhas – Guinness
 
Fusca personalizado no Canadá – Mundo Bizarro
 
Moto transporta vasos em Hanoi – Mundo Bizarro 
 
O cão com as orelhas mais compridas – Guinness
 
 
 
 
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