Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Games 20.10.2014 20.10.2014

Porque jogar ‘Dragon Age: Inquisition’, o terceiro game da série

Por Aline Maryama
Dragon Age: Origins e Dragon Age II, títulos de grande importância para a Bioware, utilizaram a adorada “receita” que tanto fez sucesso para a empresa: história flexível, diversas escolhas, personagens cativantes e um envolvimento com a trama e cenário que despertam empatia. Esses e mais ingredientes especiais são a promessa do terceiro game.
Embora os antecessores tenham trazido longas e boas horas de criação e história envolvente aos fãs, também houve algumas decepções. Para o carioca Felipe de Lima, de 26 anos e funcionário público, o segundo jogo da franquia deixou a desejar. “O 2 não tinha a câmera ‘estratégica’, e isso prejudicava um pouco a estratégia. O romance de ambos era bem bobinho, ‘ganhe pontos e leve para a cama’”.
Entre tantos aspectos que são considerados falhas no jogo, o maior pecado, na opinião de Felipe, é a relação jogador X personagem. “No 2, você não tinha identificação inicial com o protagonista, porque você não o cria. Não escolhe a origem dele”, afirma.
Ele acredita que ambos os jogos tinham bons motivos para dar certo, porém pecaram em coisas básicas. “O 3 ficou de corrigir tudo isso. E o que me motiva a jogar é a continuidade da história. Quero ver o que vai dar envolvendo a Morrigan e a Flemeth, como minhas decisões no 1 influenciarão isso”, finaliza Felipe.
SUAS ESCOLHAS DETERMINAM O FUTURO E O FIM
Segundo usuários de um fórum da Bioware, o jogo poderá ter 40 ou mais finais diferentes, que dependem totalmente das escolhas tomadas pelo jogador, desde a criação inicial do personagem até o fim. Para quem suspeita que pode ser mais do mesmo, com finais clichês e poucas diferenças,os desenvolvedores garantem que haverá distinções notáveis entre cada final, em vez das pequenas variações vistas anteriormente.
A criação de personagens está incrível, com riqueza de detalhes e diversas possibilidades de personalização. Se você se encaixa no perfil de quem acha ótimo ficar 3 horas criando um personagem único, uma imagem e semelhança fiel da sua criatividade, um banquete está à sua espera. Veja uma prévia do que está por vir:
Para a estudante carioca Isabelle Nunes, que está se formando em Design de Jogos, a criação de personagens é uma das coisas que mais a encantam. “O jogo chegou a um nível excelente de personalização. Lembro que, no primeiro, não importava o que fizesse, todos os personagens pareciam basicamente os mesmos, só que com um penteado ou cor de pele diferente”.
CRIAR, INTERAGIR E EXPLORAR O MUNDO
Especula-se que o jogo trará pelo menos cinco regiões principais, que são: Orlais, Dales, The Free Marches, Ferelden e Nevarra. Há diversos cenários ricos em detalhes, desde calabouços e masmorras até um cemitério élfico e uma zona de guerra com um terrível rastro de destruição.
O mais novo título da franquia chega como uma grande promessa, com elementos que prometem transformar sua jogabilidade
O ponto alto da inovação está relacionado à fauna e flora do jogo, que não serão meramente itens decorativos no cenário – que, aliás, é impressionante e belo. Coletar frutos, ervas e outras plantas, caçar criaturas para utilizar a carne ou o couro são coisas que alguns jogos também possuem, mas o diferencial é que, se há um exagero ao se coletar tais materiais para a confecção de itens, o balanço ecológico do mapa pode ser completamente afetado.
Se exagerar nas suas explorações e coleta de recursos, o jogador poderá extinguir uma espécie e desencadear uma crise na cadeia alimentar local. Além de influenciar ambientes, será possível estabelecer rotas de comércio, dominar territórios e modificar o mundo ao redor. A ideia é incrível e, se bem executada, será uma excelente surpresa. Se está ansioso para saber como serão esses novos elementos, dê uma espiada:
COMBATE E MODO MULTIPLAYER
Como todo bom game que segue o estilo medieval e épico, não poderia faltar um toque de combate e ação para lembrar os velhos tempos, que você pode conferir aqui.
Para alguns jogadores, o combate ajuda a manter um bom ritmo para continuar ligado à trama, que é rica em detalhes. É o caso do estudante de direito Pedro Barbosa, de São Paulo. “Eu acho bem bacana a história, poder desenvolver uma relação com os outros personagens, mas eu gosto de ação. Às vezes me cansa um pouco ficar só lendo história, interpretando, então combate e multiplayer serão bons diferenciais para me manter mais tempo jogando”.
Já o modo multiplayer será em sessões com duração entre 20 e 30 minutos, com combates em diversas áreas diferentes. A cada partida, uma grande fase é gerada aleatoriamente, utilizando-se 5 temas entre 10 disponíveis, com várias salas e diferentes tipos de tesouros e inimigos. Confira um vídeo do multiplayer:
GRÁFICOS DIGNOS DA NOVA GERAÇÃO
Para a alegria dos apaixonados por gráficos absurdos, no Twitter oficial de Dragon Age: Inquisition, o estúdio afirma que o Xbox One roda o jogo a 900p e o PS4 a 1080p. Questionada sobre o motivo da diferença, a Bioware alega que aproveitaram ao máximo o potencial de cada console.
Para Gustavo Pereira, de 22 anos e estudante de Jogos Digitais em São Paulo, o game é uma grande promessa. “Minha maior motivação e expectativa com Inquisition é que ele traz fatos pendentes de jogos anteriores. O que é o ponto forte da Bioware, o roteiro e a imersão dos personagens”. Gustavo é fã dos jogos do estúdio, e as sagas Dragon Age e Mass Effect são suas favoritas. “Espero que o jogo esteja melhor em cenários e gráficos e com um plot mais imersivo e realístico”, finaliza o fã.
Dragon Age: Inquisition estará disponível a partir de 18 de novembro para PlayStation 3, PlayStation 4, Xbox 360, Xbox One e PC. Enquanto não chega, você já pode pensar em como será o seu personagem, diminuindo o tempo de criação em alguns minutos. Que tal?
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