Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 22.05.2010 22.05.2010

Pirotecnia não faz de novo Fúria de Titãs um bom filme

Não que o primeiro Fúria de titãs , do distante 1981, tenhasido um primor do cinema. Com pouca idade, se pensarmos bem, tornou-se umclássico por ter no elenco nomes como Laurence Olivier e Maggie Smith, e porseus efeitos especiais toscos terem ficados tão datados que ganharam um certocharme vintage.

O novo Fúria, que estreou ontem, pouco acrescentou aooriginal e ao próprio mito de Perseu. Estrelado pelo galã do momento, SamWorthington, o filme apresenta efeitos de primeira, teve pequenos ajustes noroteiro e sofreu ajustes também, depois de pronto, para ser exibido em 3D. Nadadisso garante que ele venha a ser um “clássico” daqui a 30 anos.

Desta vez, os humanos não procuram encrenca com a deusaTétis (Maggie Smith), como no original, em que comparavam sua beleza com a daprincesa (e mortal) Andromeda. E sim com o próprio Zeus, cuja estátua destroem,declarando guerra aos deuses. Seu irmão, Hades, vê aí uma chance de aumentarseus poderes, lançando um desafio aos humanos: a cidade de Argos será destruídase Andromeda (Alexa Davalos) não for sacrificada ao monstro Kraken.  

Entra em cena Perseu (Worthington), semideus, filho de Zeus.O herói assume o desafio hercúleo de encontrar a única coisa que mataria oKraken: a cabeça da górgona Medusa. No caminho, Perseu enfrentará Calibos, queno primeiro filme era filho de Tétis e aqui o antigo rei de Argos, punido porZeus. E ainda escorpiões gigantes, um trio de bruxas cegas famintas e a própriaMedusa.

Claro que os efeitos são infinitamente superiores. Algo quedá espaço até para ao menos duas piadas “internas”, para fãs do Fúria originale demais nerds. Na primeira, Perseu encontra entre as armas que lhe oferecemuma certa coruja robótica insuportável, presenteada por umadeusa. Como os efeitos do original, ela é ultrapassada e sugerem que eles adeixe para trás.

Na outra, Draco (Mads Mikkelsen), soldado escalado paraacompanhar Perseu, manuseia uma espada olímpica, presenteada a Perseu, como sefosse um sabre de luz da saga Guerra nas Estrelas. Puro deleite nerd.

Mas nada disso tira de Fúria de Titãs a mera qualidade derefilmagem. É difícil, mas não é impossível.Lembre-se do que JJ Abrams fez com Star Trek. O sucesso do filme, entre críticos e sempre céticos fãs, não sedeveu apenas à pirotecnia moderna. Muito mais, porém, ao redesenho dospersonagens e da história. Que aqui não empolgam.

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