Ramiro Fajuri por Ramiro Fajuri Filmes e séries 14.09.2017 14.09.2017

Piratas do Caribe: 4 razões para ver (ou rever) a saga

Piratas do Caribe

“Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar” trouxe de volta o capitão Jack Sparrow. Dessa vez, ele  enfrenta o Capitão Salazar (Javier Barden) e sua tripulação de fantasmas. Eles pretendem destruir todos os piratas dos sete mares e só podem ser detidos pelo tridente de Poseidon.

Piratas sobrenaturais, objetos místicos, monstros marinhos e Johnny Depp como o impagável Jack Sparrow é tudo o que os fãs de Piratas do Caribe mais gostam. Então, confira aqui 4 razões para ver o novo episódio e conhecer (ou rever) os quatro filmes anteriores da franquia.

Jack Sparrow é Johnny Depp. Ou seria o contrário?

Antes de Piratas do Caribe, Johnny Depp era uma espécie de “galã cult”. Um grande ator que dava vida a tipos estranhos e afetados nas fábulas góticas do diretor Tim Burton, como Edward Mãos de Tesoura e Ed Wood. Mas cujos fãs estavam mais entre os apreciadores de filmes alternativos do que de blockbusters.

Até o dia em que a Disney resolveu produzir um filme baseado em uma atração de seus parques chamada Pirates of The Caribbean, (Piratas do Caribe). Como veremos a seguir, esse filme mudou a carreira de Depp. Ele continua interpretando tipos estranhos, como em Alice no País das Maravilhas, A Fantástica Fábrica de Chocolate ou O Cavaleiro Solitário. Mas se tornou um astro de primeira grandeza.

O pirata que roubou o próprio filme

Piratas do Caribe – A Maldição do Pérola Negra foi coestrelado por Depp, Orlando Bloom e Keira Knightley, sendo que o Capitão Jack Sparrow seria um alivio cômico para o casal formado por Will Turner e Elizabeth Swann.

Mas , como um sujeito de visual esquisitíssimo, que falava e se movimentava de uma maneira mais estranha ainda, o Capitão Jack Sparrow “roubou” o filme. Baseado nas pesquisas que fez dos piratas do século 18 e nos maneirismos de Keith Richards, guitarrista dos Rolling Stones e de Pepe Le Gambá, o Jack Sparrow de Johnny Depp chegou a assustar a própria Disney, que tinham dúvidas se ele seria apropriado para um filme infantil. Mas o produtor Jerry Bruckheimer e o diretor Gore Verbinsky confiavam no trabalho de Depp. Ele, por sua vez, defendeu com unhas e dentes a forma autoral com que criou Jack Sparrow. O resultado, como dizem, hoje é História.

Não é só o Capitão Jack. Piratas do Caribe tem muitos personagens legais

Jack Sparrow é o grande responsável pelo sucesso da franquia, que chegou ao quinto filme. Mas vale a pena prestar atenção aos outros personagens, em como eles evoluem.

Will Turner e Elizabeth Swann começam como o casal clássico de protagonistas. Puros, corajosos e de bom coração. Mas a partir do segundo filme da franquia, O Baú da Morte, eles realmente se tornam… piratas. Com a mesma coragem que enfrentam seus inimigos, são capazes de enganar seus amigos, fazendo e desfazendo alianças.

O oposto ocorre com o Capitão Barbossa, vivido em todos os filmes pelo excelente Geoffrey Rush. Vilão do primeiro filme, é  tão amoral e traiçoeiro quanto Jack Sparrow, com quem tem uma rivalidade para saber quem é o capitão do Pérola Negra. Mas é tão engraçado e carismático, que acabamos torcendo um pouco por ele. Retorna da morte no fim do segundo filme, quando forma uma aliança com Will e Elizabeth para resgatar Jack, o que acontece em Piratas do Caribe – no fim do Mundo. Aliás, muito dos diálogos mais memoráveis da série acontecem entre Sparrow e Barbossa.

Piratas do Caribe reviveu e homenageou um gênero

Ao assistir todos os filmes da franquia Piratas do Caribe e conhecer, ou reencontrar personagens tão carismáticos, vale a pena saber: eles não foram os primeiros piratas a navegar os sete mares nas telas de cinema.

Existe toda uma rica produção de filmes do gênero, que começou ainda na época do preto e branco com o clássico Captain Blood, estrelado por Errol Flynn.

Piratas do Caribe pode ser considerado uma homenagem a esse gênero cinematográfico, mas também uma espécie de sátira. Ao contrário do sujeito esquisitíssimo criado por Johnny Depp, os piratas de Errol Flynn eram bonitos e galanteadores. Verdadeiros príncipes encantados. Jack Sparrow não pensaria duas vezes em abandona-los em uma ilha deserta.

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