Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Livros 15.02.2013 15.02.2013

Paula Pimenta abre seus livros e o coração

Por Marcelo Rafael
 
Mineira, Paula Pimenta é hoje uma escritora promissora no nicho infantojuvenil. Sem tratar de dragões, bruxos ou fadas, ela já bateu 114 mil cópias falando da vida escolar de adolescentes em Belo Horizonte.
“Às vezes, sinto que meninos têm um pouco de preconceito com protagonistas garotas, mas acho isso uma bobeira, pois nenhuma menina deixa de ler Harry Potter ou Percy Jackson só porque os protagonistas são garotos! Então, fico muito feliz quando vejo meninos lendo meus livros e gostando”, diz.
Com novidades por vir, o SaraivaConteúdo reuniu perguntas de leitores para Paula, com a ajuda do fã-clube @FC_FMF. Agora, deixemos fãs e autora conversarem.
Qual foi sua maior inspiração quando escreveu Fazendo Meu Filme e Minha Vida Fora de Série? – Ana Flávia Pedreira, 13.
Paula Pimenta. Para Fazendo meu Filme (FMF), eu me inspirei um pouco no que vivi. Passei por situações parecidas com as que a Fani passou no primeiro livro. Depois a história foi se desenvolvendo e ficou diferente. Com Minha Vida Fora de Série, foi outra história. Quando eu estava pra começar FMF 3, percebi que sentiria falta dos personagens quando a série terminasse. E meus leitores também: recebia pedidos para continuar até a Fani ficar velhinha. Então resolvi criar uma história nova, mas no mesmo universo ficcional. Assim, ninguém ficaria triste quando os livros da Fani terminassem.
Quando você se encontra sem inspiração, o que costuma fazer para conseguir escrever? – Deise Lima, 17. Já pensou em desistir? Se sim, porque não desistiu (graças a Deus!)? – Maria Victoria Maia, 14.
Paula Pimenta. Eu geralmente coloco músicas que tenham a ver com a história e a personagem, para que eu possa entrar no “clima”; isso me ajuda inclusive quando falta inspiração. Outra coisa que ajuda é reler as páginas que já escrevi. Quando eu entro na atmosfera do livro, sempre tenho vontade de dar continuidade ao que já foi escrito. Nunca pensei em desistir. Tive um pouco de dificuldade no começo, primeiro para conseguir uma editora e, depois, para que os leitores vencessem o preconceito de o livro ser nacional. No Brasil, as pessoas tendem a valorizar só o que vem de fora, e demorou um pouquinho para que dessem uma chance para o meu livro. Mas aos poucos ele foi se popularizando.
Onde você costuma escrever seus livros? Qual foi o lugar mais "nada a ver" onde já escreveu? – João de Almeida, 16.
Paula Pimenta. Tenho que escrever em um lugar bem calmo e, de preferência, sozinha. Quando isso não é possível, coloco um fone de ouvido, esqueço onde estou e mergulho no mundo dos meus personagens. O lugar mais “nada a ver” onde já escrevi foi no banheiro de uma festa. Eu tive uma ideia boa de repente e não tinha nada pra anotar. Então fui ao banheiro e escrevi dois parágrafos inteiros no celular!
Shooting My Life's Script, o Fazendo Meu Filme 1 em inglês, vai ser vendido em papel também? – Natalia Senise, 13.
Paula Pimenta. Inicialmente, apenas em formato digital. Vamos testar desse jeito para ver se o livro tem uma boa receptividade no exterior. O bom do formato digital é que ele propicia uma maior interatividade. Por exemplo, nas partes do livro em que os personagens gravam músicas, as pessoas podem clicar e realmente ouvir a música. Em outra parte tem um teste de revista, e a pessoa pode também completar o teste… Tenho várias leitoras que releram o livro, agora em inglês, e me contaram que adoraram essas novidades!
Você pretende fazer Minha Vida Fora de Série virar um seriado/filme? – Thayrine, 16.
Paula Pimenta. Ao contrário de Fazendo meu Filme, ainda não recebi nenhuma proposta para transformar Minha Vida Fora de Série em filme/seriado. Acho que é pelo fato de a série ainda estar muito no início. Mas eu acharia legal se acontecesse.
Como surgiu a ideia d’O livro das Princesas? – Maria Clara, 13.
Paula Pimenta. O livro das Princesas é um projeto do selo Galera Record. Fui convidada para participar juntamente com três outras autoras: Meg Cabot, Lauren Kate e Patrícia Barboza. Cada uma de nós escolheu uma princesa para fazer uma releitura contemporânea. Eu escolhi a Cinderela e tentei criar uma personagem bem diferente, bem atual, mas sem deixar a essência de lado. A previsão de lançamento é para junho de 2013.
Você gosta de Pimenta? – Fran Ferrari, 15.
Paula Pimenta.  Acho que de pimenta já chega o meu sobrenome! (Risos) Eu até gosto de comidas um pouquinho picantes, mas só pra temperar, nada muito forte…
O que você acha de seus fã-clubes? – Yasmin Braga, 13. O que você sente quando as Pimentinhas dizem que te amam e te fazem surpresinhas? – Mônica Alayde, 13.
Paula Pimenta. Eu sou muito grata pelo carinho e também por me ajudarem esclarecendo dúvidas dos outros leitores. Eu acabo me tornando meio “amiga” dos fã-clubes mais participativos, pois estão sempre por perto, fazem questão de ir aos lançamentos. Nem tenho palavras pra agradecer as surpresas que elas inventam pra mim! Cada demonstração de carinho, cada “Eu te amo”, me faz ter vontade de escrever mais e mais, pois me fazem tão feliz que me despertam o desejo de escrever vários e vários livros para que possam se sentir felizes também!
Você exerce uma grande influência por meio de suas histórias. Muitos começaram a ler e adoram escrever por sua causa. Como se sente com isso tudo? – Hechisa Thamis, 20.
Paula Pimenta. Saber que influencio tanta gente a não desistir na primeira dificuldade e a correr atrás dos sonhos me deixa muito feliz. Muitos adolescentes me contam que não gostavam de ler até terem contato com os meus livros. Às vezes, inclusive, pais me agradecem por ter feito seus filhos tomarem gosto pela leitura. Ouvir isso é o melhor retorno que eu posso ter. É extremamente gratificante, pois é o tipo de sensação que eu tinha ao ler os livros dos meus autores preferidos. Saber que agora eu estou “do outro lado”, influenciando uma nova geração a ler e a escrever, é muito emocionante.
 
 
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