Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Música 19.04.2013 19.04.2013

Paralamas: 30 anos em 30 curiosidades

Por Eduardo Lemos
 
Eles nunca alteraram sua formação, superaram a tragédia pessoal de seu líder e quebraram as barreiras entre a cultura brasileira e sul-americana.
Os Paralamas são um caso único na música brasileira e, em 2013, comemoram 30 anos de existência com uma turnê que começa neste sábado, dia 20, em São Paulo. Nela, os integrantes tocam músicas que influenciaram a banda (saiba mais).
Para celebrar o aniversário, o SaraivaConteúdo apresenta 30 curiosidades dessas três décadas de união entre Bi Ribeiro, Herbert Vianna e João Barone.
Esses caras têm cada história…
 
1. Cadeirinhas da Vovó: esse era um dos nomes que perderam (ainda bem) a eleição de nomes bizarros para a banda, ocorrida em 1981.
2. Exceto pelos Paralamas, nenhuma banda brasileira conseguiu a façanha de manter a mesma formação desde o início da carreira.
3. Adolescentes em Brasília na década de 70, Bi e Herbert andavam juntos com Dinho Ouro Preto, Dado Villa-Lobos, Renato Russo, Phillipe Seabra e outros futuros roqueiros.
4. João Fera (tecladista desde 1986), Monteiro Jr. (saxofonista desde 1997) e Bidu Cordeiro (trombonista desde 1999) formam a banda de apoio do trio.
5. Até hoje, foram 12 álbuns de estúdio, três coletâneas e cinco discos ao vivo. Entre trabalhos em espanhol e coletâneas para o mercado francês, somam-se oito discos.
6. O grupo faz tanto sucesso na Argentina que, no início da década de 90, eram chamados “a melhor banda brasileira de rock argentino”.
7. Cano de PVC, latão de óleo e serrote são alguns dos objetos usados pela banda para tirar um som no disco mais experimental do grupo, Severino, de 1994.
 
8. A última letra de Chico Science foi gravada pelos Paralamas. Trata-se de “Scream Poetry”, do disco Hey Na Na.
 
9. 1995: “Luis Inácio (300 Picaretas)” causou polêmica com a classe política, quase ressuscitando a censura. Mas o álbum Vamo Batê Lata superaria a polêmica e seria o mais vendido da história do trio, ultrapassando a marca de 1 milhão de cópias.
10. Ao vivo, “Luis Inácio” era mais pesada e chegava a durar 8 minutos, por conta das canções que a banda enxertava no meio, como “Riders on the Storm”, do The Doors, e “Little Pig, Little Pig”, da obscura banda Green Jello.
 
11. 1983: Marcelo Bonfá, baterista da Legião Urbana, foi chamado para participar da gravação da música “Vovó Ondina”. Sua função: assobiar. Por que não deu certo: porque ele não conseguiu assobiar.
12. Os Paralamas já excursionaram com Jimmy Cliff, UB40, Brian May (guitarrista do Queen), The Wailers e, dentre os brasileiros, Chico Science & Nação Zumbi e Titãs.
 
13. Paralamas e Titãs gravaram dois álbuns em conjunto, em 1999 e em 2008 – ambos ao vivo.
 
14. Gol! Em pesquisa realizada em 1995 pela revista Placar, o trio ganhou o prêmio de banda mais querida dos jogadores de futebol – dentre os fãs, estavam o então goleiro Danrlei, o atual comentarista Caio Ribeiro e o folclórico meia Bobô.
 
15. Herbert Vianna foi casado com Paula Toller, vocalista do Kid Abelha. A união acabou em 1987, e as letras do disco Bora Bora, lançado em 88, refletiam a tristeza do guitarrista com o fim da relação.
 
Banda comec¸ou a carreira em 1983 e mante´m a mesma formac¸a~o

16. O contrário também ocorreu: “Como Eu Quero”, do Kid Abelha, é uma mensagem cifrada para Herbert, o que pode ser visto nos versos “dramas do sucesso/mundo particular/solos de guitarra/não vão me conquistar”.

 
17. Seja doando equipamentos ou apresentando integrantes para gravadoras, os Paralamas já ajudaram diversas bandas em início de carreira, como Cidade Negra, Charlie Brown Jr., Negril, Penélope e até a Legião Urbana.
 
18. “Lourinha Bombril” é uma versão de “Parate y Mira”, da banda argentina Los Pericos.
 
19. O disco Big Bang era para se chamar “Rumo ao Planeta Ovo” (!).
20. Herbert apostou com a gravadora EMI que o álbum Selvagem?, uma virada artística radical da banda, não venderia mais de 500 mil cópias. Vendeu. E Herbert pagou a aposta: correu nu pelo estúdio.
 
21. Em “Réquiem do Pequeno”, Herbert canta: “Te sobra a pequeneza, as pequenas certezas, como Agenor dizia”. Agenor é o nome verdadeiro de Cazuza.
 
22. O Sítio Recreio, em Mendes (RJ), foi palco de muitas festas e ensaios dos Paralamas entre os anos de 1986 e 1988. Eles chegaram a criar um bloco de carnaval, o “Umuma”, que tem dois sambas-enredo.
 
23. Um dos passatempos da banda é criar versões “proibidas” de grandes clássicos da MPB. Algumas das vítimas: “Tarde em Itapuã”, “O Barquinho” e “Pais e Filhos”.
 
24. Lucy Needham Vianna, esposa de Herbert morta no acidente de ultraleve que deixou o músico paraplégico em 2001, era inglesa. Os dois se conheceram em 1989, quando ela, jornalista, veio ao país entrevistar novos nomes da música brasileira – entre eles, Herbert.
 
25. A história dos dois, aliás, mereceu um capítulo à parte na única biografia oficial dos Paralamas, Vamo Batê Lata, escrita pelo jornalista Jamari França e lançada em 2002.
 
26. A música “Me Explica”, do Pato Fu, foi inspirada no acidente de Herbert.
 
27. A primeira vez que Bi, Herbert e Barone posaram profissionalmente para uma foto foi em 1983, no elevador do prédio de Maurício Valladares, momentos depois de assinarem seu primeiro contrato com a gravadora EMI.
 
28. Em 2001, Paralamas e Gilberto Gil tinham a intenção de trabalharem juntos, mas veio o acidente de Herbert e a ideia acabou não vingando.
 
29. O diretor de palco da banda é Pedro Ribeiro, irmão de Bi, e o roadie de Herbert é Helder Vianna, seu irmão mais novo.
 

30. A única parceria entre Renato Russo e Herbert Vianna é “O Que Eu Não Disse”, uma balada gravada no seminal Cinema Mudo.

 
Bom humor, mu´sica e superac¸a~o marcam os 30 anos do grupo
 
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