Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 29.03.2012 29.03.2012

Os Cavaleiros do Zodíaco vão ao cinema

Por Luma Pereira
 
Saint Seiya – The Movie é o título do filme de Os Cavaleiros do Zodíaco que será produzido. Com direção de Keiichi Sato e roteiro de Satoshi Suzuki, a ideia é contar a origem dos cavaleiros que lutam para proteger a deusa Atena.
 
Mas o desenho animado japonês não começou nas telonas nem nas telinhas, e sim no papel, numa série de mangás, criada na década de 1980. Popularizou-se no Brasil a partir de 1990 e foi responsável por divulgar os mangás aqui no nosso país.
 
“De positivo dessa transição do mangá para o anime, temos o traço encantador de Shingo Araki, que é superior ao do autor original, Masami Kurumada”, comenta Gustavo Remor, criador do fórum de discussão de Os Cavaleiros do Zodíaco na rede.
 
Além disso, no desenho foram utilizadas técnicas de animação e efeitos excelentes. “Os ataques receberam coreografias e movimentos que não existiam no mangá e foram fundamentais na conquista do público”, completa ele.
 
A transição do papel para as telinhas foi repentina. Remor conta que o desenho era exibido semanalmente e logo começou a alcançar o mangá, que ainda não estava concluído. Foi criada, então, a Saga de Asgard, feita enquanto os quadrinhos não ganhavam um final.
 
Pela deusa Atena
 
Os “Cavaleiros” são cinco guerreiros místicos que lutam com suas armaduras sagradas para proteger a reencarnação da deusa grega Atena, que renasce a cada 200 anos para lutar contra o mal.
“As principais temáticas são a Mitologia e a Astrologia; porém, além disso, o maior destaque é a amizade, que, na cultura Japonesa, tem um valor diferente das outras culturas”, afirma Walter Tormin Neto, fã da série desde os 11 anos.
E completa: “a temática é carismática, a animação é boa, a música é fantástica e, sem dúvida, as personagens são indescritivelmente profundas em relação a qualquer outra história para a faixa etária a que se dirige”.
 
“O poder dos cavaleiros origina-se da explosão do ‘Cosmo’, que é a essência do universo que habita o interior de cada ser”, explica Remor. A história é principalmente sobre amizade, confiança e luta por justiça.
 
“Os personagens lutam com determinação por um mundo melhor, para proteger a Terra em que vivem e as pessoas que vivem nela. Eles estão dispostos a dar a vida em sacrifício pelo próximo. Temos muito que aprender com eles”, afirma o fã.
 
E completa: “a narrativa é intensa e com grandes implicações afetivas. Seiya, por exemplo, sempre sofre muito durante as batalhas, apanha muito, mas nunca desiste”.
 
A série tem mais de 100 personagens, mas os cinco principais são: Seiya, o impulsivo; Shun, que é puro; Shiryu, o racional; Hyoga, sério; e Ikki, o combativo.
 
Público das páginas e das imagens
 
No Brasil, Os Cavaleiros do Zodíaco ficaram por muito tempo conhecidos apenas como desenho animado, que começou a ser exibido pela Rede Manchete, em 1994.
“O anime foi um fenômeno aqui. Quando a série era exibida na TV, as ruas ficavam desertas”, recorda-se Remor. Apenas no ano 2000 o mangá começou a ser publicado pela Conrad Editora e a fazer parte da nossa cultura.
“Até o ano 2000, pouca gente no nosso país saberia dizer o que era um mangá. As pessoas assistiram a Os Cavaleiros do Zodíaco na televisão chamando de desenho animado”, reforça Remor.
 
Para ele, o público está em constante transformação. “Quando alguém realmente gosta do anime, vai atrás do mangá e vice-versa”, diz. 
 
Há diferenças entre ambos, como a entrada de mais personagens no anime, mas a essência da história original ainda está lá.
 
“A adaptação é bem fiel, apenas com inserções de conteúdo, e temos alguns detalhes no mangá que não são citados no anime, como a relação sanguínea entre os heróis, que partilham o mesmo pai”, afirma Tormin, integrante do site oficial Cavzodiaco.
 
Os Cavaleiros do Zodíaco é tanto para crianças quanto para adultos. “Com o passar dos anos, uma capacidade maior de concentração e um pouco de cultura, o público infantil entende melhor a história, que está repleta de referências à Mitologia grega”, diz Remor.
 
Na infância, o que atraia Tormin na série era a sensação do heroísmo e do poder. “Hoje, acho que a enorme ambiguidade dos personagens, em especial os dourados, me faz ser cada vez mais apaixonado pela série”, completa o fã.
 
Os integrantes do fórum na internet discutem sobre a produção de Saint Seiya – The Movie. Eles contam que já viram uma imagem de divulgação do filme.

“Pégaso está irreconhecível na fotografia, com algumas luzes neon que nos remetem a algo futurista e que nada têm a ver com o original. Além disso, ao fundo, temos um vilão que parece um alienígena, algo que nunca imaginamos ver na série”, descreve.

 
É preciso aguardar e ver se Os Cavaleiros do Zodíaco vão conquistar a fama também nas telonas.
 
 
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