Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 21.11.2013 21.11.2013

Os 50 anos do seriado ‘Doctor Who’

Por Thaís Ferreira
 
Um homem misterioso que se identifica apenas como Doutor, uma cabine azul da polícia inglesa, alguns seres alienígenas e personagens históricos. Esses são os elementos básicos de um dos maiores sucessos da televisão mundial: Doctor Who.
O seriado entrou pela primeira vez na grade de programação da BBC no dia 23 de novembro de 1963. A tentativa era entreter o público infantil e adulto e, ao mesmo tempo, ensinar sobre História e ciência de uma forma lúdica.
Com essas pretensões, surgiu o enredo de um senhor do tempo que, junto com seu acompanhante, percorre o passado e o futuro para corrigir problemas, atender aos pedidos de ajuda e impedir que povos inteiros sejam destruídos.
Durante esse longo período, o programa teve dois momentos de exibição. O primeiro corresponde à chamada “série clássica”, que foi ao ar de 1963 até 1989. Após um hiato de 16 anos, a atração foi retomada em 2005 e permanece até hoje. Essa fase é conhecida pelos fãs como “a série moderna”.
Doctor Who ganhou relevância e se tornou um dos símbolos da cultura britânica. A atração foi citada no Guinness Book como a ficção científica mais longa ainda em execução.
O SaraivaConteúdo conversou com Thais Aux e Freddy Pavão, do site Doctor Who Brasil, para desvendar alguns segredos desse sucesso e falar sobre as expectativas para a comemoração dos 50 anos do seriado.
VÁRIOS ATORES EM UM ÚNICO PAPEL
Um dos elementos que contribui para a longevidade do programa é a troca dos intérpretes dos personagens principais, sem perder a essência.
“Acho que o que mantém a série funcionando é a ideia original, de um planeta distante e de um cara misterioso que tem uma nave que pode viajar pelo tempo e espaço. As possibilidades são quase infinitas. O fato de o elenco ser trocado regularmente também dá novo fôlego à trama, por isso que ela está no ar há 50 anos”, diz Thais.
Nesse longo período, 11 atores se revezaram no papel de Doctor Who e cada um imprimiu algum traço na personalidade do protagonista, seja com uma roupa colorida ou com uma mania própria.
No enredo, essas mudanças de aparência e comportamento são explicadas como regenerações – uma transformação decorrente de algum ferimento que seria fatal para as demais raças, mas que apenas modifica o Senhor do Tempo. De acordo com a lógica do seriado, é possível que duas ou mais gerações diferentes de doutores se encontrem no mesmo episódio.
 
Todos os doutores

Atualmente, o protagonista é vivido por Matt Smith, mas um novo doutor entra em cena no dia 25 de dezembro deste ano, interpretado pelo escocês Peter Capaldi.

Outro elemento que diferencia a atração é a mistura de gêneros. “Doctor Who tem uma característica que as outras séries não têm. Ela não é apenas uma ficção científica, não é só terror ou fantasia. Ela tem tudo isso junto, com doses certas de cada estilo, o que faz com que todo mundo se apegue a ela de uma forma particular”, explica Pavão.
O DIA DO DOUTOR
Com uma legião de apaixonados em todo o mundo, a narrativa se expandiu para além do programa de televisão. Livros, quadrinhos e jogos de videogame abordam esse complexo universo.
“Perceber o caminho que a série percorreu durante todos esses anos, não apenas em termos técnicos e narrativos, mas também em relação a como ela conseguiu criar uma comunidade de fãs em seu entorno, é incrível”, acrescenta Thais.
Para celebrar os 50 anos de sucesso, a BBC produziu o especial "The Day of the Doctor". A expectativa é que o episódio preencha uma lacuna na história, unindo as duas partes do seriado (clássica e moderna).
O capítulo vai ao ar no próximo dia 23 de novembro e será transmitido simultaneamente em vários países, inclusive no Brasil. Os fãs tupiniquins também poderão acompanhar o especial em diversas salas de cinema das principais capitais.
Confira o trailer do episódio especial:
SEM PRAZO DE VALIDADE
Mesmo com tantos anos de exibição, os fãs acreditam que o programa está longe do fim. “Existem vários exemplos de séries que se estenderam demais e terminaram sendo um fiasco, assim como também existem seriados que souberam o ponto certo de parar. Já Doctor Who não tem esse problema, pois a atração se renova sozinha. É quase como se tivéssemos séries diferentes dentro da própria série. Ela está sempre disposta a se renovar, o que é no mínimo justo, já que o próprio protagonista se regenera. Este é o segredo: o programa se regenera!”, analisa Pavão.
 
E Thais acrescenta: “Esperamos estar vivos para o especial de 100 anos de Doctor Who”.
 
TARDIS, a máquina do tempo disfarçada de cabine telefônica
 
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