Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 19.06.2013 19.06.2013

Olhar de Cinema 2013: a receita de um festival

Por Edu Fernandes
 
As palavras “festa” e “festival” têm o mesmo radical. Não por acaso, são eventos parecidos. Quando estive na universidade, dizia-se que uma boa festa se faz com pessoas, música e bebida. Um bom festival de cinema precisa de ingredientes semelhantes para ser um sucesso.
Em sua segunda edição, o Olhar de Cinema é um ótimo exemplo. O festival foi realizado de 6 a 14 de junho em Curitiba.
A boa música de uma festa corresponde à programação fílmica de um festival, e nisso o Olhar de Cinema está garantido. Do ano passado para 2013, o número de filmes em cartaz na mostra aumentou – foram mais de 100 títulos. O apuro da curadoria foi o mesmo da edição de estreia: houve uma preocupação em celebrar um cinema autoral, daqueles que não dá para ficar neutro.
As produções abordam temas relevantes, seja no âmbito pessoal ou social. O ganhador da Mostra Competitiva Internacional foi o libanês 74, the Reconstitution of a Struggle (“74, a Reconstituição de uma Batalha”, em tradução literal), que fala sobre o movimento estudantil e suas contradições. O longa mistura aspectos documentais com ficcionais, uma característica recorrente em outros títulos do festival.
 
Entre os filmes nacionais, o escolhido pelo júri foi Katia. O documentário mostra a primeira travesti eleita para um cargo público no Brasil. Para saber mais, clique aqui.
 
O único ingrediente que é exatamente igual em festival e em festa de faculdade são as pessoas. Nesse quesito, também houve melhorias no Olhar de Cinema. Se por um lado a cobrança de ingresso (por módicos R$ 5) diminuiu o público por sessão, por outro também evitou que desavisados entrassem na sala de cinema para ficar no celular. Felizmente, todos ali estavam interessados no filme.
 
Cena do filme 74, the Reconstitution of a Struggle
 
Com uma estrutura maior, o festival conseguiu trazer mais convidados, nacionais e estrangeiros. Os encontros promovidos entre essas pessoas geraram conversas enriquecedoras para todos.
Para estimular os diálogos, o Olhar de Cinema tinha um restaurante oficial, algo que não existia no ano anterior. Os frequentadores se reuniam no local depois de cada dia de sessões para jantar e trocar impressões sobre os filmes assistidos. Eis o fator “bebida” de uma boa festa.
 
Durante qualquer festival, é aconselhável ter a experiência plena. Apenas ver as produções e guardar as opiniões para si é egoísmo, além de um grande desperdício de oportunidade de aprendizado.
 
Veja o making of do Olhar de Cinema:
 
 
 
 
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