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Off EUA: conheça séries de TV que são sucesso em outros países

Por Andréia Silva
Na foto ao lado, cena de Rookie Blue
 
Quando o assunto é série de TV, um país parece ser unânime no assunto: os Estados Unidos. Mas só parece, porque em muitos outros lugares, as séries (ou sitcoms) são tão boas – em termos de popularidade e qualidade – quanto as produzidas pelos norte-americanos.
Atualmente, as séries policiais da Dinamarca também estão dando o que falar. Nesse caso, duas se destacam: Den Som Draebere (veja o trailer mais abaixo), série baseada na obra de Elsebeth Egholm sobre uma detetive que se conecta à mente dos serial killers, e The Killing – História de Um Assassinato (Forbrydelsen), vencedora do Bafta de 2011 na categoria “melhor série internacional”.
No ar desde 2007, a série criada por Søren Sveistrup virou febre. Está em sua 3ª temporada, prevista para estrear em setembro deste ano, e chega ao Brasil em fevereiro. Forbrydelsen conta a história da policial Sarah Lund (Sofie Gråbøl), que investiga diversos assassinatos, um cada temporada: o de Nanna Birk Larsen, uma jovem de 19 anos, na 1ª temporada; a morte de uma advogada, na 2ª; e, na terceira, o assassinato de um marinheiro.
O seriado foi exibido em diversos países europeus e ganhou um remake não tão bem-sucedido nos EUA, com o nome de The Killing. Sucesso em Portugal, Alemanha, Noruega e Reino Unido, Forbrydelsen foi definida pelo jornal britânico The Guardian como o “melhor produto televisivo desde muitos anos”, enquanto o The Times disse que a série “é terrivelmente brilhante”. Para quem gostou, agora é só esperar pela estreia no Brasil, no canal pago Globosat HD, no dia 27 de fevereiro, às 22h.
 
Veja trailer de Den Som Draebere
 

 
 
Sitcoms ingleses
Na TV inglesa, séries já são tradição, especialmente nos gêneros policiais e comédia (ou dramédia, em alguns casos, em seriados que mesclam bem o drama e o humor). Com relação ao conteúdo, elas são mais realistas e apostam para valer no humor negro.
Revirando o baú, o que não faltam são boas séries. Entre as comédias, as inesquecíveis Monty Python’s Flying Circus e Absolutely Fabulous são destaque com seu humor nonsense.
 
A primeira foi ao ar de 1969 a 1974 e serviu de inspiração para diversos comediantes.
 
Já a Absolutely Fabulous, exibida de 1992 a 2004, conta a história de Patsy Stone (Joanna Lumley) e Edina Monsoon (Jenifer Saunders), duas mulheres de meia idade que se recusam a envelhecer e colecionam vícios. Tudo, claro, com muito humor.
 
A série faturou um Bafta e um Emmy e teve cinco temporadas. No último Natal, a dupla de atrizes protagonizou um episódio especial do seriado, mas não há confirmação sobre uma possível volta do sitcom, que, no Brasil, está sendo exibido no canal GNT.
 
Entre as que estão no ar, Misfits é um dos grandes sucessos de audiência. Pense na série norte-americana Heroes, aí coloque um pouco de ironia e situações cômicas. Na verdade, ela é uma grande tirada de onda com essa história de poderes especiais, mas é filmada de maneira bem realista, explorando detalhadamente a vida dos jovens heróis, a exemplo de Skins, também britânica e que foi exibida no Brasil pela MTV.
 
Para a temporada de 2012, a série já tem duas baixas: Iwan Rheon (Simon Bellamy) e Antonia Thomas (Alisha Bailey). De olho no mercado norte-americano, o diretor do seriado, Howard Overman, está desenvolvendo um remake para os EUA em parceria com Josh Schwartz (Chuck e Gossip Girl).
 
The IT Crowd é outro caso de grande sucesso, mas que foi suspensa pelo menos temporariamente (o mesmo ocorreu com a série britânica Sirens, sobre o dia a dia de um grupo de paramédicos). O motivo? Bloqueio criativo do roteirista Graham Linehan. Com isso, a 4ª temporada, exibida em 2010, se tornou a última. Mesmo assim, o programa continua atraindo fãs. E para não decepcionar o público, Linehan disse que planeja um especial que poderá ser exibido ainda em 2012.

Cena de The IT Crowd

 
Boa pedida para quem gosta de programas como The OfficeParks and Recreation, The IT Crowd acompanha a vida de funcionários do setor de suporte técnico da empresa Reynholm Industries, e é protagonizada pelo trio Chris O’Dowd, Richard Ayoade e Katherine Parkinson. No Brasil, ela já foi exibida pela Sony e atualmente está na programação do I.Sat.
Para os maníacos por séries, outra imperdível feita na terra da rainha é Doctor Who. Aqueles que acham que Friends e Law & Order (só para citar alguns) são seriados longos não sabem que esse programa britânico está no ar desde 1963 (foi exibido de 1963 a 1989 sem interrupções, depois parou e retornou em 2005), o que lhe rendeu um lugar no Guiness Book como a série de ficção científica mais longa de todos os tempos. 
A história, protagonizada por Matt Smith, gira em torno de um alienígena que viaja pelo tempo em sua máquina, a Tardis, acompanhado de seres humanos. Para 2012, a temporada deve ter menos episódios devido à preparação para o especial de 50 anos da série, em 2013.
Outros exemplos das antigas são a cinquentona e clássica Steptoe and Son, lançada em 1962, e Til Death Do Us Part. Nos anos 60, elas foram duas séries de destaque na TV britânica e, devido ao sucesso, ganharam versões americanas.
 
Prime Suspect, com Helen Mirrer, é outro seriado britânico que se destacou – ele chegou a ser exibido no Brasil pelos canais Multishow e HBO. A série foi exibida entre 1991 e 2006. Na trama, a investigadora Jane Tennison tem que mostrar competência aos seus subordinados e lidar com o preconceito de ser uma mulher na polícia.
Do Canadá
O país vizinho dos EUA acaba se beneficiando das produções americanas com muitas parcerias, mas também tem produções próprias, entre as quais já se destacaram Queer as Folk e La Femme Nikita – ambas dispensam apresentação.
Atualmente, um dos carros-chefe é o canal Showcase. Lost Girl, com temática sobrenatural, é uma das séries de destaque do canal, dessas que agradam aos saudosos de Buffy e Charmed. O seriado traz Bo, uma mulher-demônio que foi criada por humanos e, na real, não entende o que está fazendo na Terra. Ela é acompanhada de Kenzi, uma ladra carismática, o lobisomen policial (ou vice-versa) Dyson, o duende Trick, que é também dono de um bar, e a médica Lauren.
 
18 to Life é uma série jovenzinha, mais leve e engraçada, sobre um casal de adolescentes que sempre namorou e decide se casar após a formatura, decisão que deixa os pais de ambos em estado de choque. Esse é um dos seriados que teve parceria com os EUA e, por lá, foi exibido no canal CW, destinado a produções teen. Infelizmente, entrou na leva de programas cancelados para 2012.
 
Pouca gente sabe, mas Rookie Blue, que foi apelidada de a Grey's Anatomy policial, é uma produção canadense com o apoio da ABC, que a exibiu nos EUA. Filmada em Toronto, a série fala sobre os dramas que cinco policiais recém-saídos da academia enfrentam na profissão. No Brasil, ela é exibida pelo Universal Channel. A 3ª temporada já foi confirmada para 2012.
 
Com foco no público feminino, Being Erica, criada por Jana Sinyo, é outra divertida atração canadense exibida no canal CBC. Com ares de Bridget Jones, um dia após ser despedida, Erica (Erin Karpluk) termina o namoro, sofre uma crise alérgica e vai acabar na terapia. Tudo isso sem contar a crise dos 30. Atualmente em sua quarta (e provável última) temporada, a série é exibida em outros países, mas não tem previsão de desembarcar em terras brasileiras.
 
Being Erica:
 
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