Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Música 22.08.2009 22.08.2009

O show antropofágico da baiana

O canto da cidade do Rio de Janeiro neste fim de semana é o de Daniela Mercury. A cantora baiana estreou no Canecão, na noite de ontem, o show Canibália, pontapé inicial de um projeto ambicioso que prevê CDs, DVDs, filmes e exposição. Em sintonia com a antropofagia estética pregada pelos modernistas em 1922 e pela Tropicália nos anos 60, a artista deglute múltiplas referências num roteiro que inclui sucessos de Chico Buarque (O que Será? – numa batida seca de textura eletrônica), Belchior (Como Nossos Pais, referência a Elis Regina, intérprete da música em 1976), Raul Seixas (Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás) e Legião Urbana (Tempo Perdido, balada inserida no segundo bloco, de energia roqueira).

A exemplo de seu show anterior, Balé Mulato (2006),  Daniela apresenta um espetáculo de grande força visual, calcado na interação entre música e dança. Com presença destacada na cena, os bailarinos dão movimento a um show que, musicalmente, cruza a batida do samba-reggae (há louvações a grupos afros como Ilê Aiyê e Olodum) com  levadas eletrônicas de tonalidades contemporâneas.

Em Canibália, Daniela canta músicas que fazem parte do CD que vai estar nas lojas em setembro (com cinco opções de capas e disposições das faixas). Entre elas, há o reggae Sol do Sul, A Vida É um Carnaval e Trio em Transe (esta repleta de citações cinematográficas na letra). O roteiro inclui sambas de Dorival Caymmi e dueto virtual com Carmen Miranda.

Eis alguns flagrantes da estreia carioca de Canibália, no Canecão, na noite de sexta, 21 de agosto:

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