Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 09.12.2013 09.12.2013

O que há de novo em ‘O Hobbit: A Desolação de Smaug’?

Por Andréia Martins

 
Quem assistiu a Uma Jornada Inesperada em dezembro do ano passado pode ter reclamado que o primeiro filme da trilogia Hobbit terminou bem na hora em que a verdadeira ação começaria. No entanto, ela não deve faltar agora em O Hobbit: A Desolação de Smaug, que dá sequência à aventura épica nos cinemas no dia 13 de dezembro, trazendo novos personagens e a inovadora tecnologia de captação de imagens.
 
Desta vez, o diretor Peter Jackson promete acelerar o ritmo lento da primeira produção. “A vantagem desse segundo filme é que não temos de começar tudo de novo, não precisamos apresentar as personagens, saltamos imediatamente para a ação do filme anterior. Esse é o capítulo em que as coisas se tornam mais complicadas, mais perigosas e mais entusiasmantes”, explicou Jackson na pré-estreia, em Los Angeles (Estados Unidos).
 
Baseada no livro O Hobbit (1937), de J. R. R. Tolkien, a trilogia se passa na Terra Média, 60 anos antes da saga narrada em O Senhor dos Anéis. Na história, o mago Gandalf (Ian McKellen) e os 13 anões liderados por Thorin Escudo de Carvalho (Richard Armitage) contratam o hobbit Bilbo Bolseiro (Martin Freeman) para uma jornada até a Montanha Solitária, onde tentarão recuperar o tesouro roubado pelo dragão Smaug (voz de Benedict Cumberbatch). É nessa aventura que Bilbo encontra o poderoso "Anel".
 
Em A Desolação de Smaug, o grupo segue com a missão de retomar a Montanha Solitária, tendo que lidar com novos aliados e a ameaça dos ogros sob o reino de Erebor. Ao longo do caminho, novos personagens surgem, como Beorn, uma espécie de "urso em tamanho GG", e as aranhas gigantes que vivem na Floresta Tenebrosa.
 
Os anões
No entanto, quem deve roubar a cena são os elfos, que terão um papel fundamental no longa e na luta contra os inimigos. O mais polêmico deles é Legolas (Orlando Bloom), arqueiro já conhecido da trilogia O Senhor dos Anéis. A aparição do herdeiro do Reino da Floresta causou a indignação de muitos fãs, já que ele não é citado na obra literária O Hobbit. Na telona, o elfo deve se destacar pela liderança e por uma inesperada atitude “linha dura”. 
 
Para acalmar os tolkienianos mais puristas, o diretor do filme afirmou que a escolha faz todo sentido, uma vez que Thranduil (Lee Pace), o pai de Legolas, aparece originalmente no livro e a raça de elfos seria imortal. “Precisávamos de personagens do Reino da Floresta para conduzir a história”, disse.
 
Legolas
Tauriel
 
Outro personagem que também não aparece na obra de Tolkien é a jovem elfa Tauriel (Evangeline Lilly), criada especialmente para a trilogia e que entra em cena pela primeira vez. Com 600 anos de idade (mais novinha que Legolas), ela é uma bela guerreira que lidera os guardas e mata seus inimigos sem piedade. Além de manusear arco e flecha, a expectativa é que a femme fatale viva um romance na trama. 
 
Sua presença faz parte da estratégia dos roteiristas de aumentar o número de mulheres na história, quase inexistentes nos livros. Na produção anterior, quem fez o papel feminino forte foi a rainha Galadriel (Cate Blanchett).
 
O ator galês Luke Evans (Velozes e Furiosos 6) também faz sua estreia na pele do habilidoso arqueiro Bard, herdeiro de Girion, senhor do Valle. Ele é um dos únicos humanos a ser protagonista da obra original e deve ser uma peça-chave na ajuda a Bilbo e aos anões. 
 
Outro destaque da história é o dragão Smaug, que agora representa uma ameaça real. Na produção anterior, o público pôde apenas vislumbrar detalhes, como os olhos do vilão. E quem dá voz à temida criatura é o ator britânico Benedict Cumberbatch (da série Sherlock Holmes). Considerado pela revista Empire como a celebridade mais sexy do mundo, ele deve ser um dos motivos de as fãs estarem loucas para ver o dragão acordar.
 
A qualidade das imagens, captadas nas paisagens da Nova Zelândia, aumenta a lista de novidades. A maior inovação da trilogia é o novo processo de filmagem, feito a 48 quadros por segundo e que permite captações mais realistas. A tecnologia de ponta foi batizada de HFR (High Frame Rate) e pode ser conferida apenas em alguns cinemas do Brasil.
 
“Para mim, a fantasia deve ser o mais real possível”, disse Jackson em uma recente coletiva de imprensa. Ele completou: “Acho que você precisa acreditar que o mundo que você está construindo e o nível de detalhamento dele são muito importantes”. 
 
Bard
Gandalf
Com os belos cenários e efeitos especiais, um dos momentos mais esperados da continuação é a sequência da travessia com barril, quando os anões descem a corredeira de um rio em barris de madeira. A cena é considerada uma das mais clássicas do livro de Tolkien.
 
A trilogia dos estúdios Warner Bros. é uma mega produção que até agora custou mais de 500 milhões de dólares. O capítulo final será O Hobbit: Lá e de Volta Outra Vez, com previsão de lançamento para dezembro de 2014.
 
 
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