Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 12.12.2013 12.12.2013

O melhor das séries de TV em 2013 pela redação

Eu sou Maíra Araújo, responsável pelos eventos da Saraiva em Fortaleza.
 
São 27 anos de amores pela publicidade, cultura pop e, em especial hoje, pelos seriados: essas pequenas doses de entretenimento que fazem companhia na correria do cotidiano e viciam de forma homeopática.
 
Atire a primeira pedra quem nunca espiou um episódio aqui ou acolá de alguma das séries tão faladas dos últimos anos.
 
Os filmes não deixaram de ser assunto, mas pela lógica de frequência e tamanho, é inevitável não reconhecer o sucesso que os seriados andam fazendo. Se fosse para falar de todos, não seria um post, mas quase um romance. Sendo assim, escolhi os que fizeram meu coração bater mais forte e que são donos de crises de abstinência pelas próximas temporadas. Confiram aí!
HOMELAND
 
 
Desde 2011, Homeland vem sendo responsável por unhas roídas, rodas de conversa baseadas em teorias de conspiração e escolha de vilões e mocinhos que mudam a cada episódio.
Os roteiristas são audaciosos e ainda envolvem dramas familiares, romances e traições, personagens secundários que aparecem para desviar a atenção ou sugerir pistas. Haja coração!

Mais bacana ainda foi quando descobri que a série na verdade foi inspirada em outra produção israelense chamada Hatufim. Depois de duas temporadas aclamadas, a atração está com a terceira em andamento, mudando o foco sem medo de ser infeliz no roteiro.
SHERLOCK (BBC/LOG ON)
 
 
 
O nome já diz muito: Sherlock. O Holmes. Interpretado por Benedict Cumberbatch, ele e seu leal John Watson (Martin Freeman) foram contextualizados na modernidade do século XXI, mantendo o tom britânico das obras de Sir Arthur Conan Doyle.
 
Lançada pela BBC em 2010, a série hoje conta com duas temporadas curtas, cada uma com três episódios, mas que causaram tremores, pânicos e lágrimas em muitos fãs, inclusive esta que vos escreve.
 
A dupla de protagonistas está espetacular. Comecei achando que Cumberbatch estava muito inspirado em Hugh Laurie (House) – apesar de saber que, na essência, foi House que se inspirou em Holmes –, mas com o tempo ele ganhou minha simpatia.
 
Freeman esbanja carisma desde o começo, tanto que ganhou o BAFTA de 2011 como melhor coadjuvante e foi um dos motivos pela pausa tão longa entre a 2ª e a 3ª temporada, já que ele estava ocupado com Bilbo Bolseiro em O Hobbit.
 
Com ritmo empolgante, sem ser exatamente frenético, você devora cada episódio como se fossem apenas 30 minutos.
 
Ah, seria injusta e insana se não falasse de outra pérola da série: Jim Moriarty, o vilão. Na verdade, para mim, um dos melhores vilões do ano! Andrew Scott interpreta a "pedra no sapato" de Holmes de forma espetacular, chegando a arrancar simpatia e torcidas de alguns fãs rebeldes.
 
A série respira o ar britânico e a trilha é sensacional. Por isso, após ler esta matéria, corra para assistir Sherlock enquanto não sai a 3ª temporada, que chega em dezembro na BBC!
 
PERSON OF INTEREST (WARNER)
 
 
Um hacker desajeitado e limitado socialmente. Um superagente sexy que virou "persona non grata" na CIA. Uma máquina que deixa a vigilância de Obama no chinelo. Bem, esses três ingredientes já dão uma mistura boa, mas vamos combinar!
 
Adicione a eles personagens secundários cativantes e uma série de casos a serem resolvidos pelo trio "parada dura" e você começa a entender Person of Interest.
 
Lançada em 2011 pela CBS e premiada em 2012 como Melhor Drama no People´s Choice, Harold (Michael Emerson) e John (Jim Caviezel) formam a dupla de base da atração que mistura crime, drama e suspense com o mundo hacker e espião.
 
Admito que comecei a assistir apenas para fazer companhia ao namorado, mas conforme os episódios foram passando, a curiosidade de entender a química entre criaturas tão distintas me fisgou. Principalmente quando entra em cena a detetive Joss Carter (Taraji Henson), personagem feminina de destaque da engrenagem e que vive com a pulga atrás da orelha e o faro aguçado para quem pisa fora da linha.
 

Outro detalhe é que a famosa Máquina, a peça principal de tudo, torna-se personagem que define o tom da série e influi diretamente no desenrolar dos fatos. Para mim, a melhor parte é esta: uma máquina, escondida e única, disputada a tapas e balas por todos, dando as cartas nas vidas de todo mundo. Em sua 3ª temporada, ela continua deixando todos sem fôlego e apostando em reviravoltas radicais.

 
SCANDAL
 

Conferi a primeira temporada de Scandal recentemente. Para quê?  Engoli loucamente, sem saber o que me interessava mais: os casos absurdos resolvidos com frieza, a confiança e o jogo de cintura da incrível Olivia Pope ou o romance proibido e malicioso que tem o Presidente dos EUA como pivô.

 
Uma mulher poderosa e calculista que desdobra crises com facilidade irritante, mas também uma mulher apaixonante e apaixonada que briga consigo mesma, com seus princípios e desejos. Para uma personagem de Shonda Rhimes não poderíamos esperar menos, não é? A mesma criatura que sambou com esporas em nossos corações em Grey´s Anatomy está de volta em mais esta criação que leva pitacos de Judy Smith, ex-assessora de imprensa do governo Bush, que acabou sendo inspiração para o enredo.
 
Kerry Washington interpreta Pope, que lidera uma equipe de pequenos gênios da investigação, personagens que colaboram harmoniosamente para o andar da carruagem. Para mim, a melhor parte – além de todo o charme desconcertante da série – é a interpretação do Presidente. Tony Goldwyn andou conseguindo personificar o desejo proibido de um romance inconveniente. Se você assistir à primeira temporada sem segurar o fôlego, desconfie se você não foi um cubo de gelo em outras vidas! A primeira e a segunda temporada já se foram, mas a notícia boa é que a terceira já está confirmada pela ABC.
 
HOUSE OF CARDS
 
 
Política, um bom roteiro e Kevin Spacey: tríade simples, mas que me chamou a atenção para espiar este bendito seriado chamado House of Cards. Aliás, se fosse política pura, talvez não tivesse tanta paciência – mas um drama político, aí sim!
 
Spacey retorna poderoso, abusado e ambicioso como o influente Frank Underwood, engrenagem importante dentro dos prédios de Washington. Só um cara assim para ter mais importância e relevância em uma série política americana do que o próprio presidente. Ele segura o suspense, conversa com você e te deixa sem saber se é para rir ou chorar.
 
Orbitando ao seu redor, temos a sua digníssima esposa, Claire Underwood (Robin Wright), que completa a dose de estilo e superioridade com o toque refinado feminino, atuando como boa moça e coordenando uma entidade sem fins lucrativos.
 

Bem, a série precisaria deu um toque sórdido para ficar mais verossímil com a realidade, e eis que essa missão se resolve com a participação da coadjuvante Zoe Barnes (Kate Mara), uma jornalista impetuosa que topa tudo por um bom furo, e do "joão-bobo" Peter Russo (Corey Stoll), congressista que é peça importante no xadrez de Underwood.

THE WALKING DEAD
 
 
Se você é novato – quem sabe um ET recém-chegado ao planeta – e nunca ouviu falar de The Walking Dead, resumindo: é uma das séries mais populares no momento, baseada em quadrinhos, que retrata um grupo que tenta sobreviver a um apocalipse zumbi.
 
A trama apresenta o mocinho, Rick Grimes, e o vilão, o Governador – ou Brian, para os sensíveis de coração –, além dos inúmeros zumbis que só aumentam em número.
 
Bem, estamos dando um tempo angustiante até fevereiro, quando a temporada em andamento retorna. Até lá, ficamos com a respiração presa lembrando de tudo que aconteceu no último episódio.
 
Não vou comentar para não perigar dar spoiler, mas só posso pensar que depois do que acontece nos últimos episódios de TWD (e de Person of Interest), George R. R. Martin deve estar fazendo escola!  A série andou "namorando" mais com os quadrinhos, e isso anima bastante os fãs.
 

Na última temporada, os zumbis voltaram a ter mais destaque, já que os dramas humanos ficaram mais dosados. Resta esperar fevereiro chegar para a saudade não acabar com a gente…

BREAKING BAD
 
 
Todo professor de química deve ter parado para prestar atenção no burburinho desta série (ou nas piadas que podem ter sofrido) graças a Walter White, interpretado por Bryan Cranston. Quem? "Say my name!" Opa, Heisenberg! Depois de cinco anos, Breaking Bad despediu-se de nós em grande estilo. Gravada no Novo México, contou para nós a história de um professor de química do ensino médio pouco apreciado, entediado e cheio de problemas – entre eles um câncer –, que apela para um plano insano de narcotráfico com um ex-aluno rebelde, Jesse Pinkman (Aaron Paul).
 
Tentei iniciar essa série umas três vezes, bem antes de ela cair com força no gosto do público. Admito que não me ganhou de cara, mas basta chegar à primeira atitude extrema do Sr. White para você pular do sofá gritando “Olha o doido!” ou algo do gênero.
 
Dona de bordões que ficaram na mente dos fãs, a atração deixou saudade e uma vaga difícil de ser preenchida pelas futuras séries do estilo.
 
BATES MOTEL
 

 
Pode-se dizer que esta foi uma boa surpresa para 2013. Quando soube da premissa, fiquei com o pé atrás, achando que estragariam a pérola de Alfred Hitchcock – sim, Bates Motel é inspirada no filme Psicose. Acabei dando uma chance e não me arrependi!
 
A adaptação ficou bastante fiel, e é inacreditável como eles conseguiram manter a estética da casa e do hotel da família Bates. Vera Farmiga aparece como Norma Louise Bates, a mãe resiliente, complicada e emocionalmente complexa – além de "dodói da batatinha" (pessoas que não giram bem das ideias), há quem diga. Como filho "prodígio", aparece Freddie Highmore, que saiu de Willy Wonka para vir pirar no vínculo intenso com a mãe e pegadinhas que sua mente começa a pregar conforme ele vai se adaptando ao lugar.
Tensão psicológica, suspense e reviravoltas é o que você vai encontrar quando “se hospedar” nesta série.
 
Recomendamos para você