Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Livros 11.06.2010 11.06.2010

O MARIDO PERFEITO MORA AO LADO

O escritor Felipe Pena — um dos articuladores do Manifesto Silvestre, em defesa da narrativa, do entretenimento e da popularização da literatura — lança seu segundo romance, O marido perfeito mora ao lado, na Saraiva Mega Store do Morumbi Shopping, em São Paulo, no Dia dos Namorados, 12 de junho, às 18h30.

Neste livro, Felipe mescla paixões, sociopatas e obsessões dentro de uma trama contemporânea, situada no Rio de Janeiro. Personagens típicos da cidade ajudam a retratar as discrepâncias sociais e a convivência aparentemente democrática de tipos heterogêneos, sem deixar de lado a crítica social.

Somos apresentados a uma mulher angustiada que busca a ajuda de uma terapeuta para salvar o casamento. Mas logo percebemos que a angústia é compartilhada por outros personagens, até mesmo pelos bem casados (ou principalmente por estes, como diz um deles). Então ocorre um crime. E os terapeutas farão o papel de investigadores. Quem é o culpado pela incomunicabilidade entre homens e mulheres? É essa é questão que envolve a narrativa, e o leitor.

Felipe Pena é psicólogo, jornalista e professor da Universidade Federal Fluminense. Doutor em Literatura pela PUC-Rio, com pós-doutorado pela Sorbonne, é autor de dezenas de artigos científicos publicados no Brasil e no exterior, além de oito livros acadêmicos e do romance O analfabeto que passou no vestibular. Foi sub-reitor da UNESA, repórter e apresentador da TV Manchete e comentarista da TVE-Brasil. Assina uma coluna mensal no Jornal do Brasil e no site www.felipepena.com

Serviço:

O marido perfeito mora ao lado, de Felipe Pena

Dia 12 de junho, às 18h30

Saraiva Mega Store – MorumbiShopping

Av. Roque Petroni Jr,1.089 – Morumbi São Paulo – SP – Tel: (11) 5181.7574 / 7901

>> Leia entrevista exclusiva com Felipe Pena ao SaraivaConteúdo

>> Assista ao trailer do livro O marido perfeito mora ao lado, de Felipe Pena:


 
>>> Leia um trecho do livro O marido perfeito mora ao lado, de Felipe Pena: 

                                                               I

Por queestamos aqui? Sei lá! Culpa dele, só dele. Responde aí, Carlinho! Ele não fala,ficou mudo. Fala, Carlinho! Conta a nossa história. São dez anos. Conta tudo,desde o começo. O primeiro encontro, o vinho, as flores, o beijo. Não, o beijonão. Disso ele não lembra mais. Depois de um tempo só ficam aqueles estalinhosde boa noite, como dois compadres siberianos. E as promessas, claro.

Conta praela, Carlinho! Como não prometeu nada? Cadê o cara que abria a porta do carro,que elogiava o vestido, que recitava poesia no ouvido, que me olhava com fome eenfiava a língua na minha garganta? Você inteiro foi uma promessa. Ninguémavisou que tinha prazo de validade.

É porisso que estamos aqui, doutora. Eu te chamo de doutora ou pelo nome mesmo?Então prefiro doutora. A senhora pode me chamar de Olga. Não gosto deformalidades. Não é, Carlinho? Fala, Carlinho! Isso aqui é pra nós dois.Terapia de Casal. Pra mim e pra você, entendeu? Continua contando!

Pula proapartamento. Não é sexo, Carlinho! Quer que eu fale de prazo de validade outravez? Fala do apartamento, quando fomos morar juntos. Eu sei, você não meconvidou. Meus sapatos é que invadiram o teu closet, os vestidos se apossaramdos cabides e as blusas invadiram as gavetas. Pra que você precisava de tantascamisas listradas? E a coleção de calças de lã? No Rio de Janeiro, Carlinho!?Você não convidou, mas também não desconvidou. Outra promessa.

Claro queera uma promessa. Fiz comidinha, arrumei a cama, até lavei a louça. Uma esposavitoriana, que nem a tua mãe, a tua avó e toda a italianada da tua família.Como não era esposa? Essa era a maior das promessas.

Você eraperfeito, Carlinho.

 

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