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O mangá da Coreia do Sul

Por Míriam Castro
Banya, o Mensageiro
O traço é parecido, assim como o nome. Mas não se confunda: enquanto mangá é o termo usado para designar as histórias em quadrinhos elaboradas no Japão, manhwa é o nome das revistas em quadrinhos feitas na Coreia do Sul. Desde 2004, o gênero está presente no Brasil, onde é vendido ao lado de outras produções orientais.
Mahnwa e mangá, em seus idiomas de origem, significam simplesmente “quadrinhos”. Enquanto os mangás são lidos da direita para a esquerda, as revistas coreanas seguem o mesmo estilo de leitura dos ocidentais: da esquerda para a direita. Isso acontece porque o sistema de escrita coreano, chamado hangul, funciona no mesmo sentido e é lido horizontalmente.
Título de manhwa mais famoso lançado no Brasil, Priest teve sua popularidade alavancada pela adaptação cinematográfica Padre, de 2011.
 
Do gênero terror, a história criada por Hyung Min-woo tem como personagem principal o padre morto-vivo Ivan Isaacs. O sacerdote tem que enfrentar anjos que se rebelaram contra Deus e vieram para viver entre os humanos.
A versão americana para o cinema, estrelada por Paul Bettany, se passa em um cenário pós-apocalíptico. Após séculos de guerras entre homens e vampiros, o herói de batalha Padre vive incógnito entre cidadãos comuns.
 
Sua vida relativamente pacata é perturbada quando sua sobrinha é capturada por uma gangue de seres sobrenaturais. O lutador aposentado, então, vai procurá-la.
Outra criação popular por aqui é Ragnarök, de Lee Myung-Jin. Publicada originalmente entre 1998 e 2001, chegou ao Brasil pela Conrad em 2004.
 
A série, de 20 volumes, era baseada em elementos da mitologia nórdica. Com amnésia, o protagonista Chaos mora em uma cidade de guerreiros. Na verdade, ele é a reencarnação de Balder, o deus da luz – fato que é descoberto quando o garoto recebe a visita de Fenris, reencarnação do deus lobo Fenrir.
Em 2002, o manhwa de Lee Myung-Jin inspirou um jogo chamado Ragnarök Online. Com um sistema de RPG multiplayer, o game já está presente de maneira oficial em 19 países, incluindo o Brasil.
 
As batalhas se passam no continente de Rune-Midgard, local das aventuras dos personagens do autor coreano. O jogo, por sua vez, inspirou a criação de uma série animada: Ragnarok the Animation, que foi lançada no Brasil apenas em DVD.
 
Primeiro manhwa a ser publicado no Brasil, Chonchu – O Guerreiro Maldito saiu em julho de 2004 pela editora Conrad.
 
O protagonista, que empresta o nome ao título da série, é objeto de uma profecia. Diz a lenda que Chonchu é o filho do demônio e irá matar seus pais.
 
Ainda bebê, ele é enviado para uma tribo de guerreiros, onde sua chance de morte seria menor.
 
Depois de crescido, ele tem que sofrer com a perseguição de seu irmão gêmeo, que se tornou rei e quer eliminá-lo.
 
 
 
 
 
 
Manhwa Chonchu
 
Em uma vertente mais romântica, mas sem deixar de lado a ação, Angry tem como personagem principal Suk Dong-Min, um jovem rebelde e angustiado que é bom no judô.
 
Em uma luta, derrota a garota Cho Ha-Seo, que tinha prometido se casar com o homem que a derrotasse em combate. O problema é que Yun-Ki, outro garoto apaixonado por Cho Ha-Seo, se torna rival do protagonista na batalha pelo coração da amada.
 
Banya trabalha em uma agência de correio no deserto. Mas ele também é um habilidoso e valente guerreiro. O garoto é protagonista de Banya, o Mensageiro, história do coreano Kim Younh-Oh.
 
Em um mundo que tem resquícios de aparência feudal e diversos elementos que lembram histórias medievais e de RPG, o manhwa tem guerras, lutas e cenas de comédia constantes.
 
Publicado no Brasil pela Lumus, mesma editora que lançou Priest, o manhwa Planet Blood mistura fantasia e ficção científica.
 
A Terra está terrivelmente destruída após o fim da Quinta Guerra Mundial, conflito que dizimou metade da população. Os habitantes que sobreviveram fugiram para colônias em Marte e na Lua, enquanto nosso planeta precisa passar por uma descontaminação.
 
O protagonista, Sinan, fica inconsciente após uma explosão e acorda em outro planeta, onde os conflitos só estão começando.
As cartas não mentem em Tarot Café, manhwa lançado pela NewPOP em 2007. A protagonista, Pamela, é cartomante e proprietária de uma cafeteria.
 
Durante o dia, os clientes procuram respostas para suas crises amorosas e problemas profissionais. No entanto, quando o relógio marca meia-noite, os fregueses passam a ser alquimistas, vampiros e lobisomens.
Recém-lançado pela editora Conrad, Model é a história da garota Ji-ye, que estuda na Europa. Certo dia, uma amiga embebeda um garoto chamado Muriel em um bar e pede para que a protagonista o abrigue em sua casa.
 
Durante a noite, Ji-ye sonha que foi mordida pelo estranho hóspede. A autora Lee So-Young baseou sua obra em histórias clássicas de vampiros, como o filme Drácula.
 
 
 
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