Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 16.09.2011 16.09.2011

O malandro Manda-Chuva volta repaginado em co-produção latina 3D

Por Andréia Silva
 
Depois dos Smurfs, chega mais um lançamento que prometendo levar aos cinemas os marmanjos que passava as tardes em frente à TV nas décadas de 80 e 90. O Manda Chuva, um dos mais simpáticos e malandros personagens dos desenhos animados, ganhou uma repaginada e está de volta em uma aventura inédita em 3D, Manda Chuva – O Filme.
 
Passados mais de 50 anos desde as primeiras aparições de Manda Chuva na televisão americana, onde foi exibido entre 1961 e 1962, pouca coisa mudou na vida do felino que lidera uma gangue de gatos de rua de Nova York e vive atormentando a vida do Guarda Belo.
 
Manda Chuva, criado pela dupla Hanna-Barbera (Zé Colméia, Os Flinstones e Os Jetsons), continua acordando ao meio-dia e filando a comida dos restaurantes ou de qualquer pessoa que dê bandeira, sempre com ajuda da trupe, Batatinha, Chuchu, Espeto, Bacana e Gênio.
 
No entanto, na história que chega aos cinemas o Guarda Belo não será inimigo de Manda Chuva. Dessa vez, a pedra no sapato dos felinos é Lucas Boa Pinta, que chega a Nova York com um exército de ciberpoliciais, infestando a cidade com um aparato tecnológico para a segurança, o que vai colocar em risco o emprego do próprio Guarda Belo.
 
Manda Chuva – O Filme é dirigido por Alberto Mar, o mesmo que transformou A Turma do Chaves em desenho animado e que agora dirige seu primeiro longa. O roteiro é assinado pela dupla Kevin Seccia e Tim McKeon. As vozes em inglês são de Jason Harris, Chris Edgerly e Bem Diskin.
 

Apesar de não ser produzida em sua terra natal – assim como as animações de Garfield foram feitas por coreanos – a história se mantém fiel às origens. Mesmo apostando no 3D, com cenários e fundos computadorizados, e personagens com cores e detalhes mais acentuados, Manda Chuva – O Filme não perde o tom saudosista.

 
 
Latinos apostam cada vez mais em coproduções
 
Manda Chuva – O Filme é uma coprodução entre México e Argentina, uma forma de produção cada vez mais comum entre latinos ou entre países latino-americanos e outras nações, que buscam mais facilidades para as filmagens, seja no quesito recursos (pois há financiamento), boas parcerias ou regras menos burocráticas para rodar um filme.
 
Como Las Malas Intenciones, longa de estreia da diretora peruana Rosario García-Montero sobre os traumas de uma menina, obsessiva com a morte, no Peru de 1983. Destaque no Festival de Los Angeles deste ano, o filme é uma coprodução entre Argentina, Peru e Alemanha.
 
O Festival de Veneza deste ano também apresentou alguns filmes como este perfil, como Accidentes Gloriosos, longa de 58 minutos assinado pela Suécia, Dinamarca e Argentina – dirigido por Marcus Lindeen e protagonizado por Cristina Banegas e Lorena Damonte. Há também o brasileiro Girimunho, feito por Brasil, Espanha e Alemanha. O filme marca a estreia de Helvécio Marins Jr. e Clarissa Campolina e é protagonizado por Maria Sebastiana, Martins Álvaro, Maria da Conceição e Gomes de Moura.
 
No caso do Brasil, não faltam bons exemplos de parcerias com outros países. Diários de Motocicleta foi um projeto entre Argentina, Brasil, Peru, Chile e Estados Unidos, dirigido por Walter Salles, e o recente Além da Estrada, coprodução entre Brasil e Uruguai com direção de Charly Braun, são dois exemplos do sucesso deste tipo de parceria.
 
 
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