Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 01.02.2013 01.02.2013

O Lado Bom da Vida é a comédia do ano na cerimônia do Oscar

Por Edu Fernandes
 
Atores e diretores concordam que é mais difícil fazer comédia do que drama. Mesmo assim, a premiação mais famosa do cinema ignora longas engraçados e, até hoje, poucos deles ganharam o Oscar de melhor filme.
Em 2013, o candidato cômico é O Lado Bom da Vida, que estreia no Brasil no dia 1º de fevereiro. A produção concorre nas seguintes categorias: filme, direção, edição, ator, atriz, ator coadjuvante, atriz coadjuvante e roteiro adaptado.
A Academia adquiriu o hábito de indicar comédias nos últimos anos e, em 2012, o escolhido foi Os Descendentes, de Alexander Payne. O cineasta já havia ocupado o mesmo posto no passado com Sideways – Entre Umas e Outras (2004), filme que inaugurou essa mania de colocar uma comédia entre os indicados.
 
O Lado Bom da Vida conta os conflitos de Pat (Bradley Cooper, de Sem Limites), um ex-professor que acabou de sair de uma clínica, na qual estava internado para tratar problemas psiquiátricos. Ele volta a morar com os pais e está focado em reconquistar o coração de sua ex-esposa (Brea Bee, de Bleeder).
Há alguns anos, outra comédia que ganhou a simpatia da Academia também começava a contar sua história com uma cena em hospital. Pequena Miss Sunshine (2006) recebeu quatro indicações e duas estatuetas.
 
Jacki Weaver e Robert De Niro interpretam os pais de Pat
 
Ambas falam do convívio forçado de uma família desajustada. Enquanto Pequena Miss Sunshine reúne seus personagens em uma van, O Lado Bom da Vida une uma família formada pelo filho em recuperação com seus pais. A mãe (Jacki Weaver, de Reino Animal) não parece ser capaz de assumir o controle da situação, e o pai (Robert De Niro, de Poder Paranormal) coleciona superstições e manias que beiram o TOC.
Uma família em crise, aliás, foi o tema da comédia do Oscar de 2011. Minhas Mães e Meu Pai teve quatro indicações ao Oscar, mas saiu da cerimônia de mãos vazias.
Há outros personagens com problemas em O Lado Bom da Vida, como o colega de hospital de Pat. Danny (Chris Tucker, de A Hora do Rush 3) tenta achar brechas nas regras da instituição para ter liberdade. O melhor amigo do protagonista é outro desajustado. Ronnie (John Ortiz, de Inimigos Públicos) está preso a um casamento em crise e não sabe como lidar com suas frustrações.
 
Chris Tucker é Danny, o paciente fujão
 
Pat conhece Tiffany (Jennifer Lawrence, de Jogos Vorazes), que também tem seus conflitos. Ela acabou de se tornar viúva e tenta enterrar sua dor com sexo. Assim, entra em relacionamentos vazios e não consegue manter uma convivência saudável com outras pessoas.
Não demora muito para que surja uma tensão sexual e romântica entre o casal. Eles começam a ensaiar para uma competição de dança, o que estreita suas relações e funciona como terapia em grupo. Histórias de amor nas comédias de Oscar não são uma novidade. Na cerimônia de 2008, Juno tinha quatro indicações e foi premiado pelo roteiro.
O que diferencia O Lado Bom da Vida dos outros exemplos é o fato de não ser um roteiro original. Trata-se da adaptação do romance homônimo de Matthew Quick. Em 2010, outra obra literária transformada em filme foi a comédia do ano no Oscar. Amor sem Escalas é baseado no romance de Walter Kirn e teve seis indicações.
Se, neste caso, o passado for um prenúncio do futuro, O Lado Bom da Vida tem chances de sair da festa do Oscar com algumas estatuetas debaixo dos braços. No entanto, os bichos-papões da Academia continuam sendo dramas.
 
Veja o trailer de O Lado Bom da Vida:
 
 
 
 
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