Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 17.03.2014 17.03.2014

‘O Grande Herói’: Peter Berg e a admiração por militares

Por Edu Fernandes
 
“Não é segredo que eu tenho um grande respeito por esses caras”, disse o diretor Peter Berg em coletiva de imprensa de Battleship: A Batalha dos Mares (Universal) quando perguntado sobre sua relação com os militares. Em sua carreira atrás das câmeras, não é novidade que personagens com essa profissão sejam os mocinhos. É o caso de O Grande Herói (Paris), filme que estreia em 20 de março no Brasil.
Baseado em uma história real, o longa acompanha um grupo de soldados em missão de reconhecimento no Afeganistão. A primeira cena já revela que apenas Marcus Luttrell (Mark Wahlberg, de Sem Dor, Sem Ganho) sobreviveu à ação. Isso combina com o título original da produção: Lone Survivor (“Único Sobrevivente”, em tradução literal).
O grupo também inclui Michael Murphy (Taylor Kitsch, de Selvagens), o sniper Matt “Axe” Axelson (Ben Foster, de 360) e o responsável pelo rádio Danny Dietz (Emile Hirsch, de A Hora da Escuridão). Eles são enviados para espionar um vilarejo a mando do comandante Erik Kristensen (Eric Bana, de A Fuga).
Na chegada ao local, os personagens descobrem que a aldeia abriga um líder terrorista (Yousuf Azami, de Entre Irmãos). Enquanto aguardam pela melhor oportunidade de ataque, o grupo é encontrado por pastores de ovelhas.
 
Personagens do filme O Grande Herói
Depois de muita deliberação entre os soldados, já que a comunicação com a base não funciona, eles decidem libertar os prisioneiros e tentar pedir resgate no alto de uma montanha. Como é de se esperar, o plano falha e começa uma caçada frenética e tensa.
Na batalha entre soldados e numerosos terroristas, os militares são obrigados a recuar repetidas vezes e precisam rolar montanha abaixo. Nesse momento, vemos seus corpos se chocando contra pedras e árvores, o que aumenta a carga de tensão do longa.
Em O Grande Herói, fica clara a posição de Berg: ele admira esses homens, mas não faz vistas grossas para a instituição que representam. A burocracia e as falhas do Exército dos Estados Unidos ficam evidentes no roteiro. Há até espaço para heroísmo do lado árabe, algo que com certeza ajuda na aceitação do filme fora de sua terra natal.
 
Cena do filme Battleship
Por não ser realista, Battleship: A Batalha dos Mares não possibilita ao espectador ter noção clara dessa relação do cineasta com o Exército. Nesse caso, os militares (um deles vivido por Taylor Kitsch, que participa de O Grande Herói) são nitidamente os heróis , com homenagem até aos veteranos.
A produção usa uma invasão alienígena para emular a dinâmica do famoso jogo de tabuleiro no qual é baseado (Batalha Naval). De um lado, há três embarcações humanas. Do outro, três naves extraterrestres que atacam os mocinhos com bombas semelhantes aos pinos do jogo.
 
Cena do filme O Reino
O primeiro filme de Peter Berg a tratar de operações militares foi O Reino (Universal), que se passa no Oriente Médio, assim como O Grande Herói. A história começa com um atentado terrorista na Arábia Saudita que vitima um agente do FBI (Kyle Chandler).
Depois do ocorrido, Ronald Fleury (Jamie Foxx) viaja ao local com sua equipe para solucionar a morte de seu colega. Revelar os fatos será uma tarefa mais complicada do que se imaginava.
O Reino usa um cenário e premissas realistas, mas o foco da produção é entreter pelo mistério do roteiro, e não questionar condutas americanas na região. Há também cenas de ação eletrizantes, como as apresentadas por Berg em O Grande Herói.
Veja o trailer de O Grande Herói:
 

 
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