Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Música 16.10.2010 16.10.2010

O fim do Canecão

Ontem,, ao voltar para receber os aplausos do público, ao fim da primeira das duas apresentações no Canecão de seu show De Pixinguinha a Noel, passando por Gardel, Bibi Ferreira pediu uma salva de palmas para tudo e todos que passaram ali por aquele palco. O público aplaudiu forte. E tinha razão para isso. Hoje, sábado, Bibi encerra a programação do Canecão. Após décadas de disputa judicial com a UFRJ, a casa vai fechar suas portas quando Bibi terminar a segunda apresentação do show em que a intérprete canta tangos, fados e música brasileira. E a escolha de Bibi não foi por acaso. Foi a intérprete que inaugurou oficialmente, em junho de 1967, a casa que se tornaria símbolo de status para as estrelas da MPB formatada nos festivais. Ao longo dos anos 70 e 80, um cantor que não se apresentasse no Canecão não pertencia de fato à elite da MPB. A partir da década de 90, outras grandes casas foram abertas no Rio de Janeiro – a extinta Imperator, o Metropolitan (hoje Citibank Hall) e, mais recentemente, o Vivo Rio – mas, mesmo assim, o Canecão não perdeu sua magia. Para quem é místico, os deuses habitavam aquele palco por onde passaram Elis, Bethânia, Gal, Roberto, Chico, Caetano, Gil e tantos outros. Vai deixar saudades…

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