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O Brasil também entra na moda dos remakes

Por Luma Pereira
 
A onda de remakes não ficou restrita a Hollywood, ela também chegou ao Brasil, com as refilmagens de O Cangaceiro (Barreto, 1953) e de A Dama da Lotação (Almeida, 1978), por exemplo.
 
Produzido pela Companhia Cinematográfica Vera Cruz, O Cangaceiro venceu o Festival Internacional de Cannes na categoria de melhor filme de aventura e melhor trilha sonora, com a canção “Olê muié rendeira”. Devido ao sucesso, foi transmitido em 80 países e vendido para a Columbia Pictures. O enredo é inspirado na história do lendário Lampião – os cangaceiros do capitão Galdino (Milton Ribeiro) aterrorizam a caatinga nordestina. A professora Maria Clódia (Vanja Orico) é raptada pelo bando e se apaixona por Teodoro (Alberto Ruschel), gerando mais conflitos. O elenco também conta com Adoniran Barbosa no papel de Mané Mole.
 
Este filme foi refilmado em 1997, com direção de Massaini. A história é a mesma, sendo que Galdino é vivido por Paulo Gorgulho. Esta versão conta com a participação do cantor e compositor Dominguinhos, que interpreta as músicas de Zé do Norte, presentes na produção original. O diretor de arte Carybé e o de maquiagem Merinow são os mesmos de 1953. O elenco conta com Alexandre Paternost como Teodoro e Luíza Thomé no papel de Maria Bonita.
 
Também há dois novos remakes sendo produzidos atualmente: Xica da Silva (Diegues, 1976) e Dona Flor e seus Dois Maridos (Barreto, 1976).
 
O primeiro é sobre a vida da escrava que se tornou a primeira dama negra da história do nosso país. A protagonista, interpretada por Zeze Motta, apaixona-se por João Fernandes, representante da Coroa Portuguesa, vivido por Walmor Chagas.
 
O início das gravações da refilmagem está previsto para o ano de 2012, e será dirigido por Jefferson De. Na nova versão, o foco não será o aspecto sexual da protagonista, e sim o lado romântico dela – tanto que o título da produção será Francisca. Ainda não foram divulgados os atores que farão parte do elenco.
 
Dona Flor e seus Dois Maridos será realizado por Pedro Vasconcelos, e a estreia está prevista para o ano de 2014. Sem a atuação de Sônia Braga, musa do cinema brasileiro e atriz de sucesso também em Hollywood, a nova protagonista permanece em aberto. Vadinho, que na versão original foi interpretado por José Wilker, será vivido por Marcelo Faria. “Há um clima de sensualidade no filme, de sacanagem mesmo, que só com muito talento pode ser repetido sem forçar a barra nem ser vulgar”, diz o historiador de cinema, Carlos Primati. Então, é preciso esperar.
 
Em 1982, a adaptação cinematográfica da história de Jorge Amado também ganhou uma refilmagem hollywoodiana dirigida por Mulligan e intitulada Meu Adorável Fantasma.

Mas as refilmagens também têm seu lado bom. Já que no Brasil, muitas pessoas podem não conhecer a versão original dos filmes, só vindo a conhecer a obra pelo remake.
 

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