Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 17.09.2010 17.09.2010

Novo filme de Giuseppe Tornatore carrega no melodrama

Impossível não sair de Baarìa – A porta do vento, de Giuseppe Tornatore, com a sensação de “mais do mesmo”. No caso, o “mesmo” é Cinema Paradiso, longa de sucesso de crítica e público no fim dos anos 80, que fez a fama internacional do próprio Tornatore. Ambos têm tintas autobiográficas, mas o novo filme do diretor italiano não tem o frescor de Cinema Paradiso, tampouco a presença de um ator do calibre de Philippe Noiret. Sobram personagens, numa colcha de retalhos de lembranças que tenta dar conta de 40 anos de história da Itália. Soa novelesco.

O Baarìa do título é como a cidade natal de Tornatore, a siciliana Bagheria, se chama no dialeto local. O lugar é ponto de partida da trajetória do protagonista, Peppino Torrenuova (interpretado por Francesco Scianna na vida adulta). O longa retrata sua infância na década de 30, chega à Segunda Guerra Mundial e ao regime fascista, passa por seu romance e casamento com Mannina  (Margareth Madè), até desembocar na vida política, quando ele ingressa no Partido Comunista Italiano.

Com cerca de 150 minutos, essa crônica de três gerações de uma família italiana, alinhavada com momentos importantes da história do país, resulta melodramática. O tom é dado pela trilha sonora do veterano Ennio Morricone, que acentua de modo um tanto óbvio as emoções de cada episódio dessa saga. Não faltam clichês nostálgicos, tampouco personagens caricaturais: homens e mulheres de gestos largos e voz alta, crianças cheias de fantasia, pobreza com filtros poéticos.

A homenagem à “magia do cinema” também está em Baarìa, quase como um mini Cinema Paradiso para atrair incautos. O que, pelo visto, tem funcionado. Ao menos na Itália, onde foi grande sucesso comercial.

Veja abaixo o trailer do filme:

 

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