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“Não é o fim do caminho”, diz Richard Armitage sobre ‘O Hobbit’

Por Edu Fernandes
 
Em 2001 chegava aos cinemas O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (Warner) e era iniciada uma saga ambiciosa que se estendeu pelos dois anos seguintes. De modo geral, as adaptações dos romances de J.R.R. Tolkien comandadas por Peter Jackson (Um Olhar do Paraíso) agradaram aos fãs do autor e foram sucessos bilionários.

Motivado pelo triunfo da empreitada, o cineasta levou às telas a adaptação de O Hobbit (Martins Fontes), romance que Tolkien escreveu antes de criar a jornada de Aragorn e companhia. O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos (Warner) chega aos cinemas em 11 de dezembro para dar fim a essa segunda fase de aventuras na Terra-média.

A história acompanha Bilbo Bolseiro (Martin Freeman, de Sherlock), contratado por um grupo de anões para ajudá-los a recuperar o domínio da Montanha Solitária. O líder dos anões é Thorin, papel vivido nas telas por Richard Armitage (No Olho do Furacão).
O ator britânico esteve no Brasil para divulgar o último filme da saga fantástica durante a CCXP e conversou com o SaraivaConteúdo sobre seu trabalho ao lado de Peter Jackson e o legado deixado pelas franquias cinematográficas.
 

Bilbo é o protagonista da série
A história da Terra-média no cinema já dura mais de dez anos. Como é participar do final dessa empreitada?
Richard Armitage. Nos anos 1990, quando começaram a falar das adaptações de O Senhor dos Anéis, eu era jovem, tinha acabado de completar meus estudos de teatro e queria fazer um teste para o elenco. Nessa época, não conseguir participar dos testes – não tinha os contatos certos. Por outro lado, Thorin é o papel certo para mim. Eu acho que o universo conspirou para eu chegar até aqui e realizar um sonho. Contudo, isso não é o fim do caminho. Ainda vamos poder ver as versões estendidas em DVD ou exibições especiais.
Seu personagem passa por um arco dramático mais intenso no terceiro filme da saga. Como foi esse trabalho?
Richard Armitage. Eu sou fã de Tolkien e já tinha lido o livro, então sabia dessa evolução e foi um assunto de conversa com Peter Jackson na pré-produção. Aí eu li o roteiro e vi a história de redenção pela qual Thorin passa. Eu não sabia o quanto ele sofreria mentalmente por causa da ambição pelo ouro, mas trabalhamos juntos para achar o tom correto.
 

Grupo de anões é liderado por Thorin
Com quase 1,90 m de altura, como foi fazer o teste para viver um anão?
Richard Armitage. Quando meu agente me disse qual seria o papel, achei que não tinha a menor chance. Eu estava reticente, mas percebi que eles estavam vendo muitos atores e que o tamanho dos personagens seria manipulado na pós-produção. Outro problema é que eu achava que Thorin seria um homem mais velho do que eu.
Como é se ver na tela como um homem baixo?
Richard Armitage. É sempre uma surpresa. Os figurinos foram feitos para deixar a gente com a aparência mais musculosa, ou mais gorda, dependendo do caso. Quando você vê os anões juntos, faz sentido.
Depois de O Senhor dos Anéis e O Hobbit, a fantasia medieval ficou mais popular?
Richard Armitage. Tolkien foi o começo desse tipo de fantasia quando publicou esse romance nos anos 1930. Ele achava que a fantasia não devia ser algo removido deste mundo e popularizou o folclore bretão. Essa tendência nos dá a chance de ver a fantasia de outras culturas, e gostaria de ter contato com esse material também.
 

Efeitos visuais para criação de criaturas e cenários são um dos atrativos de O Hobbit
Há espaço para mais adaptações de Tolkien para o cinema?
Richard Armitage. Claro! Nós amamos a Terra-média e adoraríamos voltar para lá. O Senhor dos Anéis e O Hobbit foram os únicos livros de Tolkien com os direitos de adaptação negociados, então corremos o risco de não ver as outras histórias na tela, mas eu queria que fossem feitas.
O que podemos esperar no seu futuro profissional?
Richard Armitage. Eu tenho alguns projetos em andamento. Vou produzir e atuar em um filme histórico irlandês. Há também um filme de época que farei na Inglaterra.
Veja o trailer de O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos
 

 
 
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