Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 16.04.2010 16.04.2010

Nada de novo em “”Zona verde””

Das duas uma: ou a parceria entre o diretor Paul Greengrass e o ator Matt Damon (em dois filmes da trilogia “Bourne”) já deu o que tinha de dar. Ou os maneirismos da câmera nervosa, “documental”, de Greengrass já deram o que tinham de dar. Seu “Zona verde”, que estréia hoje em algumas praças do país, não oferece um novo ângulo para o batido tema da guerra no Iraque. Tampouco consegue garantir o suspense dos bons filmes do “gênero”. Talvez porque já se conheça o final de sua história.

Baseado no best-seller “Imperial life in the Emerald City”, do jornalista Rajiy Chandrasekaran, ex-chefe do escritório do “Washington Post” em Bagdá, “Zona verde” mostra os bastidores da malfadada busca por armas de destruição em massa que fora a desculpa do ex-presidente norte-americano George W. Bush para invadir o Iraque em 2003. O script é assinado por Brian Helgeland, um roteirista experiente em adaptações, vencedor de um Oscar em 1998 por “Los Angeles – Cidade proibida”.

Na trama, Damon vive Miller, um militar convencido de que não existem as tais armas. Ao seu “lado” está uma jornalista do “Wall Street Journal”, igualmente desconfiada. O principal “oponente” dos dois é Poundstone, um agente da CIA vivido por Greg Kinnear. Dois bonzinhos de um lado, um malvado do outro, os três personagens soam um tanto rasos.     

Nessa superficialidade toda acaba se destacando o tipo interpretado pelo ótimo ator irlandês Brendan Gleeson. Na pele de um veterano agente da CIA, contrário a todo o teatro criado pela administração Bush, e consciente dos desdobramentos, Gleeson empresta nuanças e intensidade a um filme que não chega a ser ruim, mas não passa de regular. 

Até dá para entender por que Greengrass e Damon (provavelmente) não voltarão a fazer um novo “”Bourne””.

 

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