Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 11.02.2011 11.02.2011

Na refilmagem de ‘Bravura indômita’, os Coen buscam fidelidade ao livro

Mais reverentes ao romance homônimo de Charles Portis do que ao filme de 1969, que deu o Oscar de melhor ator a John Wayne, a refilmagem de Bravura indômita dos irmãos Coen recupera a estranheza original de seus personagens e seu humor um tanto sombrio – característica, vale lembrar, de boa parte da filmografia da dupla de roteiristas/diretores.

Concorrendo a 10 estatuetas do Oscar no próximo dia 27 de fevereiro, True grit acompanha a curiosa saga de Mattie Ross (a ótima Hailee Steinfeld), adolescente de 14 anos, de personalidade marcante, quase inflexível, que no fim do século XIX enfrenta o inverno e o Oeste norte-americano para vingar a morte de seu pai, assassinado pelo bandido Tom Chaney (Josh Brolin).

Mattie contrata o temido xerife Rooster Cogburn (Jeff Bridges, num registro histriônico) e é acompanhada pelo jovem policial La Boeuf (Matt Damon), também à procura do criminoso. Não bastasse a aridez de seu trajeto, e os perigos que enfrentam, o trio tem como desafio encontrar Chaney, escondido em território indígena, onde só os mais bravos se atrevem a ir.

O mais interessante da trama – e de como os Coen a conduzem – é a discrepância entre a assertividade da adolescente e certa infantilidade dos dois experientes “homens da lei”. Numa das cenas mais exemplares disso, Cogburn e La Boeuf fazem uma espécie de disputa para ver quem é melhor com a pistola.

A caça a Chaney é, na verdade, um processo de busca e reafirmação da determinação – bravura? – de sua interessante protagonista. As armas, o cenário, a época, tudo isso não passa de pano de fundo para essa história, quase um estudo de personagens atemporal e universal.

> Veja abaixo um trailer legendado

 

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