Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 28.10.2011 28.10.2011

“Mr. Bean” volta aos cinemas com O Retorno de Johnny English

Por Sarah Corrêa
Rowan Atkinson em cena do filme O Retorno de Johnny English

Rowan Atkinson, que volta aos cinemas na pele do detetive trapalhão Johnny English, sobrevive no imaginário popular e televisivo há quase duas décadas. Foi desde o primeiro episódio do Sr. Feijão – ou Mr. Bean, como a série é conhecida – que seu humor corporal, sem falas, conquistou o mundo. Qual seria a receita desse sucesso?

A sacada de que o humor não precisava ser, necessariamente, verbalizado. Foi assim que Mr.Bean ganhou plateias em tantos países, com o público capaz de entendê-lo simplesmente através de suas caras e bocas.
Apesar de uma carreira dedicada à comédia, Atkinson tem uma formação rigorosa. Estudou na tradicional Universidade de Oxford, onde se formou em engenharia, e foi durante o mestrado que criou o personagem Mr. Bean – o nome nasceu a partir de uma brincadeira com vegetais, e inicialmente o Sr. Feijão seria Mr. Cauliflower, ou Sr. Couve-Flor.
O sucesso da série foi unânime. Visto em mais de 200 países, premiado com vários Emmys, levou Atkinson a ter seus momentos de celebridade com suas peripécias na vida real, como quando se envolveu em um acidente com sua McLaren. Um contraste com o Mini Cooper amarelo usado por Mr. Bean.
Aqui no Brasil, o personagem britânico “meio” infantilizado apareceu pela primeira vez em 1995, cinco anos depois de estrear na TV britânica. De lá pra cá, foram tardes e tardes esperando mais um episódio daquele homem franzino, que esporadicamente sussurrava seus diálogos curtos e vivia na companhia de seu ursinho Teddy.

No mesmo ano em que a série começou a ser exibida em telas tupiniquins, deixou de ser gravada no Reino Unido. O personagem foi transformado em videogame e até desenho animado, mas Rowan decidiu dar um tempo – este ano ele declarou que não voltaria mais a interpretar o personagem porque ele, Bean, é “uma eterna criança”, mas ele, Atkinson, “envelheceu”.

Em 2003, o ator voltaria mais forte, dessa vez dando vida a outro personagem, o detetive Johnny English, em uma sátira de James Bond que já faturou a bagatela de 150 milhões de dólares.
Se na série de TV Atkinson já usava as saídas mais inimagináveis para resolver problemas cotidianos, no papel de um espião que retorna para combater uma rede de conspiração que inclui a KGB e a CIA ele não foge à regra.
"É um personagem agradável de interpretar, é divertido e humano", comentou Atkinson na premiére do filme em Los Angeles (EUA). E bota humano nisso. Longe daquele James Bond quase ‘super-herói’, Johnny English é trapalhão, com uma tendência espontânea para a incompetência. Talvez uma herança natural de Mr. Bean, e papel ideal para Atkinson.

 
 
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