Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 24.10.2013 24.10.2013

‘Masters of Sex’, ‘Sleepy Hollow’ e ‘The Blacklist’: dramas para ficar de olho

Por Willians Glauber
 
Depois de quase 9 horas e 11 pilotos de séries dramáticas assistidos, o SaraivaConteúdo retorna com a segunda e última matéria sobre as estreias desta Fall Season.

O canal a cabo Showtime (Homeland e Dexter) foi um dos únicos a não se colocar em um território de comodismo e investiu em uma série baseada em fatos reais, que teria tudo para ser maçante, mas causa o efeito oposto. Masters of Sex pode cativar um público que está cansado da mesmice apresentada pela TV aberta norte-americana.

 
MASTERS OF SEX
 
“O nome é criativo, o roteiro é extremamente bem escrito e o ritmo prende a atenção. No elenco tem gente talentosa e a ambientação é ótima”, conta Camila Barbieri, criadora do site Seriadores Anônimos e editora-chefe do Séries em Série.
 
De forma didática e bastante útil, o piloto começa situando o período histórico e destacando o impacto que os fatos ocorridos ao longo da temporada exerceram sobre a trajetória da humanidade.
 
O ano é 1956, e o ginecologista Dr. William Masters quer estudar como o corpo responde aos estímulos do ato sexual. Desenvolvendo seus próprios métodos, ele passa a observar e analisar uma prostituta, digamos, na ativa. É ela quem sugere que o médico busque uma parceira de pesquisa, já que só assim terá a dimensão de como é o sexo, tanto do ponto de vista masculino quanto do feminino.
 
Nessa procura pela “parceira perfeita”, surge Virginia Johnson, uma ex-cantora que se tornou secretária no hospital universitário onde Masters trabalha. Mesmo sem conhecimentos biológicos, Virginia está à frente de seu tempo, é conhecedora do sexo e não tem medo de ser sincera.
 
Masters of Sex consegue abordar o assunto sem se tornar vulgar, tratando-o com a seriedade que ele merece. “O tema prioriza a polêmica que esse estudo gerou na época, especialmente pela forma como foi realizado, com muitas ‘atividades práticas’”, argumenta Camila.

Roteiristas: a série é baseada no livro do autor Thomas Maier, Masters of Sex: The Life and Times of William Masters and Virginia Johnson, the Couple Who Taught America How to Love.

 
Diretor do piloto: John Madden. Ele tem no currículo filmes como Shakespeare Apaixonado (ganhador de sete prêmios Oscar), O Exótico Hotel Marigold e A Grande Mentira.
 
SLEEPY HOLLOW
 
A proposta do seriado é dar uma nova roupagem à Lenda do Cavaleiro sem Cabeça, já tão conhecida pelo público.
 
O piloto começa em um cenário de guerra, na Nova York (Estados Unidos) de 1781. Ichabod Crane, que mais tarde se revela um professor trabalhando em campo como espião militar, depara-se com um soldado mascarado que aparentemente não morre. Crane é atingido por ele, mas em seguida corta a cabeça de seu inimigo.
 
De repente, o espectador é levado a 2013, quando o protagonista inexplicavelmente se levanta de uma tumba, séculos depois. Ele está na cidade de Sleepy Hollow, onde a policial Abbie Mills trabalha.
 
Sleepy Hollow terá 13 episódios na 1ª temporada e já foi renovada para uma segunda. A história acrescenta bruxas e misticismos à lenda do Cavaleiro sem Cabeça
 
Prestes a deixar o lugar para entrar no FBI, ela se vê diante do surgimento do cavaleiro sem cabeça, de mortes repentinas, de mistérios que aparecem por todos os lados e também de Crane, que aparentemente é o único que poderá ajudá-la a resolver essa bagunça que se instaurou.
 
Com um tratamento cinematográfico, cenários obscuros, fotografia de qualidade e muita ação, Sleepy Hollow promete se tornar um dos hits da temporada, um prato cheio para quem gosta de suspense e temáticas sobrenaturais numa mesma produção.
 
“A Abbie é uma mulher forte, e o Crane tem um humor sarcástico delicioso de acompanhar”, afirma a jornalista Gabriela Pagano, editora de notícias do portal TeleSéries.
 
Roteiristas: entre eles, estão Alex Kurtzman e Roberto Orci, ambos com Fringe, Além da Escuridão: Star Trek e Missão Impossível 3 no currículo.
 
Diretor do piloto: Len Wiseman. Ele dirigiu todos os filmes da franquia Anjos da Noite e é um dos co-criadores da série.
 
THE BLACKLIST
 
“Acredito no sucesso de The Blacklist, que já tem temporada completa garantida”, confessa Camila. E essa conclusão pode ser justificada pelo piloto do novo drama.
 
A maioria das séries que mostra a caçada de um criminoso leva temporadas e mais temporadas para encontrá-lo e enfim prendê-lo. Mas quando uma nova produção inicia os primeiros minutos de seu piloto com esse bandido se rendendo, pode esperar que algo de muito interessante vem por aí.
 
Raymond Reddington já fez parte do serviço de inteligência norte-americano, mas passou a ser um dos fora da lei mais procurados do país. Sua rendição não foi à toa e muito menos repentina, já que tudo foi meticulosamente pensado por ele.
 
Em The Blacklist, uma agente do FBI passa a trabalhar em parceria com um criminoso para encontrar outros fora da lei e prendê-los. Uma série nada previsível
 
O protagonista propõe à polícia um acordo, no qual ele ajudará a caçar um criminoso de cada vez os maiores e mais perigosos, já que Reddington detém documentos, contatos e informações capazes de tal façanha.
 
Em troca, ele impõe inúmeras exigências, inclusive a de que só falará com a agente novata Elizabeth Keen, que aparentemente nunca ouviu falar dele. Em The Blacklist, nada é previsível.
 
Roteiristas: entre eles, estão Jon Bokenkamp (Chamada de Emergência) e Amanda Kate Shuman (The Following).
 
Diretor do piloto: Joe Carnahan, que já dirigiu A Perseguição (2011).
 
 
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