Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Música 24.04.2014 24.04.2014

Manu Gavassi lança CD, prepara show e estreia como atriz em novelas

Por André Bernardo
 
Mais do que uma homenagem à cantora Taylor Swift, a palavra “Fearless” (“Sem medo” em inglês), que a cantora e compositora Manu Gavassi traz estampada na costela esquerda desde 2011, revela seu jeito destemido de ser.
Aos 21 anos, a musa adolescente resolveu trocar a casa dos pais em São Paulo por um apartamento no Rio, estrear como atriz na novela Em Família e, ainda, lançar o segundo CD da carreira, Clichê Adolescente (Midas Music/Sony Music). “Essa palavra tem tudo a ver comigo. Sou do tipo que gosta de se arriscar”, define a menina, que contabiliza oito tatuagens espalhadas pelo corpo, uma delas com os versos da canção “Because”, dos Beatles.
Em seu segundo CD, Manoela Latini Gavassi Francisco se revela uma artista mais madura e autoral. Compôs todas as faixas do álbum, escolheu o arranjo das músicas, convidou o namorado Chay Suede para gravar uma delas, “Segredo”, e deu palpite até nas fotos do encarte.
“Quando lancei meu primeiro álbum, tinha 16 anos. Hoje, estou com 21. Queria que tudo ali tivesse a minha cara”, justifica ela, que começou a compor aos 13 anos após ganhar o primeiro violão do pai, o radialista Zé Luiz. “Desde pequena, sempre ouvi música boa. Meu pai nunca se prendeu a um único gênero”, elogia a cantora, que se diz fã de Lily Allen e Bob Dylan.
No momento, Manu se divide entre os ensaios para o show de lançamento do CD, previsto para acontecer dia 6 de abril, no Teatro Bradesco, em São Paulo, e as gravações da novela Em Família, no complexo de estúdios do Projac, na Zona Oeste do Rio.
Na trama de Manoel Carlos, ela interpreta Paulinha, a nora de Shirley, a vilã-mor interpretada por Vivianne Pasmanter. “Acho graça quando as pessoas dizem que recebi convite. Fiz teste igual a todo mundo”, assegura Manu, que chegou a cursar escola de arte dramática quando criança. “Sempre gostei de dar um passo de cada vez. Tudo tem a sua hora. Hoje, me sinto preparada para aceitar esse desafio”, afirma.
Você gravou seu primeiro CD, Manu Gavassi, em 2010. Quatro anos depois, lança Clichê Adolescente. O que mudou de um álbum para o outro?
Manu. Puxa, para mim mudou bastante coisa. Participei de todas as etapas da produção, coisa que não fiz no primeiro CD, até pela pouca idade e falta de experiência. Cresci muito nesses quatro anos, e a forma como conto as minhas histórias nas letras que escrevo mudou também. É um crescimento natural. Sempre gostei de escrever sobre o que estava sentindo, mesmo quando ninguém ouvia. Agora que todo mundo ouve, não quero mudar isso ou aquilo só para agradar ninguém. Gosto de escrever sobre o amor. É o que faço de melhor.
 
Musa adolescente começou a compor aos 13 anos, após ganhar o primeiro violão do pai, o radialista Zé Luiz
Você começou a carreira gravando “covers” de artistas como Taylor Swift, Justin Bieber e Miley Cyrus, entre outros, e postando os vídeos no YouTube. Você diria que essas são as suas principais referências?
Manu. Comecei fazendo “covers” de artistas que estavam “bombando” na época. Mas eles não são minhas principais referências. Até porque as minhas principais referências mudam o tempo todo. Gosto de tudo que é tipo de música e tudo o que me emociona me inspira também. Hoje em dia, minhas referências como letrista são Lily Allen e Bob Dylan. Aqui no Brasil, gosto da Mallu (Magalhães). O Pitanga (Sony Music) é um dos meus CDs favoritos. Admiro quem usa a vida como inspiração para escrever música. Dá para sentir o quanto elas são verdadeiras.
Hoje em dia, as redes sociais ganharam um peso muito grande na revelação de novos artistas. Como lida com Facebook, Twitter e YouTube? Qual é a importância deles na divulgação do seu trabalho?
Manu. A importância é total, principalmente para o meu público. Atualmente, os adolescentes passam mais tempo digitando no computador do que assistindo à TV, ouvindo rádio ou lendo revistas. Então, eu diria que essa é a maior e melhor forma de divulgação que existe no momento. Além disso, eu comecei no YouTube, né? Graças às redes sociais, eu e meu público temos uma relação bem próxima. Mas como tudo na vida, a internet tem um lado bom e outro ruim. É preciso saber usá-la de maneira inteligente.
Só no Twitter, você tem 1,3 milhão de seguidores. Consegue estimar qual é o perfil de seu público?
Manu. Noto que meu público está na faixa dos 11 aos 18 anos, mais ou menos. É uma fase muito legal. É a fase em que a gente mais precisa de música para sobreviver. Eu, pelo menos, precisava… (risos) Gostava de ouvir músicas que me fizessem lembrar o menino de quem eu gostava. Ou, então, que me fizessem chorar. Ou, ainda, precisava ouvir músicas simplesmente para cantá-las com as minhas amigas. Sinto que esse é o tipo de relação que estabeleci com o meu público. Sempre que posso, uso o Twitter para me comunicar com eles. Gosto dessa troca. Eu me sinto honrada por fazer parte da vida deles com a minha música.
Já sabe se vai ter música sua na trilha-sonora de Em Família? Se tiver, quais são os prós e contras disso? A execução constante não banaliza a composição?
Manu. Pessoalmente, só vejo os prós. Já cantei algumas músicas minhas nas cenas que gravei, mas, por enquanto, elas ainda não entraram na trilha da novela. Olha, poder mostrar o meu trabalho para tanta gente ao mesmo tempo é algo totalmente novo e maravilhoso para mim. Se a execução constante banaliza a composição? Não acredito. É um pensamento muito “indie”, sabe? Quantas músicas do tempo dos meus pais tocavam para caramba nas rádios e, hoje em dia, são consideradas verdadeiras obras-primas?
Alguns ídolos adolescentes, como Justin Bieber e Miley Cyrus, parecem decididos a se envolver em polêmicas só para provar que não são mais crianças. O que pensa disso? Já teve sua fase rebelde e contestadora?
Manu. Olha, acho que não dá para comparar o que eles vivem lá fora e o que nós vivemos aqui, no Brasil. Os mercados são diferentes. E a exposição à mídia também. Por isso, prefiro não julgá-los. Cada um sabe o caminho que escolhe. Pessoalmente, nunca senti vontade de pirar. Pelo menos, não até agora… (risos)
 
Aos 21 anos, Manu Gavassi troca a casa dos pais em São Paulo por um apartamento no Rio de Janeiro
 
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