Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Livros 17.04.2013 17.04.2013

Lynne Graham revela porque prefere criar protagonistas estrangeiros: “São mais exóticos”

Por Andréia Martins
 
A escritora irlandesa Lynne Graham sabe agradar às suas leitoras. Afinal, em mais de 80 livros publicados, sua receita de sucesso parece não falhar: homens bem-sucedidos e dominadores se envolvem com mulheres ingênuas e protagonizam desentendimentos, reviravoltas e momentos de alta sensualidade.
Adicione a essa fórmula outra característica: mesmo sendo irlandesa, Lynne gosta mesmo é de criar histórias para personagens de várias nacionalidades – gregos, italianos, espanhóis. Segundo ela, isso torna a trama mais interessante.
Essa combinação agrada às leitoras de todo o mundo há duas décadas e consagrou a irlandesa como uma das principais autoras de romances sensuais.
Ela é mais uma escritora a integrar a coleção Romances Saraiva, com lançamentos dedicados ao gênero. Dela, a coletânea conta com duas histórias: Tempo de Amar e Tempo de Perdoar. Em entrevista ao SaraivaConteúdo, ela falou sobre o que a inspira, o que gosta de ler e a opção pelos protagonistas estrangeiros.
Os protagonistas dos seus livros costumam ser estrangeiros. O que eles têm de mais interessante que os irlandeses, pelo menos nas obras?
Lynne Graham. Acho que o herói desconhecido sempre parece mais exótico do que os homens que você pode conhecer no seu dia a dia. Há ainda o fato de a Irlanda ser fria e chuvosa, e eu adoro viagens e o calor, então ambientar uma história em um clima mais quente é uma parte importante do romance para mim.
Você já escreveu 90 romances. Qual o segredo para evitar a falta de inspiração?
Lynne Graham. Ler constantemente me inspira. Não quero dizer copiar ideias de outros autores, mas que, simplesmente, ler bons romances põe fogo na minha imaginação e me coloca no estado mental certo para criar novas histórias. Nunca tive bloqueios de ideias e, geralmente, sonho com meus protagonistas, homens e mulheres. Os personagens devem me inspirar antes que eu comece a escrever sobre eles.
Você é uma leitora de romances assídua?
Lynne Graham. Amo ler e nunca estou sem um livro. Particularmente, gosto de histórias paranormais, de fantasia, e aquelas que não me lembram das minhas histórias. Se ler coisas similares ao meu trabalho, começo a ser muito crítica, e fica difícil me envolver com a história.
É verdade que você só assiste a filmes com finais felizes?
Lynne Graham. É verdade. Filmes tristes me deprimem, provavelmente porque sou muito imaginativa para gostar deles.
No seu site você criou um espaço para os leitores enviarem resenhas dos seus livros. A sessão já rendeu alguma história engraçada ou inusitada?
Lynne Graham. Nunca tive uma resenha engraçada, mas incomuns, sim. Certa vez, uma pessoa escreveu que um determinado livro meu era o pior livro que ela já tinha lido, mas não me deu nenhum motivo para ter chegado a essa conclusão. Ironicamente, o livro em questão foi um dos meus best-sellers. Acho que às vezes o fio condutor que o escritor emprega resulta em algo muito pessoal, que ou vai agradar ou não ao leitor.
 
A escritora irlandesa Lynne Graham sabe agradar às suas leitoras

Se tivesse que escolher uma obra, de qualquer autor, para citá-lo como um livro que mudou sua vida de alguma maneira, qual seria e por quê?

Lynne Graham. Nos meus anos de adolescente costumava ler Georgette Heyer e Barbara Cartland. O poder desses romances me transportava da minha vida tranquila e teve um efeito marcante em mim, eles me inspiraram a sonhar com os meus primeiros livros.
No seu site você também comenta sobre a sua vasta coleção de livros de culinária. É um hobby?
Lynne Graham. Cozinhar sempre foi um dos meus hobbies. Quando termino de escrever, algumas vezes fico estressada, e escolher uma receita e preparar uma refeição me relaxa.
Quais são seus livros ou programas preferidos sobre o assunto?
Lynne Graham. Gosto de The Great British Bake Off (programa exibido da BBC), com Mary Berry, e as demonstrações de Jamie Oliver. Não tenho um escritor preferido sobre o assunto. Algumas receitas têm muitos ingredientes e demoram a ficar prontas. Geralmente copio as receitas da família no notebook para usá-las com mais frequência.
Uma curiosidade: você escreveu seu primeiro livro aos 15 anos e conta que não achou interessados em publicá-lo. Sobre o que era o livro? E você tem alguma intenção de publicá-lo hoje?
Lynne Graham. A trama do meu primeiro livro girava em torno de um guardião e sua ala, o que seria terrivelmente antiquado como um enredo, hoje. Então não tenho planos de reescrevê-lo. Esse velho manuscrito ainda está em algum lugar no sótão.
 
 
 
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