Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Livros 17.12.2012 17.12.2012

Lori Foster: “sou uma pessoa melhor escrevendo”

Por Andréia Silva
 
Lori Foster é uma escritora norte-americana que já lançou dezenas de livros que misturam romance, suspense e sensualidade. Além disso, como ela mesma diz, tem um lado negro, com o qual publica seus títulos de fantasias urbanas.
 
A escritora, best-seller em listas como as dos jornais The New York Times e USA Today, é um dos nomes da nova série de livros Romances Saraiva, parceria entre a Saraiva e a Harlequin Brasil. Os autores escolhidos trazem histórias nas quais os ingredientes básicos são amor e sexo. 
 
Pela coleção, Lori vai lançar o livro Farsante. A história gira em torno do detetive particular Dane Carter, que assumiu a identidade de seu irmão gêmeo para descobrir quem o assassinou. No entanto, acaba se envolvendo com a principal suspeita, Angel Morris.
 
Aproveitando o lançamento da coleção, Lori Foster, que diz gostar de escrever ao som de Kid Rock, falou sobre literatura e sua vida de escritora. 
 
Leia a entrevista abaixo:
 
Como você cria suas histórias? O que te inspira?
 
Lori Foster. A vida me inspira. As pessoas e seus tipos únicos. Gosto muito de escrever sobre triunfos, sobre viver a vida e superar obstáculos para chegar a um final feliz. Penso que a maioria das pessoas entende que os problemas vão ocorrer – ninguém vive sem passar por momentos difíceis. Mas o modo como lidamos com isso é o que nos faz fortes. Gosto de colocar essas histórias no papel, e gosto mais quando elas fazem sucesso entre os leitores.
 
Você chegou a publicar de seis a dez livros em apenas um ano. É um número e tanto. Você se considera uma escritora obsessiva?
Lori Foster. Absolutamente. Sou uma pessoa melhor escrevendo. Mais relaxada e mais organizada. É como se, começando meu dia escrevendo, todo o resto se encaixasse. Não escrevo mais tantos livros agora porque meus romances passaram a ser mais desenvolvidos, com personagens secundários e subplots, de modo que levo mais tempo trabalhando em uma única história. Além disso, tenho muitas promoções e compromissos que reduzem meu tempo para escrever. Mas isso também impulsiona a minha criatividade, vai equilibrando.
 
Para você, o que é mais fácil e o mais difícil na hora de escrever?
Lori Foster. O começo de um livro, os personagens, essa é a parte fácil. Os personagens aparecem já completos para mim. Fico logo com pressa de colocá-los no papel. Mas os finais… Amarrar todos os detalhes e ter certeza que não deixei nenhum drama aberto… isso toma muito do meu tempo.
 
Você também escreve sobre o universo paranormal. Você já viveu experiências desse tipo? O que despertou seu interesse pelo assunto?
Lori Foster. Assisto a muitos filmes. Sentada ali, entrando em uma história visual, é o único momento em que eu não estou criando histórias para os meus livros. Meus filmes preferidos são os de horror. Um filme medíocre de horror é melhor para mim do que um bom drama. Não sou fã de épicos ou dos chamados “chick flicks”. Horror em primeiro lugar, ação depois. E por gostar tanto, decidi escrever sobre isso. Em breve eu espero poder voltar a escrever mais sobre fantasias urbanas.
 
Você acha que existe uma literatura de entretenimento?
Lori Foster. Claro que há. A maioria de nós quer ser entretida. Não temos que ler apenas livros educacionais. Nós merecemos nos divertir, com livros bem-escritos, que façam o leitor se identificar e deixá-lo com um sorriso no rosto.
 
Você é fã de romances históricos, certo? Qual a sua lista de autores favoritos?
Lori Foster. Essa é fácil. Histórias de Julie Garwood, Johanna Lindsey, Catherine Coulter, Linda Howard, Amanda Quick… Elas são ótimas!
 
E quanto a outros autores?
Lori Foster. Entre os meus autores preferidos estão Erin McCarthy, Jill Shalvis, Macy Beckett, Catherine Mann, Kresley Cole e uma novata, Katie McGarry, que é excepcional.
 
Até agora, seus livros não foram adaptados para o cinema. Isso é algo que você gostaria?
Lori Foster. Adoraria ver a minha série Men Who Walk the Edge of Honor ser adaptada. Acho que as histórias falam sobre um problema da sociedade contemporânea, o tráfico humano. Os livros mostram que mesmo quando coisas muito trágicas acontecem nas nossas vidas, o amor pode curar a alma.
 
 
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