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Ler, e o que ler, eis a questão

Por Zaqueu Fogaça
Mais importante do que ler um livro é saber escolher o livro para ler. Uma tarefa aparentemente simples, mas que em certos momentos torna-se uma verdadeira tortura para o leitor.
 
Para facilitar na escolha, vale recorrer a todos os artifícios: uns não dispensam a tradicional lista; outros preferem seguir as boas e velhas indicações de amigos; mas há também aqueles que entram numa livraria sem ter a mínima ideia de que obra carregará debaixo do braço quando sair.
A fascinação pelas histórias, intrínseca ao ser humano, faz com que a paixão pela leitura eleve o livro a outros patamares, deixando de ser apenas um objeto de apreciação intelectual e entretenimento para assumir novos papéis, como o de cúmplice de segredos, parceiro de aventuras e amigo inseparável, que além de fazer companhia, não rouba a solidão do leitor.
No entanto, essa tão almejada fidelidade só ocorre quando a escolha do livro é certeira, quando obra e leitor falam no mesmo tom, os passos seguem lado a lado no mesmo ritmo.
 
O que, na maioria dos casos, não é algo tão simples de acontecer. É preciso conhecer a si mesmo para escolher uma publicação que consiga atingir não somente suas expectativas emocionais, mas, sobretudo, suas necessidades intelectuais.
Para ajudar nessa difícil tarefa, nos últimos anos foram lançados alguns livros que servem como verdadeiros guias de leitura, oferecendo em suas páginas um amplo panorama de autores e obras essenciais da literatura mundial que “todos deveriam ler”.
Confira a lista de obras que poderão lhe ajudar na escolha da sua próxima leitura!
 
 
Uma das primeiras obras a serem lançadas com o intuito de direcionar o leitor no vasto universo da literatura, 1001 Livros para Ler antes de Morrer reúne em suas páginas as obras de ficção de maior expressividade do gênero.
 
Assim, apresenta ao leitor autores clássicos, como Cervantes, Aluísio de Azevedo, Lima Barreto; além de escritores mais recentes e inovadores, como Jonathan Safran Foer, William Burroughs, entre tantos outros que marcaram determinado período da literatura mundial.
 
A obra ainda conta com resenhas elaboradas por uma seleta equipe de escritores, críticos literários e jornalistas, que, de maneira simples e objetiva, ressaltam a importância de cada autor para a história da literatura.
 
501 Livros que Merecem ser Lidos não fica restrito apenas à literatura ficcional, abre os horizontes e percorre caminhos mais diversificados pelas letras, expondo um amplo panorama de obras sobre diferentes temáticas.
 
Em suas páginas, o leitor encontrará publicações sobre viagens, livros de memórias, romances, obras clássicas e modernas, obras de história, todas cuidadosamente escolhidas e analisadas por acadêmicos, escritores e amantes dos livros.
 
De maneira básica, a publicação aponta para o leitor os diferentes caminhos da escrita, restando-lhe apenas o interesse em escolher qual deles trilhar.
 

Compilados em ordem cronológica, os 501 autores que compõem este livro formam um mosaico do desenvolvimento da literatura ao longo de mais de dois milênios de história.

 
Ricamente ilustrada, esta obra reúne os maiores nomes da literatura mundial, desde Homero aos contemporâneos, passando por todos os movimentos e estilos literários.
 
Em suas páginas estão escritores como James Joyce, Franz Kafka, Fernando Pessoa, Guimarães Rosa, Machado de Assis, Dostoievski, dentre tantos mestres da literatura mundial.
 
 
De modo sucinto e claro, o livro apresenta cem escritores marcantes no ramo da ficção que, no passar dos séculos, conseguiram deixar suas marcas no imaginário humano.
 
Com a presença de autores estrangeiros e brasileiros, do século V da Grécia Antiga ao século XX, a obra traz um breve texto sobre cada um deles, uma relação dos títulos mais importantes de cada um, além de ensaios escritos por críticos literários, jornalistas e professores. 
 
 
Sob a organização do jornalista e escritor Joaquim Ferreira dos Santos, esta antologia reúne as obras essenciais do gênero.
 
Nela, os leitores poderão ter acesso de uma só vez a autores clássicos e contemporâneos, e desfrutar das crônicas de Rubem Braga, João Ubaldo Ribeiro, Carlos Heitor Cony, Arnaldo Jabor, entre outros escritores da rica crônica brasileira.
 
 
 
Adentrar pelas páginas desta obra é a certeza de um passeio confortável pela mais contundente ficção curta produzida no país entre 1900 e o fim dos anos 90, um retrato de todas as mudanças e efervescências literárias do Brasil.
 
Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século reúne contos de autores como Otto Lara Resende, Lygia Fagundes Telles, Graciliano Ramos, Lima Barreto, Érico Veríssimo, entre outros nomes importantes para a literatura brasileira.
 
 
Selecionados pelo professor Ítalo Mariconi, Os Cem Melhores Poemas Brasileiros do Século reúne poemas de todas as estirpes literárias; são poesias urbanas e rurais, eruditas e populares; e de todos os gêneros: românticas, dramáticas, ácidas.
 
Por meio desta obra, é possível conhecer o olhar único de cada autor ao retratar diferentes temas, como a inovação textual do concretista Augusto de Campos, a escrita transgressora de Roberto Piva, entre outros autores essenciais da literatura brasileira.
 

Enquanto apresentadora do programa Letras e Leitura da rádio Eldorado de São Paulo, a jornalista Mona Dorf realizou, durante quatro anos, 500 entrevistas com os mais celebrados autores da literatura contemporânea.

 
Autores e ideias é uma compilação das 35 melhores entrevistas que fez nesse período; um painel do que há de melhor na atual literatura brasileira. Neste livro, encontramos: Milton Hatoum, Marçal Aquino, Cristovão Tezza, Lourenço Mutarelli, entre outros autores de destaque.
 
Sob a organização de Alberto Manguel, esta antologia de contos de amor apresenta as mais variáveis facetas desse gênero: o amor do romantismo desabrido, da moral vitoriana, da paixão melodramática, dos dramas intimistas, entre tantas reinvenções que somente esse sentimento é capaz.
 
Em seu caminhar pelos meandros do amor, Manguel percorre dois caminhos: de um lado, a paixão romântica em suas modalidades fantasiosas, encontradas em Balzac, Nerval, e Bécquer; do outro, o decoro vitoriano e reservado de autores como Elizabeth Gaskell, Ronald Firbank e Henry James. Mas o que sobressai são verdadeiras obras-primas da literatura mundial.
 
 
Nesta antologia de contos de horror do século XIX, o escritor Alberto Manguel reuniu, especialmente para o público brasileiro, a nata do medo.
 
Num gênero tão antigo quanto a civilização, os leitores poderão conferir clássicos que vão da gótica Ann Radcliffe a Edgar Allan Poe e H. P. Lovecraft.
 
Mas a obra não fica restrita aos autores mais conhecidos do gênero, como Henry James, Maupassant e Robert Louis Stevenson.
 
Traz autores de toda parte, de Eça de Queirós ao iídiche Lamed Schapiro. Diante dos seus olhos, os leitores verão se erguerem as construções do medo, como igrejas em ruínas, subsolos pútridos, jardins ermos, prisões e campos de batalhas, mortos-vivos e criaturas invisíveis.
 
 
Com contos selecionados pelo renomado escritor Ítalo Calvino para uma série da televisão italiana, no ano de 1983, esta compilação apresenta as diferentes facetas do sobrenatural; são histórias de fantasmas, oníricas, macabras, estranhas e misteriosas.
 
Além de uma introdução e uma apresentação sobre a importância de cada um dos escritores no contexto da literatura fantástica, Calvino ainda sugere diferentes interpretações para as tramas de autores celebrados, como H. G. Wells, Gogol, Balzac, Maupassant, Hoffman, entre outros clássicos da literatura.
 
 
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