Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Livros 31.08.2011 31.08.2011

Laurentino Gomes e Scott Turow falam sobre expectativa da Bienal do livro

Por Julia Laks
 
Eles possuem diferentes gostos, nacionalidades e narrativas, mas apresentam pelo menos uma característica comum: a paixão por livros. Cerca de 120 autores brasileiros e 23 internacionais têm um encontro marcado com seus leitores na 15ª Bienal do Rio de Janeiro, que preenche o Riocentro – de 1 a 11 de setembro − com palestras, entrevistas, rodas de poesia e, claro, muita história.
A palavra de ordem é diversidade na edição, que, por coincidência, elege pela primeira vez o Brasil como país homenageado e traz o maior número de estrangeiros. Ondjaki, Alyson Noël, Scott Turow, Lauren Kate, Deborah Harkness, Laurentino Gomes, Thalita Rebouças e William P. Young são alguns dos autores que confirmaram presença e falam − por motivos distintos − com entusiasmo sobre o evento.
“É como diz aquela música do Milton Nascimento: ‘todo artista tem de ir aonde o povo está’. Já visitei mais de 100 cidades, mas nada se compara à emoção de entrar nos pavilhões da Bienal. Ali eu iniciei a minha carreira de escritor”, conta Laurentino, autor de 1808 e 1822.
“Participei uma vez e não pude resistir ao convite de retorno. Este é um evento memorável, e o Rio, provavelmente, o lugar mais bonito do mundo”, complementa o americano Scott Turow, mestre do thriller jurídico.
Os dois participam do espaço Café Literário, que traz também atrações com os prestigiados Ondjaki e Gonçalo Tavares e com autores de best-sellers como Deborah Harkness, cujo primeiro romance, A Descoberta das Bruxas, alcançou na semana de estreia o segundo lugar na lista dos mais vendidos do The New York Times.
Best-seller
 

Scott Turow
Boa parte dos autores que chegam ao Brasil para o evento está acostumada aos lugares privilegiados nas listas de mais vendidos, tanto lá fora como por aqui.
Mas o que torna um livro um best-seller? A pergunta divide opiniões entre escritores e leitores. Turow, que já vendeu mais de 25 milhões de exemplares ao redor do mundo, 200 mil só no Brasil, revela que acredita, principalmente, numa trama instigante.
Cerca de 25 anos depois do lançamento de Acima de Qualquer Suspeita, que ganhou uma bem-sucedida adaptação para o cinema estrelada por Harrison Ford, o autor publica O Inocente  e retoma a vida do protagonista Rusty Sabich.
A paixão pelo thriller jurídico continua latente. “O gênero expõe perguntas básicas da lei, aborda como nós, em sociedade, decidimos o que é certo ou errado, criamos regras para fortalecer tais julgamentos e assim lutamos para determinar o que é verdade. Esses são temas maravilhosos para ficção”, exemplifica.
Já a escritora Deborah Harkness publica aqui A Descoberta das Bruxas e aposta em romance, thriller de ação e seres sobrenaturais para contar a história de Diana Bishop, filha única de pais bruxos que rejeita suas habilidades até descobrir acidentalmente um misterioso manuscrito cobiçado por demônios e vampiros. “O mundo de hoje pode parecer escuro e opressor. Talvez precisemos acreditar que ainda há um pouco de magia”, diz. 
O angolano Ondjaki traz motivações distintas para seus livros, mas as coloca com o mesmo entusiasmo. “Acho que no fundo a literatura faz-se da relação pessoal de cada escritor com os mitos e os sonhos que escolhe abordar”, pontua, revelando logo depois que busca explorar a fantasia luandense e suas memórias pessoais. E esta visita a sua terra natal certamente é apreciada pelos fãs.
“Gosto da mistura de narrativa e história, da apreensão que ele faz da oralidade de Luanda e do caráter urbano de seus textos”, conclui Antonia Costa, estudante de letras da PUC e admiradora do escritor.
 
 
 
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