Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Livros 15.07.2011 15.07.2011

Larousse lança novo selo e entra no mercado de adaptações literárias em HQ

Por Andréia Martins

Instruir todo mundo sobre todas as coisas. A frase, de autoria de Pierre Larousse, fundador da editora, define a estratégia adotada pela filial brasileira da centenária editora francesa: publicar livros que ajudem a democratizar o conhecimento e a ampliar o público leitor brasileiro. Afinal, na visão de Pierre, cada obra oferece ao leitor uma nova perspectiva sobre o mundo.
 

Desde que iniciou as atividades no Brasil, na década de 90, esse foi o objetivo da Editora Larousse: oferecer novas visões de mundo e experiências através dos cerca de 800 títulos já lançados no mercado, entre livros de referência, gastronomia, história e biografias, nas categorias Literatura Infantil, Referência Infantil, Entretenimento & Recreação, Literatura Juvenil, Referência Juvenil, Dicionários e Guias de Idiomas.

A Larousse chegou ao Brasil em 1995 para trabalhar em parceria com outras editoras em projetos especiais, focada na exploração do mercado de referência por meio de sua enciclopédia, que foi vendida em canais alternativos, em bancas e em parceria com jornais de grande circulação. O ano de 2003 marca a entrada oficial da editora no Brasil.
 

Segundo Janice Floriano, publisher da editora, é “nessa diversidade de temas oferecida ao leitor” que se traduz o lema da Larousse, “cultura para todos”. “Temos história de sucesso em cada um dos segmentos em que atuamos, o sucesso da empresa, hoje, deve-se à pluralidade em áreas de atuação. Posso citar Beatles, de Bob Spitz, Mestre-Cuca, Líderes que Mudaram o Mundo, Larousse do Cão, Larousse dos Gatos, Larousse do Vinho e, sem dúvida, o amplo leque de dicionários de qualidade e sempre indicados nas melhores escolas”, comenta Janice.

NOVIDADES
 
Agora, reforçando sua presença no mercado brasileiro, a editora traz duas grandes novidades para 2011: um novo selo e a aposta nas adaptações literárias em quadrinhos. A coleção HQ Clássicos chega às livrarias pelo selo Larousse Jovem, com três títulos: Frankenstein, de Mary Shelley, Romeu e Julieta e Macbeth, ambos de William Shakespeare. Segundo a editora, outros dois títulos devem ser lançados até o final do ano: Grandes Esperanças, de Charles Dickens, e A Tempestade, de Shakespeare.
 
Para os desenhos, a editora não recorreu a autores já conhecidos no universo dos quadrinhos. Frankenstein teve o roteiro adaptado por Jason Cobley, com desenhos de Declan Shalvey, Jason Cardy, Kat Nicholson, Terry Wiley e Jon Howard. Já as duas obras de Shakespeare foram adaptadas por John McDonald. Em Romeu e Julieta, os desenhos são de Will Volley, Jim Devlin e Jim Campbell; e em Macbeth, de Jon Howard, Nigel Dobbyn e Gary Erskine. Todos foram produzidos na Inglaterra.
 
Já as primeiras obras do novo selo, Lafonte, começaram a chegar ao mercado em junho. O selo é focado no lançamento de títulos de ampla abrangência em ficção e não ficção, enquanto o selo Larousse terá concentrada em seu catálogo a publicação de lançamentos em gastronomia e títulos de referência. O objetivo deste novo selo é lançar mensalmente uma média de seis títulos adultos e 10 títulos infantis e reforçar a marca em outros mercados, como o de lançamentos de autoajuda e ficção.
 
Entre os principais títulos que o novo selo pretende lançar até o final do ano estão: Teias, de Maria Tereza Maldonado; Overcoming Life’s Disappointments, de Harold S. Kushner; Free Yourself from Anxiety, de Emma Fletcher e Martha Langley; Fried, de Joan Z. Borysenko; Change Your Mindset, Not Your Man, de Sally B. Watkins; Fried, de Joan Z. Borysenko e One Minute Mindfulness, de Simon Parke, na categoria de autoajuda.
 
Já entre as ficções estão Return to Sender, de Fern Michaels, e Revenge, de Sharon Osbourne. Para quem gosta de biografias, o selo colocará nas prateleiras Elvis – Biografia Ilustrada, de Marie Clayton, e Keith Richards – A Biografia Não autorizada, de Victor Bockris.
 
“Desde o fim da parceria com a Anaya/Hachette, com a recompra das ações pelo empresário Hercilio de Lourenzi, a Larousse passou a ser um selo da Editora Lafonte, empresa criada pelo grupo. Nasceu aí um novo selo, para atuarmos na área de ficção e autoajuda. O investimento irá dobrar, pois o planejamento contempla o lançamento de cerca de 200 títulos [até o final do ano] que englobam os dois selos”, diz Janice.
 
Os novos projetos e lançamentos da Larousse exemplificam bem a liberdade que o selo tem no Brasil, diferentemente de outros mercados como Argentina, Espanha, França e México. “A grande diferença é que no Brasil quem tem a licença de utilizar o selo Larousse é uma empresa que não pertence ao grupo, e por isso nós atuamos em segmentos que não são explorados pela Larousse dos outros países. Porém o objetivo de todos é o mesmo: disseminar cultura”, diz a publisher.
 
UMA EMPRESA 100% NACIONAL
 
Em 2010, a Larousse voltou a ser uma editora 100% nacional. Depois de três anos (2007 a 2010) de parceria com o grupo franco-espanhol, o grupo Escala recomprou os 51% das ações.
 
De acordo com o executivo do grupo, Diego Drumond, os três anos de parceria foram muito positivos, pois levaram a um amplo compartilhamento de tecnologias, processos e conhecimentos, que contribuíram para que a empresa se desenvolvesse com fôlego e focada em publicações de qualidade e abrangência.
 
A aquisição da Larousse do Brasil, em 2007, pelo grupo Escala, aconteceu dentro da estratégia de popularização da leitura, com bons títulos a preços sempre acessíveis.  Sobre a Larousse, o executivo diz que o selo foi “desmistificado”.
 
“Desmistificamos o selo, que existia há mais de um século e meio, abrindo-o para os mais diversos segmentos da literatura e fazendo edições caprichadas a preços muito atrativos para os leitores”, explica Drumond. “O resultado é que, enquanto o catálogo total da Larousse tinha 252 títulos, só em 2010 lançamos 120 novos livros”.
 
Para Janice, a parceria também rendeu bons frutos para a marca. “A parceria trouxe maior visibilidade à Larousse, pois houve um forte investimento em diferentes segmentos de publicações, fazendo com que a Larousse deixasse de ser vista apenas como uma editora de enciclopédia e ampliasse seu catálogo”, diz.
 
Atualmente, segundo a publisher, o grupo Escala possui opção em todos os títulos da Larousse e o acordo de utilização de marca. “É um excelente trabalho que continua em parceria, com a Larousse França fornecendo os melhores conteúdos em referência, gastronomia e interesse geral, e o grupo Escala investindo em títulos de outras editoras para compor um mix que atenda às necessidades do mercado”, finaliza.
 
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