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Lady Gaga: de ‘Just Dance”” a “”Born This Way””

Por Andréia Silva e Carol Cunha
 
Pode ser uma filha de italianos que toca piano clássico desde criança, adora Bach e estudou numa das mais tradicionais e renomadas escolas católicas de Nova York (EUA), ou uma adolescente nerd que tirava boas notas, era disciplinada, tinha inclinação para as artes e vestia saias até os joelhos. As duas opções respondem à pergunta: quem foi Lady Gaga?
 
Hoje, ela é uma garota excêntrica que se veste com roupas estranhas (como um vestido feito de carne), uma artista provocadora (que já foi adicionada à lista de pecadores assinada por um pastor evangélico norte-americano e comparada a Madonna) e uma das personalidades pop mais influentes nas redes sociais com seus Little Monsters (nome da rede criada apenas para os fãs da cantora, chamados carinhosamente de “monstrinhos”).
 
Antes de se tornar um ícone mundial da música pop, Stefani Germanotta era apenas uma garota que tocava em bares e casas noturnas alternativas de Nova York, acompanhada por uma banda, e costurava suas próprias roupas de apresentação. Como ela chegou até aqui?
 
PREPARANDO “JUST DANCE”
 
Depois de gravar um EP em meados dos anos 2000, assinar um contrato e ser dispensada por uma gravadora que não acreditou em seu potencial, a carreira de Gaga começou a decolar quando ela passou a escrever músicas para artistas conhecidos da música pop, como Fergie, Pussycat Dolls, Britney Spears e Akon.
 
Foi Akon quem a convidou para se juntar ao seu selo, o Kon Live Distribution, o que permitiu que ela logo começasse a trabalhar no seu álbum de estreia, The Fame. Lançado em 2008, o disco trouxe músicas como “Just Dance”, o primeiro hit de Gaga, e outros sucessos como “Poker Face” e “Paparazzi”. O tema central do CD é o universo das celebridades, algo perseguido por Gaga desde o início.
 
“Acho que ’Just Dance’ é uma música que ainda não mostrava todo o potencial de Gaga, mas já dizia que algo a mais poderia sair dali. O que me conquistou foi ‘Poker Face’, que traz um clipe incrível e uma vibração pop que não deixa ninguém parado na pista”, diz Ludmila Alves, 17, paulistana fã de Lady Gaga.
 
Ludmila conta que descobriu a cantora na internet e desde o início gostou do visual andrógino de Gaga. “Gosto do fato de ela estar fora dos padrões, até mesmo do que se espera de uma superstar. O dia em que ela apareceu em um vestido de carne foi o ápice. Acho insuperável”, diverte-se a fã, lembrando da roupa usada pela cantora no MTV Video Music Awards de 2010.
 
O disco The Fame vendeu mais de 15 milhões de cópias e colocou Gaga no mapa do pop. Só o single de “Just Dance” atingiu mais de 9 milhões de vendas, entrando para a lista dos mais vendidos de todos os tempos.
 
Resultado: em 2010, o trabalho levou o Grammy de melhor álbum dance, enquanto “Poker Face” venceu como melhor gravação dance. Se o sucesso de vendas mostrou o reconhecimento do público, a premiação serviu para mostrar que Gaga era reconhecida também pela indústria musical. Era só o começo.
 
O MEGA HIT “BAD ROMANCE”
 
Aproveitando o embalo e a boa recepção do primeiro disco, a cantora não perdeu tempo e, em 2009, lançou o EP The Fame Monster, para gravar de vez seu lugar na música pop. O primeiro single foi “Bad Romance”. Na sequência, ela emplacou dois outros hits: “Telephone”, com a participação de Beyoncé, e “Alejandro”.
 
Esta última foi lançada como single depois de uma batalha pessoal da cantora, já que a gravadora tinha outra música em mente para lançar. A canção foi muito comparada com “La Isla Bonita”, de Madonna, assim como o videoclipe, cheio de referências aos vídeos anteriores da rainha do pop.
 
Capa do disco The Fame
O disco The Fame Monster
 
Mas foi “Bad Romance” que colocou Lady Gaga no topo do pop. A autoria da música coube mais uma vez a Gaga e RedOne, produtor musical que acompanha a cantora desde o inicio e com quem ela dividiu a autoria de hits do primeiro trabalho. Ele seria um parceiro frequente da artista.
 
"'Bad Romance' é um marco bem grande. Ela possui um arranjo pop diferente do que estávamos acostumados na época e uma letra que foge da temática das rádios, com referências a Hitchcock e trechos em francês, que chega a ser sombria de certa forma. Acho que representa bem o que ela é, que vai bem além da imagem de popstar. É uma mulher de verdade, inteligente, profunda e com muita coisa a dizer", diz Jonathan Mendonça, 18, cineasta e fã de Gaga.
 
Do disco, a preferida de Jonathan é “Speechless”. “Foi uma música que me marcou muito. Mesmo sendo dedicada ao pai dela, conseguiu me tocar e traduzir meus sentimentos. É uma pena que ela não esteja no setlist da tour”, diz ele, que já está em contagem regressiva para o show em São Paulo.

“Bad Romance” rendeu à cantora o Grammy de melhor performance pop feminina e alcançou números astronômicos: 9,7 milhões de cópias vendidas do single, entrando na lista de melhores músicas do ano de diversas publicações consagradas e eleita pela revista Rolling Stone norte-americana a melhor canção de Gaga até então.

 
“BORN THIS WAY”, UM NOVO HINO POP
 
“Bad Romance” perdeu logo o posto de melhor música de Gaga com a chegada do novo disco, Born This Way, em 2011.
 
A canção que dá nome ao álbum chegou rápido ao topo das paradas e das pistas. E novas comparações com Madonna surgiram, citando semelhanças entre “Born This Way” e “Express Yourself”. Comparações à parte, o poder do hit é indiscutível.
 
“Semelhanças podem até existir. Afinal, Madonna é uma referência para Lady Gaga, assim como David Bowie, Queen, ABBA, enfim, artistas que ela mesma cita. Acho que as pessoas devem ver isso como uma homenagem, e não tratar como se fosse um plágio. A criatividade de Gaga está aí para quem quiser ver”, defende Ludmila.
 
O disco Born This Way trouxe ainda os singles “Judas”, que criou um mal-estar entre a cantora e alguns líderes religiosos, “The Edge of Glory”, feita em homenagem ao avô, “You and I” e “Marry the Night” – esta, uma homenagem à cidade de Nova York, que, com uma ampla cena artística e uma rica mistura de pessoas, carrega o DNA de Gaga, algo que o Brasil agora terá a chance de presenciar pela primeira vez.
 
O próximo disco, ARTPOP, está previsto para sair em meados de 2013. Resta aguardar para ver qual será a próxima melhor música de Gaga.
 
Turnê Lady Gaga – Serviço
Rio de Janeiro
Quando: 9 de novembro (sexta-feira), às 22h30
Onde: Parque dos Atletas (Av. Salvador Allende, s/nº, Barra da Tijuca)
 
São Paulo
Quanto: 11 de novembro (domingo), às 20h30
Onde: Estádio do Morumbi (Praça Roberto Gomes Pedrosa, nº 1, Morumbi)
 
Porto Alegre
Quando: 13 de novembro (terça-feira), às 19h30
Onde: Estacionamento da Fiergs (Avenida Assis Brasil, 8787 – Bairro Sarandi)
 
 
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