Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 30.07.2010 30.07.2010

Jogo de duplicidade marca trama de “”Salt””

O jogo de duplicidade é o principal trunfo do thriller Salt, filme estrelado por Angelina Jolie e dirigido pelo tarimbado Phillip Noyce (de Jogos patrióticos e O americano tranquilo, entre outros), que estreia hoje. O entretenimento é garantido, há uma sugestão de continuação no fim, mas o filme não chega a se destacar no gênero.

Mistura de McGiver de saias e Ethan Hunt (Missão impossível), Jolie é Evelyn Salt, agente da inteligência americana, que já esteve “infiltrada” na Coreia do Norte, onde conheceu o homem com quem acabou se casando, um alemão especialista em aracnídeos. No dia de seu aniversário de casamento, ela é surpreendida pela chegada um suposto desertor da Rússia, Vassily Orlov (Daniel Olbrychski).

Na entrevista, ele revela um plano para matar o presidente russo durante o funeral do recém-falecido vice-presidente americano, dias depois. O assassino? Um espião russo que, criança, foi criado numa espécie de campo de concentração soviético onde os jovens aprendem inglês antes do russo, estudam a ideologia americana, tudo isso sem perder a devoção quase fanática à causa russa. Acontece que Orlov acusa Salt de ser o tal espião!

Aí começa o jogo de duplicidade: que envolve Orlov, Salt e até mesmo seus próprios colegas. O problema é que a charada não é tão difícil de entender e, com meia hora de filme, já se pode supor bem o que está realmente acontecendo.

Claro que a tal adrenalina não falta. Tem o bom e velho ritual de disfarce, de troca de identidade, cenas de perseguição em alta velocidade etc. Mas trilogias como Missão impossível e Bourne batem tranquilamente nos quesitos originalidade, evolução e adereço!

Agora, a pergunta que não quer calar: por que Angelina Jolie, com seu star power, faz tantos filmes de ação e abandonou papéis como o de Garota, interrompida, que lhe rendeu o Oscar de melhor atriz coadjuvante em 2000? Ela seguiu uma trilha bem diferente do marido, Brad Pitt, que buscou se afastar da imagem de galã e diversificar sua filmografia, e estrelou bobagens como Lara Croft e, mais recentemente, O procurado. Vá entender.

Noves fora, o filme até que teve um bom e curioso timing. Em pleno 2010, quando a ameaça de fora está identificada não mais com a União Soviética e Guerra Fria, mas com talebans e afins, Salt fala de espiões russos. O filme estreou poucas semanas depois de um grupo de russos infiltrados como cidadãos americanos terem sido descobertos e deportados. Uau.

Veja abaixo o trailer legendado:

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